AGRONEGÓCIO
Chatbot Davi da Agrodefesa recebe nova função para notificações de pragas, doenças e irregularidades pelo WhatsApp
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O Davi, assistente virtual da Agência Goiana de Defesa Agropecuária (Agrodefesa), comemora um ano de operação com novas funções que permitem notificações de pragas, doenças e irregularidades diretamente pelo WhatsApp.
A ferramenta está acessível pelo número (62) 98164-1188 e reforça o vínculo entre defesa agropecuária, produtores rurais e sociedade, ampliando a agilidade e efetividade das ações da agência.
Serviços oferecidos pelo chatbot
Além das notificações, o Davi auxilia em diversos serviços relacionados ao Sistema de Defesa Agropecuária do Estado de Goiás (Sidago), incluindo:
- Orientações para obter senha de acesso ao Sidago;
- Emissão de documentos como GTA, DARE, Nota Fiscal e outros;
- Informações sobre vacinação, exames, inspeções e educação sanitária;
- Registro de denúncias relacionadas à defesa agropecuária.
O presidente da Agrodefesa, José Ricardo Caixeta Ramos, destaca:
“Ao permitir a notificação de pragas e doenças, o Davi contribui diretamente para a agilidade das ações de defesa agropecuária, modernizando nossos serviços e aproximando a Agência do produtor.”
Ampliação do alcance e participação do produtor
Segundo Carlos Howes, gerente de Tecnologia da Agrodefesa, a atualização transforma o Davi em uma ferramenta de vigilância ativa, permitindo que os produtores participem diretamente da rede de monitoramento.
A inclusão dessa funcionalidade foi motivada por demandas da Gerência de Educação Sanitária, que buscava canais mais ágeis e acessíveis para que produtores notifiquem casos suspeitos de pragas e doenças, protegendo rebanhos, lavouras, pomares e a saúde pública.
“Usar o celular como canal de comunicação facilita o contato, centraliza funcionalidades em um só lugar e reforça o caráter educativo do órgão”, afirma a gerente de Educação Sanitária, Telma Gonzaga.
Como utilizar as novas funcionalidades do Davi
Para acessar os serviços do chatbot:
- Adicione o número do Davi: (62) 98164-1188
Na lista de serviços:
- Opção 2 – Notificação de Pragas/Doenças
- Notificação de Pragas: encaminhada à Gerência de Sanidade Vegetal
- Notificação de Doenças: encaminhada à Gerência de Sanidade Animal
- Opção 3 – Denúncia: registra irregularidades como abates clandestinos, indústrias irregulares, sementes piratas e alimentos sem selo de inspeção, direcionadas à Ouvidoria.
- Observações:
- As notificações são consideradas urgência, sendo atendidas imediatamente por um servidor humano.
- O Davi está disponível 24 horas por dia, todos os dias da semana, pelo WhatsApp.
Fonte: Portal do Agronegócio
AGRONEGÓCIO
Corrida global por terras raras leva Senado a discutir estratégia para minerais críticos
O avanço da disputa internacional por minerais críticos e terras raras mobilizou a Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA), que participou nesta semana de um debate no Senado sobre os caminhos para ampliar a presença do Brasil nas etapas de maior valor agregado da cadeia mineral.
A discussão ocorre em um cenário de crescente competição global por recursos considerados estratégicos para a produção de baterias, veículos elétricos, equipamentos eletrônicos, inteligência artificial, sistemas de defesa e geração de energia renovável. Nos últimos anos, Estados Unidos, China e União Europeia intensificaram políticas voltadas à segurança das cadeias de suprimentos e à redução da dependência externa desses insumos.
O Brasil aparece nesse cenário como um dos países com maior potencial geológico do mundo. Além de reservas de nióbio, grafita e lítio, o país possui importantes ocorrências de terras raras, grupo de minerais utilizados em equipamentos de alta tecnologia e considerados estratégicos pelas principais economias globais.
Durante audiência pública realizada pela Comissão de Relações Exteriores do Senado, integrantes da FPA defenderam a construção de uma política nacional voltada não apenas à extração mineral, mas também ao processamento industrial e à agregação de valor dentro do país. A avaliação apresentada durante o debate é que o Brasil corre o risco de repetir o modelo histórico de exportação de matéria-prima caso não avance em tecnologia, industrialização e segurança jurídica.
INTERESSE MUNDIAL – Para o presidente do Instituto do Agronegócio, engenheiro agrônomo Isan Rezende, os minerais críticos e as terras raras deixaram de ser apenas uma questão mineral para se tornarem um tema de soberania econômica.
“O mundo vive uma corrida por recursos essenciais para a produção de baterias, semicondutores, inteligência artificial, sistemas de defesa e transição energética. O Brasil possui algumas das maiores reservas do planeta e precisa decidir se continuará exportando matéria-prima ou se avançará para ocupar posições mais estratégicas nessa cadeia.”
“O que preocupa é que as principais economias do mundo estão adotando políticas cada vez mais agressivas para garantir acesso a esses minerais. Os Estados Unidos ampliam sua pressão por acordos de fornecimento, a China mantém forte controle sobre etapas de processamento e diversos países passaram a restringir exportações para proteger suas próprias indústrias. O Brasil não pode assistir a esse movimento apenas como fornecedor de recursos naturais. É necessário construir uma política nacional que estimule pesquisa, industrialização, inovação e geração de valor dentro do país.”
“A discussão conduzida pela Frente Parlamentar da Agropecuária vai além da mineração. Estamos falando de desenvolvimento regional, atração de investimentos, geração de empregos qualificados e fortalecimento da competitividade brasileira. O país reúne reservas minerais, conhecimento técnico e capacidade produtiva para se tornar um protagonista global nesse mercado. Mas isso exige segurança jurídica, previsibilidade regulatória e uma estratégia de longo prazo que transforme riqueza geológica em riqueza econômica para os brasileiros.”
Os Estados Unidos ampliaram programas de incentivo à produção doméstica e à diversificação de fornecedores, enquanto a China mantém posição dominante em etapas estratégicas do processamento de terras raras. Outros países produtores também passaram a restringir exportações de matérias-primas para estimular investimentos industriais locais.
No Senado, a discussão abordou ainda o Projeto de Lei 4.443/2025, que cria a Política Nacional de Minerais Críticos e Estratégicos. A proposta busca estabelecer diretrizes para pesquisa, exploração, industrialização e atração de investimentos para o setor.
Entre os pontos destacados pelos participantes estão a necessidade de ampliar o conhecimento geológico do território brasileiro, fortalecer a pesquisa científica, estimular o desenvolvimento tecnológico e criar um ambiente regulatório capaz de atrair investimentos de longo prazo.
Para a FPA, o debate ultrapassa a questão mineral e passa a integrar uma agenda estratégica relacionada à competitividade da economia brasileira, à segurança das cadeias produtivas e ao posicionamento do país em um mercado que deve ganhar relevância crescente nas próximas décadas.
Fonte: Pensar Agro
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