AGRONEGÓCIO
Cerrado Mineiro celebra os melhores cafés do Brasil com recorde de inscrições e protocolo internacional inédito
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A Região do Cerrado Mineiro se prepara para mais uma celebração de destaque no calendário da cafeicultura nacional. A 13ª edição do Prêmio Região do Cerrado Mineiro acontece no dia 19 de novembro, às 18h, no Center Convention, em Uberlândia (MG). O evento, promovido pela Federação dos Cafeicultores do Cerrado, reconhece os melhores cafés produzidos sob Denominação de Origem e reforça o protagonismo regional em qualidade, rastreabilidade e sustentabilidade.
Recorde de amostras e destaque para a força produtiva da região
Neste ano, o prêmio alcançou um recorde histórico de 714 amostras inscritas, superando as 547 do ano anterior. O resultado reflete o engajamento crescente de produtores e cooperativas na valorização da origem e da identidade do Cerrado Mineiro.
A região abrange 55 municípios, com cerca de 250 mil hectares cultivados — sendo 100 mil irrigados — e responde por aproximadamente 6 milhões de sacas por safra, o que representa 25,4% da produção mineira e 12,7% da nacional.
“O Prêmio Região do Cerrado Mineiro é a celebração máxima da nossa identidade territorial. Cada amostra representa trabalho, inovação e orgulho de um produtor que acredita na força da origem”, destacou Juliano Tarabal, diretor executivo da Federação dos Cafeicultores do Cerrado.
Categoria inédita “Doce Cerrado Mineiro” valoriza o perfil sensorial da região
Entre as novidades da edição 2025 está a estreia da categoria “Doce Cerrado Mineiro”, criada para destacar cafés naturais com notas que remetem a chocolate, caramelo, amêndoas e acidez cítrica — um perfil sensorial muito apreciado por consumidores e especialistas.
Inovação internacional: estreia do protocolo CVA da SCA
A 13ª edição marca também a estreia nacional do protocolo CVA (Coffee Value Assessment), desenvolvido pela Specialty Coffee Association (SCA). O método representa um avanço na avaliação sensorial, com maior precisão, consistência e transparência.
O novo protocolo foi aplicado na categoria “Doce Cerrado Mineiro”, sob coordenação do professor doutor Leandro Paiva, do IF Sul de Minas, que atuou como headjudge. A análise contou com a participação de torradores da Carmomaq e apoio da Associação Brasileira de Cafés Especiais (BSCA), entidade responsável pela implementação da metodologia no Brasil.
Premiações e ações sociais reforçam compromisso com o desenvolvimento regional
Além da premiação principal, o evento reconhece iniciativas voltadas à educação e sustentabilidade com os Troféus Escola de Atitude e Atitude Sustentável. A cerimônia contará ainda com um Leilão Solidário, que reunirá os nove melhores lotes — três de cada método de preparo: Natural, Cereja Descascado e Fermentado.
Do total arrecadado, 40% será destinado ao projeto Escola de Atitude, voltado à formação cidadã de jovens nas comunidades produtoras. Um segundo leilão on-line internacional será realizado em 5 de dezembro, ampliando a visibilidade dos cafés premiados para compradores de todo o mundo.
Parcerias e apoio institucional fortalecem o evento
O 13º Prêmio Região do Cerrado Mineiro é uma realização da Federação dos Cafeicultores do Cerrado, com apoio do Sebrae Minas, das cooperativas Carmocer, Carpec, Coocacer Araguari, Coopadap, Expocacer e MonteCCer, e das associações ACA, Acarpa, Amoca, Appcer, Assocafé, Assogotardo e GRE Café – Região de Araxá.
O evento conta ainda com patrocínio da Syngenta, C6 Bank, Sicoob, Pinhalense e Rabobank, reforçando o compromisso coletivo em promover a excelência e a sustentabilidade da cafeicultura do Cerrado Mineiro.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
AGRONEGÓCIO
Exportações do agronegócio brasileiro somam US$ 16 bilhões em maio e atingem segundo maior valor da história para o mês
As exportações do agronegócio brasileiro alcançaram US$ 16 bilhões em maio de 2026, registrando crescimento de 8,2% em relação ao mesmo período do ano passado e consolidando o segundo maior resultado da série histórica para o mês. O desempenho foi impulsionado principalmente pelos embarques de soja e proteínas animais, que compensaram a queda observada nos setores sucroenergético e de etanol.
Os dados divulgados pela Secretaria de Comércio Exterior (Secex) e analisados pela Consultoria Agro do Itaú BBA mostram que o agronegócio segue como um dos principais motores da balança comercial brasileira, sustentado por volumes robustos de exportação e preços favoráveis em importantes cadeias produtivas.
