RIO BRANCO
Search
Close this search box.

AGRONEGÓCIO

Carne Corriedale conquista supermercadistas de 17 estados e amplia oportunidades para a ovinocultura brasileira

Publicados

AGRONEGÓCIO

A carne ovina da raça Corriedale ganhou destaque diante de importantes lideranças do varejo nacional durante uma missão empresarial realizada em Bagé, no Rio Grande do Sul. A ação reuniu supermercadistas de 17 estados brasileiros e reforçou o potencial de expansão da carne ovina premium no mercado nacional.

Promovida durante o encontro da Rede Brasil, uma das maiores associações supermercadistas do país, a iniciativa contou com o patrocínio da Associação Brasileira de Criadores de Corriedale (ABCC), que ofereceu aos participantes uma degustação de borrego assado inteiro, servido em diferentes cortes.

O evento ocorreu no CTG 93 e integrou a programação da missão regional da Rede Brasil, que teve o Grupo Peruzzo como associado anfitrião no Rio Grande do Sul.

Varejo nacional conhece diferenciais da carne Corriedale

A degustação teve como objetivo aproximar a cadeia produtiva da ovinocultura dos principais operadores do varejo brasileiro, apresentando as características sensoriais e o potencial comercial da carne Corriedale.

Os participantes puderam conhecer de perto atributos como sabor, maciez e versatilidade gastronômica, características que vêm ganhando espaço entre consumidores que buscam proteínas diferenciadas e de maior valor agregado.

Leia Também:  Acordo começa a valer e Brasil amplia exportações de carne e cachaça com tarifa zero

De acordo com informações da Rede Brasil, os associados da entidade representam mais de 530 lojas distribuídas em mais de 100 municípios brasileiros, geram mais de 60 mil empregos diretos e movimentaram aproximadamente R$ 36 bilhões em faturamento no varejo ao longo de 2024.

Ação fortalece mercado da carne ovina no Brasil

Para o presidente da Associação Brasileira de Criadores de Corriedale (ABCC), Gustavo Velloso, a iniciativa representa uma importante oportunidade para ampliar a visibilidade da raça junto a empresas que atuam diretamente na comercialização de carnes para o consumidor final.

Segundo ele, a presença de empresários de diversas regiões do país cria um ambiente favorável para a abertura de novos canais de comercialização e para o fortalecimento da carne ovina no mercado brasileiro.

“A carne Corriedale foi apresentada a empresários e proprietários de supermercados de 17 estados brasileiros. Para a associação, é extremamente positivo mostrar as qualidades do produto, tanto em sabor e maciez quanto em seus atributos nutricionais”, destacou.

Novas oportunidades para produtores e varejistas

A aproximação entre criadores e representantes do varejo também abre espaço para discussões sobre ampliação de portfólio, diferenciação de produtos e desenvolvimento de estratégias voltadas ao crescimento do consumo de carne ovina no Brasil.

Leia Também:  Embrapa lança distribuição contínua de mudas do clone BRS 805 de cajueiro

A expectativa da ABCC é que iniciativas como essa contribuam para aumentar o reconhecimento da carne Corriedale entre supermercadistas, distribuidores e consumidores, fortalecendo toda a cadeia produtiva.

Além da participação da raça Corriedale, o encontro também contou com representantes das raças Hereford e Braford, ampliando a troca de experiências entre diferentes segmentos da pecuária brasileira.

Carne premium ganha espaço no varejo brasileiro

O aumento da busca por proteínas diferenciadas e de alta qualidade tem criado novas oportunidades para a ovinocultura nacional. Nesse cenário, ações de degustação e relacionamento com grandes redes supermercadistas tornam-se ferramentas estratégicas para aproximar produtores e consumidores.

A apresentação da carne Corriedale para um grupo que reúne centenas de supermercados em todo o país reforça o potencial da raça para ampliar sua presença nas gôndolas e conquistar novos mercados, agregando valor à produção ovina brasileira.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

COMENTE ABAIXO:
Propaganda

AGRONEGÓCIO

Produtos bovinos brasileiros podem ganhar mais espaço no mercado japonês

Publicados

em

Por

Estabelecimentos brasileiros registrados no Serviço de Inspeção Federal (SIF) que produzem produtos bovinos processados têm até as 18h desta segunda-feira (31.08) para manifestar interesse em participar da auditoria sanitária que o Japão realizará no Brasil e que poderá ampliar o acesso de produtos bovinos processados ao mercado japonês. A iniciativa ocorre em meio ao esforço brasileiro para aumentar a presença da pecuária nacional em um dos mercados de carne mais exigentes e valorizados do mundo.

