RIO BRANCO
Search
Close this search box.

AGRONEGÓCIO

Cadeia do leite alerta para impactos da redução da jornada de trabalho no Brasil

Publicados

AGRONEGÓCIO

A proposta de redução da jornada de trabalho no Brasil tem gerado preocupação entre representantes da cadeia produtiva do leite. Em março, a Câmara Setorial da Cadeia Produtiva de Leite e Derivados encaminhou um documento ao ministro da Agricultura e Pecuária, Carlos Fávaro, manifestando apreensão quanto às mudanças na escala de trabalho 6×1.

A entidade, vinculada ao Conselho Nacional de Política Agrícola, destaca possíveis impactos significativos para o setor e para a economia como um todo.

Redução da jornada pode elevar custos e exigir mais contratações

De acordo com o documento elaborado pela CSLEI, a proposta de redução da carga semanal de 44 para 36 horas pode resultar em perda de 658 milhões de horas trabalhadas por mês no país.

Para compensar essa redução, seria necessária a contratação adicional de cerca de 3,65 milhões de trabalhadores, o que geraria um custo extra estimado em R$ 228 bilhões por ano em salários e encargos.

Pecuária de leite pode ser uma das mais afetadas

O setor leiteiro é apontado como um dos mais sensíveis à mudança. A atividade está presente em mais de 1 milhão de propriedades rurais no Brasil e exige operação contínua, com ordenha diária das vacas, podendo ocorrer em até três turnos, durante todos os dias do ano.

Leia Também:  Argentina prevê safra recorde de trigo em 2025/26, mas qualidade do grão preocupa moinhos brasileiros

Essa característica torna a atividade altamente dependente de mão de obra constante, sem possibilidade de interrupções, devido ao caráter perecível do leite.

Risco de desabastecimento, inflação e êxodo rural

Segundo Ronei Volpi, presidente da Câmara Setorial, a mudança pode trazer consequências relevantes para o setor.

Ele destaca que, além da perecibilidade do leite, a cadeia produtiva já enfrenta desafios como escassez de mão de obra qualificada, elevada carga tributária e concorrência com produtos importados, especialmente da Argentina e do Uruguai.

Nesse cenário, a redução da jornada pode ampliar os riscos de desabastecimento, aumento de preços e até êxodo rural.

Setor defende debate técnico e mais aprofundado

A CSLEI ressalta a necessidade de estudos mais aprofundados sobre os impactos da proposta antes de qualquer decisão.

A entidade defende que o tema seja discutido de forma técnica e em momento adequado, sugerindo que o debate ocorra a partir de 2027, evitando influências político-eleitorais.

Sistema FAEP também alerta para impactos econômicos

O posicionamento é reforçado pelo Sistema FAEP, que defende uma discussão equilibrada e sem viés ideológico.

Segundo a entidade, é fundamental a participação do setor produtivo no debate, incluindo representantes e empresários, para evitar efeitos negativos como aumento de preços, pressão inflacionária, crescimento da informalidade e precarização das relações de trabalho.

Leia Também:  Integração entre lavoura e pecuária ganha destaque com atuação da ABHB na Abertura da Colheita do Arroz
Impacto pode superar R$ 4 bilhões no Paraná

Um estudo do Departamento Técnico e Econômico (DTE) do Sistema FAEP aponta que a redução da jornada pode gerar impacto de R$ 4,1 bilhões por ano apenas na agropecuária do Paraná.

O levantamento considera cerca de 645 mil postos de trabalho no estado e uma massa salarial anual estimada em R$ 24,8 bilhões, incluindo salários e encargos como FGTS, INSS patronal, férias e 13º salário.

Preocupação com aumento de custos e redução de investimentos

Para o presidente do Sistema FAEP, Ágide Eduardo Meneguette, o Brasil ainda não está preparado para implementar a mudança.

Segundo ele, a proposta pode resultar em aumento dos custos de produção, redução de investimentos e riscos ao crescimento econômico, além de impactos sobre o emprego no país.

Debate sobre jornada de trabalho segue em pauta

O tema da redução da jornada de trabalho continua em discussão no Brasil e deve ganhar destaque nos próximos meses.

