AGRONEGÓCIO
Café mantém trajetória de alta com quebra de safra, baixa oferta e impacto de tarifas dos EUA
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Recuperação dos preços no mercado interno
O mercado de café segue em forte valorização em agosto, recuperando as perdas registradas em julho e retornando aos patamares de meados de junho. Levantamento do Cepea indica que a alta está diretamente relacionada à menor produção na safra 2025/26 e ao baixo rendimento no beneficiamento.
O Indicador CEPEA/ESALQ do arábica tipo 6, bebida dura para melhor, posto em São Paulo, começou a semana cotado a R$ 1.972,55 por saca de 60 kg, acumulando avanço de 8,9% até o dia 18 de agosto. Já o robusta apresentou valorização ainda mais expressiva, com alta de 19,7% no mesmo período, chegando a R$ 1.231,40 por saca no Espírito Santo.
Mercado internacional reage com ganhos
Nas bolsas de Nova Iorque e Londres, os preços também registraram alta na manhã desta quarta-feira (20). Segundo informações da Reuters, os especuladores continuam ampliando posições compradas diante dos baixos estoques certificados, enquanto torrefadores indicam novas compras para as próximas semanas.
O Escritório Carvalhaes destacou que a quebra na safra brasileira de arábica, aliada às incertezas globais provocadas pelo aumento tarifário dos Estados Unidos sobre o café brasileiro, os estoques reduzidos em países produtores e consumidores, além do clima irregular, devem manter a volatilidade nos contratos internacionais.
Tarifa dos EUA pressiona negociações
A Bloomberg informou que compradores norte-americanos estão evitando novos contratos com o Brasil após a entrada em vigor da tarifa de 50% imposta pelo governo de Donald Trump neste mês. Empresas buscam alternativas para renegociar acordos existentes e reduzir os impactos do novo imposto sobre a importação.
Cotações nas bolsas internacionais
Por volta das 9h15 (horário de Brasília), o café arábica registrava alta de 130 pontos, cotado a 357,50 cents/lbp no contrato com vencimento em setembro de 2025. Os contratos de dezembro/25 e março/26 também avançaram, negociados a 351,35 e 341,30 cents/lbp, respectivamente.
O robusta acompanhou o movimento positivo, com valorização de US$ 95 no contrato de setembro/25, cotado a US$ 4.505 por tonelada. Já os vencimentos de novembro/25 e janeiro/26 foram negociados a US$ 4.336 e US$ 4.185 por tonelada, após ganhos de US$ 68 e US$ 51, respectivamente.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
AGRONEGÓCIO
Com prazo do ITR no fim, produtores pedem mais 15 dias para declarar
A Federação da Agricultura do Estado do Paraná (Faep) pediu à Receita Federal que prorrogue por 15 dias o prazo de entrega da Declaração do Imposto sobre a Propriedade Territorial Rural (DITR) de 2026. A entidade afirma ter recebido relatos de travamentos, lentidão e dificuldade para concluir o envio. Até agora, o pedido não mudou o calendário: o prazo termina nesta quarta-feira (30.09), às 23h59, no horário de Brasília.
A solicitação foi encaminhada por ofício na segunda-feira (28). Segundo a Faep, parte dos problemas atingiu proprietários de imóveis rurais com mais de 100 hectares, que inicialmente precisavam preencher a declaração pelo serviço online. Inconsistências em dados cadastrais que não eram recuperados pelo sistema dificultaram a conclusão do procedimento, afirma a entidade.
Em 21 de setembro, a Receita passou a permitir que esses contribuintes também utilizassem o Programa ITR 2026, instalado no computador. Para a federação, a abertura dessa alternativa a poucos dias do vencimento reforça a necessidade de conceder mais tempo a quem encontrou dificuldades na plataforma.
“Os produtores precisam de condições para cumprir essa obrigação. A lentidão no sistema e a mudança nas opções de entrega nos últimos dias justificam a prorrogação”, afirmou o presidente da Faep, Ágide Eduardo Meneguette.
Enquanto não houver anúncio oficial de prorrogação, o produtor deve considerar o prazo de 30 de setembro. Quem ainda não entregou a declaração pode consultar as orientações para declarar o ITR e evitar multa publicadas ontem pelo Pensar Agro (clique aqui).
A entrega fora do prazo sujeita o contribuinte a multa de 1% ao mês ou fração de atraso sobre o imposto devido, respeitado o mínimo de R$ 50. A quota única ou a primeira parcela do imposto também vence nesta quarta-feira. A Receita ainda não anunciou mudança para nenhum desses vencimentos.
Fonte: Pensar Agro
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