AGRONEGÓCIO
Brasil lidera padronização internacional do mamão em parceria com a OCDE
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A Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) publicou, em seu portal oficial, a nova brochura internacional de classificação e qualidade do mamão, coordenada pelo Brasil por meio do Departamento de Inspeção de Produtos de Origem Vegetal (Dipov) da Secretaria de Defesa Agropecuária do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa).
O material representa um avanço estratégico na padronização da fiscalização do fruto no comércio internacional, trazendo maior previsibilidade e transparência às transações.
Iniciativa fortalece a competitividade da fruticultura brasileira
A proposta partiu do Brasil e teve como objetivo harmonizar critérios de qualidade e identidade do mamão. Esses parâmetros técnicos servirão como referência para importadores e exportadores, reduzindo barreiras não tarifárias e aumentando a competitividade da fruticultura brasileira em mercados exigentes.
Segundo o diretor do Dipov, Hugo Caruso, a publicação é um marco para o setor produtivo.
“A brochura garante que o mamão brasileiro, reconhecido por sua qualidade, seja avaliado conforme padrões internacionais de excelência. Trata-se de uma vitória para a agricultura nacional e para nossos exportadores”, afirmou Caruso.
Produção nacional e impacto da padronização
O Brasil está entre os maiores produtores e exportadores mundiais de mamão, com destaque para os estados do Espírito Santo, Bahia e Rio Grande do Norte. A nova brochura deve facilitar o acesso a mercados, apoiar o trabalho de fiscalização e inspeção realizado pelo Mapa e ampliar a competitividade do setor no cenário internacional.
A conquista soma-se a outras iniciativas da Secretaria de Defesa Agropecuária (SDA) e do Dipov no âmbito do Esquema de Frutas e Hortaliças da OCDE, em que o Brasil exerce papel de protagonismo técnico, colaborando com propostas de novos produtos e na atualização de referências normativas internacionais.
O que são as brochuras da OCDE
As brochuras da OCDE reúnem imagens e descrições detalhadas que caracterizam defeitos e atributos essenciais dos produtos hortícolas. Funcionam como ferramentas de padronização, permitindo que inspetores de qualquer parte do mundo classifiquem produtos de forma uniforme e emitam certificados com base em critérios objetivos.
Além de apoiar a fiscalização, esses documentos favorecem o comércio internacional, pois aumentam a confiança de compradores e consumidores, facilitam o reconhecimento de produtos de maior qualidade e asseguram uma melhor experiência de consumo.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
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Colheita passa da metade, mas chuva atrasa máquinas e aumenta risco de perdas
A colheita do milho safrinha entrou na segunda metade no Brasil, puxada pelo avanço das máquinas em Mato Grosso. O ritmo nacional, entretanto, continua abaixo do registrado no ano passado, enquanto chuvas e elevada umidade dos grãos dificultam os trabalhos no Paraná e em Mato Grosso do Sul.
O último levantamento consolidado da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) mostrava 49,8% da área colhida até 18 de julho, ante 55,5% no mesmo período de 2025 e uma média de 56,7% nos últimos cinco anos. Dados estaduais divulgados posteriormente indicam que o País já ultrapassou a metade da área, embora ainda não exista um novo percentual nacional consolidado.
A segunda safra concentra aproximadamente 77% de todo o milho produzido no Brasil. A Conab estima uma colheita de 109,43 milhões de toneladas, dentro de uma produção total de 141,7 milhões de toneladas, considerando também as safras de verão e a terceira safra.
Mato Grosso está mais próximo de concluir os trabalhos. Até sexta-feira (24), os produtores haviam retirado o cereal de 90,66% da área, avanço de 11,74 pontos percentuais em uma semana. O índice supera ligeiramente os 90,37% observados no mesmo período do ano passado, mas permanece abaixo da média de 92,68% dos últimos cinco anos.
No Médio-Norte mato-grossense, principal polo produtor do cereal, a colheita chegou a 98,03%. Mantido o ritmo atual e sem novas interrupções climáticas, o Estado deverá encerrar a maior parte dos trabalhos entre o fim de julho e o início de agosto.
