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Café despenca nas bolsas com avanço da safra brasileira e expectativa de maior oferta no curto prazo

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O mercado futuro do café iniciou esta quinta-feira (30) em forte queda nas principais bolsas internacionais, refletindo o avanço da safra brasileira 2026/27 e a expectativa de aumento da oferta nas próximas semanas. O movimento negativo já evidencia uma precificação antecipada da entrada do café novo no mercado, pressionando tanto o arábica quanto o robusta.

Na Bolsa de Nova York, os contratos de café arábica abriram o dia em baixa consistente. O vencimento julho/2026 era negociado a 286,80 cents por libra-peso, com recuo de 390 pontos. O contrato maio/2026 registrava queda mais intensa, a 299,50 cents por libra-peso, com perda de 575 pontos. Já o setembro/2026 operava a 276,65 cents por libra-peso, com baixa de 360 pontos, enquanto o dezembro/2026 era cotado a 269,00 cents por libra-peso, recuando 375 pontos.

Em Londres, o café robusta também iniciou o pregão pressionado. O contrato maio/2026 era negociado a 3.601 dólares por tonelada, com queda de 43 pontos. O julho/2026 recuava para 3.383 dólares por tonelada, com baixa de 59 pontos. O setembro/2026 operava a 3.292 dólares por tonelada, com perda de 65 pontos, enquanto o novembro/2026 era cotado a 3.226 dólares por tonelada, com desvalorização de 63 pontos.

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Safra brasileira pressiona cotações

O cenário de baixa está diretamente ligado ao avanço da safra no Brasil, maior produtor e exportador global de café. No caso do arábica, a colheita ainda ocorre de forma gradual, com maior concentração na Zona da Mata mineira. Regiões estratégicas, como Sul de Minas e Cerrado Mineiro, devem intensificar os trabalhos apenas a partir da segunda quinzena de maio.

Já o café conilon (robusta) apresenta ritmo mais acelerado, especialmente no Espírito Santo. Esse adiantamento amplia a disponibilidade no curto prazo e exerce pressão mais intensa sobre os preços do robusta no mercado internacional.

Clima favorece maturação e ritmo da colheita

As condições climáticas seguem contribuindo para o avanço da safra. O predomínio de tempo seco, aliado à elevação das temperaturas nas principais regiões produtoras, favorece a maturação dos grãos e a aceleração da colheita.

As máximas devem variar entre 28°C e 32°C em importantes polos produtivos, como Alta Mogiana, Cerrado Mineiro e Espírito Santo. Há previsão de chuvas pontuais nos próximos dias, especialmente no litoral do Sudeste, mas sem impacto relevante sobre o andamento dos trabalhos no campo.

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Mercado físico segue travado no Brasil

Apesar da pressão nas bolsas internacionais, o mercado físico brasileiro ainda apresenta ritmo moderado de negociações. Produtores seguem capitalizados e sem necessidade imediata de venda, o que limita a oferta no curto prazo.

Do lado da demanda, compradores mantêm postura cautelosa, aguardando maior disponibilidade do café novo para avançar nas aquisições. Esse desalinhamento entre oferta e demanda contribui para um ambiente de baixa liquidez no mercado interno, mesmo diante da tendência de pressão nos preços externos.

Perspectiva

Com a colheita ganhando ritmo nas próximas semanas, a tendência é de manutenção da volatilidade, com o mercado cada vez mais sensível ao volume efetivo de entrada da safra brasileira. A confirmação de maior oferta pode manter as cotações pressionadas no curto prazo, especialmente para o robusta, enquanto o arábica ainda deve reagir ao avanço mais consistente da colheita nas principais regiões produtoras.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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El Niño volta ao radar do mercado de café e pode influenciar oferta global nas próximas safras

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A confirmação de um novo episódio do fenômeno El Niño para o segundo semestre de 2026 reacendeu a atenção do mercado internacional de café. Embora a produção brasileira da safra 2026/27 não deva sofrer impactos relevantes, especialistas avaliam que as alterações climáticas poderão afetar importantes regiões produtoras ao redor do mundo e influenciar as perspectivas de oferta nos próximos ciclos.

De acordo com análise da Hedgepoint Global Markets, os efeitos do El Niño sobre a cafeicultura dependem da intensidade e da duração do fenômeno, além do momento em que ocorre dentro do calendário agrícola de cada país. Por isso, os impactos tendem a variar entre as diferentes origens produtoras.

Safra brasileira 2026/27 segue com perspectiva positiva

No Brasil, maior produtor e exportador mundial de café, a expectativa é de que a safra 2026/27 não registre perdas significativas em decorrência do fenômeno climático.

Segundo a Hedgepoint, o estágio atual das lavouras reduz os riscos imediatos para a produção nacional. Ainda assim, um outono e inverno com maior volume de chuvas podem provocar atrasos na colheita e aumentar a volatilidade do mercado ao longo dos próximos meses.

Mesmo sem expectativa de impactos relevantes sobre a produtividade da safra atual, o comportamento do clima continuará sendo acompanhado de perto pelos agentes do setor, especialmente diante da possibilidade de fortalecimento do El Niño durante o segundo semestre.

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Florada da safra 2027/28 entra no foco do mercado

Se a produção da temporada atual inspira maior tranquilidade, a mesma situação não se aplica ao próximo ciclo produtivo.

A Hedgepoint alerta que alterações no regime de chuvas e nas temperaturas durante o período de florada poderão influenciar o potencial produtivo da safra brasileira de 2027/28.

A fase de floração é considerada uma das mais importantes para a definição da produtividade dos cafezais. Qualquer irregularidade climática nesse período pode comprometer a formação dos frutos e alterar as estimativas futuras de produção.

América Central e Sudeste Asiático concentram maiores riscos

Enquanto o Brasil tende a enfrentar impactos limitados no curto prazo, outras importantes regiões produtoras apresentam maior vulnerabilidade aos efeitos do El Niño.

Segundo a análise da Hedgepoint Global Markets, países da América Central e do Sudeste Asiático podem sofrer alterações climáticas capazes de prejudicar tanto a safra 2026/27 quanto a temporada 2027/28.

Essas regiões desempenham papel estratégico no abastecimento global de café, especialmente na produção de grãos arábica e robusta, o que faz com que qualquer redução na oferta seja acompanhada com atenção pelos mercados internacionais.

Clima seguirá como principal variável para os preços

Com a possibilidade de um episódio mais intenso de El Niño entre o fim de 2026 e o início de 2027, operadores, exportadores e produtores deverão manter atenção redobrada à evolução das condições climáticas nas principais origens produtoras.

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Embora o cenário atual não indique prejuízos relevantes para a produção brasileira desta temporada, o mercado continua precificando riscos relacionados às próximas safras, uma vez que o equilíbrio entre oferta e demanda mundial depende diretamente das condições meteorológicas.

Segundo Laleska Moda, analista de inteligência de mercado da Hedgepoint Global Markets, o comportamento do fenômeno varia conforme a região e o período do ano em que atua.

A especialista explica que, no Brasil, a safra 2026/27 deve ser preservada, mas o andamento da colheita e, principalmente, a florada da safra 2027/28 exigirão acompanhamento constante. Já em países da América Central e do Sudeste Asiático, os efeitos do El Niño poderão ser mais intensos, afetando a produção nas duas próximas temporadas.

Diante desse cenário, o clima permanece como um dos principais fatores de formação das expectativas para o mercado global de café, influenciando decisões de comercialização, investimentos e projeções para a oferta mundial nos próximos anos.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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