Para o setor agropecuário, especialmente a cadeia do leite, a principal preocupação é garantir que qualquer mudança considere as particularidades da atividade e evite impactos negativos sobre a produção, os preços e o abastecimento.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

COMENTE ABAIXO:
Propaganda

AGRONEGÓCIO

Coamo reúne mil produtores em Dourados e reforça difusão de tecnologia para culturas de inverno

Publicados

em

Por

A Coamo Agroindustrial Cooperativa promoveu nos dias 9 e 10 de junho a terceira edição do Encontro de Inverno de Dourados, em Mato Grosso do Sul, reunindo cerca de mil cooperados em sua estação de pesquisa. O evento teve como foco a transferência de tecnologia, a apresentação de resultados de pesquisas e a discussão de estratégias para o manejo das culturas de inverno na região.

A programação contou com cinco estações técnicas voltadas aos principais desafios do sistema produtivo regional, além de uma palestra sobre climatologia, abordando os impactos das condições climáticas sobre a agricultura e as perspectivas para as próximas safras.

Fazenda Experimental fortalece pesquisa e assistência técnica

O encontro reforçou a importância da Fazenda Experimental da Coamo como centro de geração e disseminação de conhecimento para os produtores rurais. O espaço tem sido utilizado para o desenvolvimento de pesquisas aplicadas, validação de tecnologias e demonstração de práticas agronômicas adaptadas às condições da região.

Segundo o presidente executivo da Coamo, Airton Galinari, a estrutura representa um importante avanço para os cooperados do Mato Grosso do Sul.

“É uma satisfação realizar mais uma edição desse evento. A Fazenda Experimental nasceu de um projeto que era um sonho para a cooperativa e para os produtores da região, e hoje se consolida como uma ferramenta importante para a evolução da agricultura”, destacou.

Conhecimento aplicado ao dia a dia do produtor

Durante os dois dias de atividades, os participantes tiveram acesso a informações práticas desenvolvidas pela equipe técnica da cooperativa e por empresas parceiras, com foco em soluções que possam ser incorporadas diretamente ao sistema produtivo das propriedades.

Leia Também:  Argentina prevê safra recorde de trigo em 2025/26, mas qualidade do grão preocupa moinhos brasileiros

O produtor rural Tiago Dal Bosco, cooperado em Laguna Carapã (MS), acompanha o evento desde sua primeira edição e destaca a relevância do conteúdo apresentado.

Segundo ele, o encontro oferece informações técnicas de forma objetiva e aplicada, permitindo que os participantes levem para suas propriedades conhecimentos importantes para a tomada de decisão no campo.

Manejo, produtividade e clima no centro dos debates

De acordo com o gerente de Assistência Técnica da Coamo, Marcelo Sumiya, a proposta é transformar os encontros técnicos em uma atividade permanente dentro da rotina dos cooperados.

A programação é estruturada para abordar temas relacionados aos sistemas de produção predominantes na área de atuação da cooperativa, abrangendo Mato Grosso do Sul, Paraná e Santa Catarina.

Os conteúdos apresentados incluem manejo de culturas, tecnologias de produção, conservação de solo, nutrição de plantas, proteção de cultivos e estratégias para enfrentar os desafios climáticos que impactam a agricultura brasileira.

“O objetivo é que o cooperado enxergue o encontro como uma extensão da unidade de atendimento da cooperativa, incorporando essa agenda técnica ao seu planejamento anual”, explicou Sumiya.

Próximo encontro será em Campo Mourão

A Coamo já prepara a realização de mais uma edição dos tradicionais encontros técnicos, desta vez em Campo Mourão (PR), entre os dias 23 e 25 de junho.

Leia Também:  São Paulo amplia área plantada, mas mantém produção de grãos estável na safra 2025/26

A expectativa é reunir cooperados do Paraná e de Santa Catarina para uma programação semelhante à realizada em Dourados, incluindo apresentações técnicas, resultados de pesquisas conduzidas pela cooperativa e palestras sobre tendências climáticas para o agronegócio.

A iniciativa faz parte da estratégia da Coamo de fortalecer a assistência técnica e ampliar o acesso dos produtores às inovações que contribuem para o aumento da produtividade, da sustentabilidade e da rentabilidade das propriedades rurais.

Transferência de tecnologia impulsiona competitividade no campo

Em um cenário cada vez mais desafiador para a produção agrícola, eventos técnicos como o Encontro de Inverno ganham relevância por aproximar pesquisa, inovação e prática de campo.

Ao promover a troca de experiências e a atualização tecnológica dos cooperados, a Coamo reforça seu papel no desenvolvimento da agricultura regional e na busca por sistemas produtivos mais eficientes, resilientes e preparados para os desafios do mercado e do clima.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

COMENTE ABAIXO:
Continue lendo

RIO BRANCO

ACRE

POLÍCIA

FAMOSOS

MAIS LIDAS DA SEMANA