A chamada foi aberta pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) para identificar estabelecimentos interessados e preparados para receber a missão japonesa. O trabalho será conduzido pelas autoridades sanitárias do Japão e deverá avaliar as condições brasileiras de produção e processamento.

A lista inclui produtos como carne bovina desidratada, conhecida internacionalmente como beef jerky, envoltórios bovinos submetidos a tratamento térmico e o chamado Prime Beef, produto elaborado a partir de colágeno bovino e extrato de carne.

O objetivo da auditoria é revisar o Programa de Verificação de Exportação (EVP, na sigla em inglês), conjunto de procedimentos que estabelece as condições que os estabelecimentos brasileiros precisam cumprir para vender determinados produtos ao Japão.

Na prática, uma avaliação favorável poderá permitir a inclusão de novos produtos e estabelecimentos brasileiros no comércio com o país asiático.

O prazo desta segunda-feira não significa, portanto, abertura automática do mercado. Ele representa uma etapa preparatória para a auditoria e para a negociação sanitária necessária antes da autorização das exportações.

Leia Também:  Safra de inverno 2026/27 avança no RS com boas condições climáticas e redução da área de trigo

A movimentação ganha importância porque o Japão é fortemente dependente da importação de alimentos. Cerca de 60% das calorias consumidas pela população japonesa têm origem externa, ao mesmo tempo em que o país mantém padrões sanitários rigorosos para entrada de produtos agropecuários.

Na carne bovina, aproximadamente 70% do consumo japonês é abastecido por importações. Austrália e Estados Unidos estão entre os principais fornecedores, enquanto o Brasil ainda busca ampliar sua participação nesse mercado.

A abertura para a carne bovina brasileira in natura é uma negociação separada e muito mais ampla, que se arrasta há mais de duas décadas. Brasil e Japão decidiram acelerar as discussões e estabeleceram a realização de inspeções técnicas como uma das etapas necessárias para avançar na avaliação de risco.

Por isso, embora a auditoria relacionada ao prazo de segunda-feira seja destinada a produtos processados, o movimento ocorre dentro de uma aproximação sanitária e comercial mais abrangente entre os dois países.

Para a pecuária brasileira, conquistar espaço no Japão teria importância que vai além do volume vendido. O país asiático é considerado um mercado de elevado valor agregado e possui exigências sanitárias capazes de funcionar como referência para outros compradores.

A diversificação também ganhou importância neste segundo semestre. As exportações brasileiras de carne bovina chegaram a 1,97 milhão de toneladas entre janeiro e julho, crescimento de 9,9% em relação ao mesmo período do ano passado, mas o setor enfrenta mudanças nas condições de acesso a alguns de seus principais destinos.

Leia Também:  Mercado do feijão desacelera com seletividade na qualidade e baixa liquidez no fim do ano

Nesse cenário, ampliar o número de compradores reduz a dependência de poucos mercados e aumenta as alternativas comerciais dos frigoríficos. O efeito pode chegar ao pecuarista por meio de maior disputa pela matéria-prima e da valorização de animais que atendam às exigências dos destinos mais remuneradores.

A abertura de um mercado, entretanto, não termina com a autorização sanitária. Frigoríficos precisam cumprir requisitos específicos de produção, processamento, rastreabilidade e certificação para serem habilitados a exportar.

É justamente esse processo que começa agora para os produtos incluídos na chamada. Os estabelecimentos interessados devem encaminhar a documentação por meio do Serviço de Inspeção Federal (SIF) e do respectivo Serviço de Inspeção de Produtos de Origem Animal (Sipoa), para que a manifestação chegue ao Mapa dentro do prazo.

Manifestações apresentadas depois das 18h desta segunda-feira não serão consideradas.

A auditoria japonesa será o passo seguinte. Se o resultado permitir a revisão das regras atuais, o Brasil poderá acrescentar novos produtos bovinos à pauta de exportações para o Japão enquanto continua negociando o objetivo de maior peso econômico para a pecuária nacional: a abertura do mercado japonês à carne bovina brasileira in natura.

Fonte: Pensar Agro

COMENTE ABAIXO:
Continue lendo

RIO BRANCO

ACRE

POLÍCIA

FAMOSOS

MAIS LIDAS DA SEMANA