AGRONEGÓCIO
Captura de psilídeo recua pelo segundo ano seguido no cinturão citrícola de SP e MG, aponta Fundecitrus
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O número médio de psilídeos capturados em armadilhas no parque citrícola de São Paulo e Triângulo/Sudoeste Mineiro caiu pelo segundo ano consecutivo, segundo dados do Alerta Psilídeo, plataforma mantida pelo Fundecitrus.
Os resultados confirmam uma tendência de redução após o pico registrado em 2023 e indicam um cenário de menor pressão da praga, reflexo da adoção contínua de práticas de controle e de condições climáticas menos favoráveis ao inseto.
Do pico à queda: dois anos seguidos de redução nas capturas
De acordo com o levantamento consolidado de 2025, o maior índice da série histórica ocorreu em 2023, quando foram registrados, em média, 2,23 psilídeos por armadilha.
Em 2024, a média caiu para 1,32, e, no último ano, houve nova redução para 1,00 psilídeo por armadilha, consolidando dois anos consecutivos de queda.
Mesmo com essa redução expressiva, 2025 ainda é classificado como um ano de ocorrência moderada a alta, o que reforça a necessidade de manutenção das estratégias de manejo integrado da praga.
Brotações aumentam, mas psilídeo segue em queda
Os dados históricos da plataforma apontam um fato curioso: 2025 teve o maior volume de brotações já registrado, fator que normalmente favoreceria o aumento populacional do psilídeo.
No entanto, o comportamento do inseto seguiu na direção oposta, com redução nas capturas ao longo do ano.
“Mesmo com o maior nível de brotações da série histórica, a população do psilídeo diminuiu. Isso demonstra o comprometimento dos citricultores, que vêm adotando corretamente as medidas de controle recomendadas pelo Fundecitrus”, explica Ivaldo Sala, coordenador do Departamento de Transferência de Tecnologia do Fundecitrus.
Ferramenta Alerta Psilídeo auxilia no manejo preventivo
O Alerta Psilídeo é uma ferramenta gratuita desenvolvida pelo Fundecitrus com o objetivo de prevenir surtos da praga e orientar o manejo nos pomares.
Com base em dados de campo, o sistema identifica períodos de maior risco de infestação e auxilia produtores na tomada de decisão, permitindo que as ações de controle sejam aplicadas no momento mais eficiente.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
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Preço do milho recua no Brasil com avanço da safrinha e demanda fraca; exportações seguem em ritmo positivo em junho
O mercado brasileiro de milho encerrou a semana com viés de baixa nas cotações, refletindo um ambiente de demanda mais cautelosa e expectativas de aumento da oferta com o avanço da colheita da segunda safra (safrinha). Segundo a consultoria Safras & Mercado, os compradores seguem atuando de forma pontual, priorizando aquisições imediatas e aguardando maior disponibilidade do cereal nas próximas semanas.
O cenário combina pressão de preços no mercado interno com fundamentos externos relativamente mais estáveis, ainda que sem força suficiente para sustentar altas no curto prazo.
Demanda interna segue lenta e compradores aguardam safra avançar
A movimentação no mercado físico do milho segue limitada, com consumidores adotando postura mais defensiva. As negociações são pontuais e o foco está na expectativa de entrada mais expressiva da safrinha no mercado ao longo das próximas semanas.
Apesar da colheita ainda estar em fase inicial em grande parte das regiões produtoras, produtores já começam a aumentar a oferta disponível, ajustando preços diante da necessidade de escoamento da produção.
Esse movimento de maior flexibilidade nas pedidas reforça o viés de baixa no curto prazo, em um ambiente de liquidez reduzida e compradores aguardando melhores oportunidades.
Paridade de exportação perde força com Chicago fraca e dólar estável
No mercado externo, a paridade de exportação teve pouca variação ao longo da semana. O dólar apresentou movimentos moderados, enquanto a Bolsa de Chicago permaneceu próxima das mínimas recentes, pressionada pelo bom desenvolvimento das lavouras de milho nos Estados Unidos.
Esse cenário reduziu o suporte para os preços internos, limitando qualquer reação mais consistente no mercado físico brasileiro.
Milho recua no Brasil e preços variam entre regiões produtoras
O preço médio da saca de milho no Brasil foi cotado a R$ 60,08 no dia 18 de junho, queda de 1,71% frente aos R$ 61,12 registrados na semana anterior.
Entre as principais praças acompanhadas, os preços foram os seguintes:
- Cascavel (PR): R$ 58,00/saca (-3,33%)
- Campinas (SP – CIF): R$ 65,00/saca (estável)
- Mogiana (SP): R$ 60,00/saca (estável)
- Rondonópolis (MT): R$ 51,00/saca (estável)
- Erechim (RS): R$ 68,00/saca (-1,45%)
- Uberlândia (MG): R$ 60,00/saca (estável)
- Rio Verde (GO): R$ 56,00/saca (-3,45%)
O comportamento regional reforça um mercado heterogêneo, com pressão mais intensa em áreas próximas à colheita e maior estabilidade em polos consumidores.
Exportações de milho crescem em volume e receita em junho
Mesmo com a pressão no mercado interno, as exportações brasileiras de milho seguem em crescimento no início de junho.
Até o momento (9 dias úteis), os dados da Secretaria de Comércio Exterior indicam:
- Receita total: US$ 61,626 milhões
- Média diária: US$ 6,847 milhões
- Volume exportado: 265,162 mil toneladas
- Média diária: 29,462 mil toneladas
- Preço médio: US$ 232,40 por tonelada
Na comparação com junho de 2025, houve:
- Alta de 46,9% na receita média diária
- Crescimento de 59,5% no volume exportado
- Queda de 7,9% no preço médio por tonelada
O desempenho indica maior competitividade do milho brasileiro no mercado internacional, ainda que com preços médios mais pressionados.
Mercado do milho entra em fase decisiva com avanço da safrinha
Com a colheita da safrinha ganhando ritmo nas próximas semanas, o mercado de milho no Brasil tende a permanecer sob pressão no curto prazo. A combinação entre maior oferta, demanda interna contida e fundamentos externos mais fracos sustenta o viés de baixa, enquanto o desempenho das exportações segue como principal fator de equilíbrio para o setor.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
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