Mato Grosso deve colher um recorde de 57,06 milhões de toneladas, mais da metade de todo o milho segunda safra previsto pela Conab para o Brasil. A produtividade estadual foi estimada em 128,64 sacas por hectare, resultado favorecido pelo desempenho das lavouras do Médio-Norte.
A situação é diferente no Paraná. A colheita havia alcançado 29% da área no início da última semana, ante 40% no mesmo período de 2025 e 67% em 2024. Além do plantio mais tardio, as chuvas recentes impediram a entrada das máquinas em várias propriedades e mantiveram elevada a umidade dos grãos.
O Paraná deverá concentrar a retirada do milho durante agosto. Parte dos trabalhos poderá avançar por setembro, especialmente nas áreas implantadas mais tarde. O Estado cultiva aproximadamente 2,9 milhões de hectares e espera colher cerca de 17,4 milhões de toneladas na segunda safra.
As precipitações da semana passada reduziram o ritmo, mas ainda não há confirmação de perdas expressivas provocadas diretamente pelas chuvas. Segundo técnicos do Departamento de Economia Rural do Paraná (Deral), o principal efeito observado até agora é operacional. O excesso de umidade impede a colheita e aumenta os gastos com secagem, mas a extensão de eventuais danos dependerá do tempo de permanência do milho maduro no campo.
Quanto maior a demora, maior o risco de germinação dos grãos na espiga, ocorrência de fungos, tombamento das plantas e redução do padrão comercial. A umidade também pode provocar filas nos armazéns e limitar o recebimento das cargas, sobretudo quando muitos produtores retomam a colheita ao mesmo tempo após a abertura do tempo.
Em Mato Grosso do Sul, a retirada do cereal chegou a 15,8% da área até 17 de julho, ante 8,2% na semana anterior. Apesar da aceleração, o Estado permanece atrás do ritmo da safra passada. As chuvas registradas desde junho elevaram a umidade dos grãos e retardaram a entrada das máquinas.
A produção sul-mato-grossense está estimada em 11,14 milhões de toneladas, cultivadas em 2,2 milhões de hectares. Historicamente, a colheita ganha força na segunda quinzena de julho e atinge o pico entre o fim deste mês e o início de setembro. Por isso, o atraso atual ainda pode ser parcialmente recuperado se houver uma sequência de dias secos.
Goiás havia colhido 28% da área até 18 de julho. No Estado, a maior preocupação não está apenas no calendário. Períodos de estiagem registrados em abril e maio atingiram as lavouras durante fases importantes do desenvolvimento e reduziram o potencial produtivo em diferentes regiões.
A falta de chuva também afetou áreas de Minas Gerais, São Paulo e Piauí. Nesses locais, a colheita deverá confirmar perdas provocadas por espigas menores, falhas no enchimento dos grãos e redução da produtividade. O impacto varia conforme a época de plantio e o estágio em que cada lavoura enfrentou o déficit hídrico.
No Rio Grande do Sul, os temporais da última semana causaram alagamentos e danos em mais de 200 municípios. O impacto sobre a produção nacional de milho, porém, tende a ser limitado porque o Estado concentra sua produção na primeira safra, que já havia sido praticamente concluída antes das chuvas. Os maiores riscos imediatos estão nas estradas rurais, nas estruturas das propriedades e nas culturas de inverno.
Pelo calendário dos principais estados produtores, a maior parte da segunda safra brasileira deverá ser retirada até o fim de agosto. Áreas implantadas mais tarde no Paraná, em Mato Grosso do Sul e em partes do Matopiba poderão permanecer no campo durante setembro.
O volume final continuará elevado, mas a diferença entre as regiões será significativa. Mato Grosso caminha para uma colheita recorde e praticamente concluída, enquanto produtores de outros estados ainda enfrentam atraso, umidade excessiva ou perdas causadas pela estiagem.
Fonte: Pensar Agro
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