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Café oscila nas bolsas internacionais entre realização de lucros e preocupações com oferta

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O mercado de café segue marcado por forte volatilidade, refletindo tanto fatores técnicos quanto preocupações de oferta. Após encerrar a última quarta-feira (01) com altas significativas em Nova York, os preços recuaram na manhã desta quinta-feira (02) em movimento de realização de lucros e ajustes técnicos, segundo informações do Barchart.

Estoques em queda e impacto das tarifas nos EUA

Na sessão anterior, a Bolsa de Mercadorias e Futuros de Nova York (ICE Futures US) para o café arábica registrou ganhos, com o contrato de dezembro/2025 fechando a 383,90 cents/lbp, alta de 2,4%, enquanto março/2026 encerrou em 368,05 cents/lbp, avanço de 2,5%.

O movimento refletiu o aperto na oferta global, agravado pelas tarifas de 50% impostas pelos Estados Unidos às importações de café brasileiro. O Brasil é o principal fornecedor do grão ao mercado americano, responsável por cerca de um terço do café não torrado consumido no país. As tarifas vêm levando compradores a cancelar contratos, o que reduz os estoques americanos, já nos níveis mais baixos desde o início de 2024.

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Clima no Brasil e no Vietnã segue no radar

Além do impacto comercial, o clima é outro fator de pressão sobre os preços. O Escritório Carvalhaes destaca que as condições seguem irregulares no Brasil, levantando incertezas sobre a florada que definirá a safra de 2026. Já no Vietnã, maior produtor mundial de robusta, o cenário é duplo: por um lado, chuvas intensas provocaram enchentes em áreas produtoras; por outro, há expectativa de colheita recorde de 1,76 milhão de toneladas na temporada 2025/26, a maior dos últimos quatro anos, o que pode aliviar a oferta restrita no mercado internacional.

Cotações na manhã desta quinta-feira (02)

Por volta das 9h20 (horário de Brasília), os preços recuavam nas bolsas internacionais:

  • Café arábica:
    • Dezembro/2025: 378,40 cents/lbp (queda de 550 pontos)
    • Março/2026: 363,35 cents/lbp (baixa de 470 pontos)
    • Maio/2026: 353,25 cents/lbp (recuo de 380 pontos)
  • Café robusta:
    • Novembro/2025: US$ 4.381/t (queda de US$ 22)
    • Janeiro/2026: US$ 4.376/t (queda de US$ 12)
    • Março/2026: US$ 4.319/t (queda de US$ 19)
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Perspectivas para o setor

O mercado deve seguir atento às negociações diplomáticas entre os presidentes Luiz Inácio Lula da Silva e Donald Trump, que podem destravar o fluxo de exportações brasileiras para os EUA. Ao mesmo tempo, as condições climáticas no Brasil e no Vietnã serão determinantes para a formação dos preços nos próximos meses, sustentando a volatilidade no mercado futuro.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Pecuária pantaneira avança com tecnologia reprodutiva e acelera melhoramento genético no Pantanal

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A pecuária de Pantanal vem passando por uma transformação gradual com a adoção de tecnologias reprodutivas e ferramentas de melhoramento genético, sem abrir mão das práticas tradicionais de manejo adaptadas ao ciclo de cheias e secas da região.

No centro desse movimento está o grupo Nelore Cometa, que combina avaliação genômica, Inseminação Artificial em Tempo Fixo (IATF) e Fertilização In Vitro (FIV) para acelerar o progresso genético do rebanho, respeitando as particularidades ambientais de um dos biomas mais desafiadores do país.

Genômica aumenta precisão na seleção de animais superiores

O uso da genômica tem sido um dos principais pilares do programa de melhoramento genético adotado pelo Nelore Cometa. A tecnologia permite identificar com maior precisão os animais de melhor desempenho produtivo ainda em fases iniciais da vida, aumentando a confiabilidade das decisões de seleção.

Segundo o zootecnista e técnico de campo da Associação Brasileira dos Criadores de Zebu, Fábio Eduardo Ferreira, o rebanho foi um dos pioneiros na utilização da avaliação genômica na região.

Ele explica que a tecnologia elevou a acurácia das estimativas genéticas, permitindo decisões mais assertivas sobre quais animais devem ser multiplicados e quais devem ser destinados ao descarte, acelerando o ganho genético do rebanho.

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Tecnologia reprodutiva acelera ganhos sem romper manejo tradicional

Além da genômica, o sistema produtivo utiliza IATF e FIV para concentrar nascimentos e ampliar a disseminação de genética superior. A estratégia permite antecipar a estação de parto para os meses de agosto a outubro, facilitando o manejo dos bezerros antes do período de cheia.

De acordo com o produtor Francis Maris Cruz, a pecuária no Pantanal exige adaptação constante às condições naturais, em vez de confronto com o ambiente.

Ele destaca que a atividade é estruturada para conviver com o regime de águas da região, respeitando os períodos de cheia e seca e ajustando o manejo conforme a dinâmica do território.

Manejo estratégico reduz impactos da cheia no desenvolvimento dos animais

No sistema adotado, os bezerros são desmamados precocemente entre janeiro e fevereiro, antes da intensificação do período de cheias. Após essa fase, os animais jovens são transferidos para áreas mais altas ou outras propriedades da operação, garantindo melhores condições de desenvolvimento.

As fêmeas seguem etapas de reprodução e desenvolvimento em fazendas fora da área mais afetada pelas cheias, enquanto os machos são direcionados a sistemas específicos de recria e terminação.

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Essa estratégia permite manter a produtividade mesmo em um ambiente de alta complexidade climática e logística, característica do bioma pantaneiro.

Seleção genética prioriza rusticidade e adaptação ao ambiente

O programa de melhoramento também prioriza características como rusticidade, fertilidade e capacidade de adaptação às condições adversas do Pantanal. O uso de sêmen de touros geneticamente superiores e reprodutores selecionados em centrais de inseminação faz parte da estratégia para elevar o padrão do rebanho.

A combinação entre biotecnologias reprodutivas e manejo tradicional reforça a busca por animais mais eficientes e adaptados às condições locais, sem perder a identidade da pecuária regional.

Tecnologia e tradição caminham juntas na pecuária pantaneira

Ao integrar genômica, IATF, FIV e manejo adaptado ao ciclo das águas, o Nelore Cometa demonstra como a pecuária no Pantanal pode evoluir tecnologicamente sem abandonar suas bases tradicionais.

O modelo adotado mostra que o avanço genético pode ocorrer em sintonia com o ambiente, respeitando o regime natural das cheias e secas e fortalecendo a produção em um dos ecossistemas mais exigentes da pecuária brasileira.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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