Soja lidera pauta exportadora e mantém forte geração de receitas
O complexo soja permaneceu como principal destaque das exportações brasileiras em maio.
Os embarques de soja em grão totalizaram 14,8 milhões de toneladas, avanço de 5% em comparação com maio de 2025. Apesar da redução de 12% frente a abril, movimento considerado natural após o pico da colheita, a receita alcançou US$ 6,3 bilhões, sustentada pela valorização dos preços internacionais.
O farelo de soja também apresentou desempenho positivo, com exportações de 2,5 milhões de toneladas, crescimento de 12% na comparação anual.
Já o óleo de soja registrou uma das maiores altas entre os principais produtos do agronegócio, com embarques de 202 mil toneladas, aumento de 34% em relação ao mesmo mês do ano passado. Além do avanço no volume, os preços médios seguiram em trajetória de valorização.
Carnes ampliam participação no mercado internacional
O segmento de proteínas animais manteve ritmo acelerado nas exportações brasileiras.
A carne bovina in natura alcançou 262 mil toneladas exportadas em maio, crescimento de 20% frente ao mesmo período de 2025. A receita somou US$ 1,7 bilhão, impulsionada pelo aumento dos preços internacionais, que atingiram média superior a US$ 6,5 mil por tonelada.
A carne de frango apresentou um dos melhores desempenhos do mês, com embarques de 442 mil toneladas, alta de 32% na comparação anual.
Já a carne suína exportou 111 mil toneladas, registrando crescimento de aproximadamente 5% sobre maio do ano passado, mantendo a trajetória positiva observada ao longo de 2026.
Açúcar e etanol enfrentam cenário mais desafiador
Enquanto soja e proteínas avançaram, o complexo sucroenergético registrou resultados mais modestos.
As exportações de açúcar VHP somaram 1,8 milhão de toneladas, queda de 10% na comparação anual. Além da redução no volume, os preços internacionais recuaram mais de 20% em relação ao mesmo período de 2025, pressionando as receitas do setor.
O açúcar refinado também apresentou retração, com embarques de 159 mil toneladas, volume 27% inferior ao registrado um ano antes.
No caso do etanol, a queda foi ainda mais expressiva. As exportações despencaram para apenas 17 mil metros cúbicos, retração de 79% na comparação anual. A perda de competitividade do produto brasileiro no mercado internacional continua sendo o principal fator limitante para os embarques.
Milho, algodão e suco de laranja registram avanços
Entre os demais produtos agrícolas, o milho apresentou a maior variação positiva do mês em relação ao ano anterior.
Os embarques alcançaram 249 mil toneladas, crescimento superior a 570%, embora o volume ainda seja considerado modesto devido ao estágio inicial da colheita da segunda safra.
O algodão também registrou forte desempenho, com aumento de 52% nos volumes exportados.
O suco de laranja manteve trajetória positiva, com crescimento de 17% nos embarques, reforçando a posição do Brasil como principal fornecedor global do produto.
Tarifas dos Estados Unidos voltam ao radar do agronegócio
Além dos resultados comerciais, o setor acompanha com atenção os desdobramentos das investigações comerciais conduzidas pelos Estados Unidos contra o Brasil.
No início de junho, o Escritório do Representante de Comércio dos Estados Unidos (USTR) propôs uma tarifa adicional de 25% sobre determinados produtos brasileiros. Entre os temas citados estão comércio digital, propriedade intelectual, acesso ao mercado de etanol e questões ambientais.
Apesar da medida, boa parte dos principais produtos do agronegócio brasileiro ficou fora da lista de sobretaxação, incluindo carnes, café, frutas, cereais, sementes, fertilizantes e suco de laranja.
Posteriormente, uma nova proposta de tarifa adicional de 12,5% foi apresentada em investigação relacionada a alegações de trabalho forçado em determinadas cadeias produtivas.
As audiências públicas sobre as medidas estão previstas para julho, e o mercado segue atento aos possíveis impactos para o comércio bilateral.
Exportações acumuladas mantêm crescimento em 2026
No acumulado de janeiro a maio de 2026, o agronegócio brasileiro segue apresentando resultados consistentes.
Os destaques são o crescimento das exportações de soja, carnes bovina, suína e de frango, além do avanço das vendas externas de óleo de soja, algodão e milho.
Por outro lado, setores como açúcar refinado, etanol, café verde, trigo e celulose registram desempenho inferior ao observado no mesmo período do ano passado.
Mesmo diante das incertezas comerciais internacionais e da volatilidade dos mercados globais, o agronegócio brasileiro mantém forte competitividade e continua ampliando sua relevância no comércio mundial de alimentos, fibras e energia renovável.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
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