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Castrolanda registra maior safra de cevada em sete anos e celebra produtividade recorde em 2025

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Após um ano de retração em 2024, a Castrolanda Cooperativa Agroindustrial alcançou um novo marco histórico com a safra de cevada 2025, superando as 20 mil toneladas produzidas — o melhor resultado dos últimos sete anos. A recuperação reflete o avanço técnico no campo, o uso de novas cultivares, como a Princesa, e o fortalecimento da assistência agronômica oferecida aos cooperados.

Novo cultivar impulsiona ganhos de produtividade

Em Piraí do Sul (PR), o produtor Luís Fernando Ferreira Mainardes colheu resultados expressivos com a introdução da cultivar Princesa. No primeiro ciclo com a variedade, o rendimento atingiu 6.115 kg por hectare, quase o dobro da produtividade anterior, de 3.500 kg/ha.

Segundo o agricultor, o desempenho superior foi evidente desde o início do ciclo:

“A Princesa teve um arranque muito bom e apresentou uma taxa de germinação acima de 95%”, destaca Mainardes.

Além de elevar os resultados no campo, o produtor aproveita a palhada da cevada para a produção de feno, utilizado na alimentação de vacas leiteiras, o que otimiza o uso da área e reduz desperdícios.

Assistência técnica garante segurança e eficiência no manejo

Mainardes reforça que o suporte técnico da Castrolanda é essencial para a estabilidade da produção:

“Com a assistência da cooperativa, evitamos aplicações desnecessárias e reduzimos custos, como uma aplicação de fungicida que conseguimos economizar”, afirma.

O engenheiro agrônomo Athan Dimitri Volaco, responsável pelo acompanhamento da área, explica que a cevada se destaca por sua resistência na fase vegetativa e exige atenção redobrada apenas na etapa reprodutiva, devido à toxina.

“A cultivar Princesa facilita o manejo, permitindo uma condução mais previsível e segura da lavoura”, detalha Volaco.

Cevada avança na área plantada e supera desempenho regional

Na safra 2025, a Castrolanda registrou 5.513 hectares cultivados com cevada, a maior área dos últimos cinco anos. O volume colhido foi 4,5 vezes superior ao de 2024 e o segundo maior desde 2017.

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Comparando com a média dos últimos três anos, houve crescimento de 94,3% na produção.

A produtividade média da cooperativa também superou a média da região Sul em 3,5%, segundo dados da Conab (dezembro de 2025).

Em escala nacional, a Castrolanda respondeu por 3,3% da produção total de cevada e 4,1% da área cultivada no Brasil, demonstrando sua relevância no setor.

Integração com a indústria impulsiona o mercado local

O bom momento da cevada na região também é resultado da integração com a indústria, especialmente com a Maltaria Campos Gerais, da qual a Castrolanda é associada.

Com a expansão da capacidade industrial e o aumento da demanda por cevada cervejeira, o setor ganha previsibilidade e segurança comercial.

A gerente executiva de Negócios Agrícolas da cooperativa, Tatiane de Oliveira Bugallo, destaca o papel da tecnologia e do manejo adequado no sucesso da safra:

“Mais de 95% da produção foi comercializada no padrão cervejeiro, o que comprova a eficiência dos sistemas produtivos adotados”, afirma.

Tatiane também projeta continuidade no crescimento:

“A tendência é de ampliação da área cultivada, impulsionada pelo desempenho recente, pela demanda da indústria e pelo interesse dos produtores em sistemas mais rentáveis.”

Perspectiva positiva para as próximas safras

Motivado pelos resultados obtidos, o produtor Luís Mainardes já planeja ampliar a área de cevada na próxima safra de inverno:

“No começo tínhamos receio, mas agora, com a experiência e o apoio da cooperativa, queremos expandir”, conclui.

Fonte: Portal do Agronegócio

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Fonte: Portal do Agronegócio

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Frigoríficos voltam às compras e boi gordo reage em parte do país

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A necessidade de completar as escalas de abate levou frigoríficos a aumentar as compras de gado e abriu espaço para a recuperação da arroba em algumas regiões. O movimento foi mais evidente em Goiás e Mato Grosso do Sul, mas ainda não representa uma alta generalizada do boi gordo no país.

Em Goiânia, a arroba a prazo encerrou a quinta-feira, 16, em R$ 320, alta semanal de 1,59%. Em Dourados, o preço chegou a R$ 325, avanço de 1,56%. São Paulo permaneceu em R$ 330, enquanto Cuiabá ficou em R$ 320 e Uberaba, em R$ 310. Em Vilhena, na contramão, houve queda para R$ 310.

A diferença entre as praças mostra que o poder de negociação continua ligado à situação de cada frigorífico. Empresas com escalas mais curtas aceitaram pagar mais para garantir animais, enquanto unidades abastecidas mantiveram as ofertas.

A continuidade da reação dependerá principalmente da disponibilidade de gado terminado e do ritmo de abate. Se a indústria voltar a alongar as escalas, a pressão compradora poderá diminuir.

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O mercado também acompanha os efeitos da cota criada pela China para a carne brasileira. Em 2026, até 1,106 milhão de toneladas podem entrar no país asiático sem a tarifa adicional de 55%. Frigoríficos e analistas já consideram o limite comprometido por cargas entregues e produtos ainda em trânsito.

A restrição não impede novos embarques, mas torna as vendas que ultrapassarem a cota menos competitivas. Como a China é o principal destino da carne bovina brasileira, uma redução das compras poderá limitar a capacidade dos frigoríficos de sustentar preços maiores pela arroba.

Por enquanto, as exportações totais continuam fortes. Até a segunda semana de julho, o Brasil embarcou 104,7 mil toneladas de carne bovina fresca, refrigerada ou congelada, com receita de US$ 668,1 milhões, segundo dados da Secretaria de Comércio Exterior.

Na comparação com julho do ano passado, a média diária exportada cresceu 8,7%. O preço médio avançou 15%, para US$ 6.382 por tonelada, e ajudou a elevar em 25% a receita diária.

No mercado interno, o comportamento dos cortes foi desigual. O quarto dianteiro caiu para R$ 19 por quilo, enquanto o traseiro subiu para R$ 26. A perda de força do consumo na segunda quinzena e a concorrência da carne de frango dificultam reajustes mais amplos.

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Para o pecuarista, o momento é de acompanhar as escalas e comparar ofertas. A arroba encontrou sustentação onde a indústria precisou comprar, mas a reação ainda depende de uma oferta controlada de animais e da capacidade dos exportadores de compensar a provável redução dos negócios com a China.

Fonte: Pensar Agro

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