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Chuvas causam prejuízos a mais de 400 produtores rurais na Zona da Mata, aponta Emater-MG

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Levantamento da Emater-MG mostra impacto expressivo das chuvas na produção agrícola

As fortes chuvas que atingiram a Zona da Mata na última semana provocaram prejuízos significativos à produção agrícola regional. De acordo com levantamento divulgado pela Emater-MG, 402 produtores rurais foram afetados diretamente pelas intempéries.

O município de Ubá registrou o maior número de produtores atingidos, com 205 casos, seguido por Juiz de Fora, com 109, e Matias Barbosa, com 88 produtores impactados.

Hortaliças concentram as maiores perdas nas lavouras

A cultura de hortaliças foi a mais prejudicada pelas chuvas, especialmente o cultivo de couve, alface e cebolinha. Segundo a Emater-MG, 45,2 hectares de lavouras foram completamente perdidos devido ao encharcamento do solo e às condições desfavoráveis para colheita.

Em termos de área afetada, Juiz de Fora lidera com 24,4 hectares de perdas, seguida por Ubá, com 18,8 hectares, e Matias Barbosa, com dois hectares de lavouras comprometidas.

Produção de leite e pastagens também foram comprometidas

Além das lavouras, o levantamento da Emater-MG aponta que a produção de leite também sofreu impacto devido ao bloqueio de estradas vicinais, que dificultou o escoamento da produção e o transporte de insumos para as propriedades.

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As áreas de pastagem e a produção de silagem foram igualmente atingidas, reduzindo a oferta de alimento para o gado e comprometendo a rotina produtiva de muitas famílias rurais da região.

Emater-MG e Defesa Civil atuam em conjunto para apoiar produtores

Equipes da Emater-MG estão atuando em conjunto com a Coordenadoria Estadual de Defesa Civil (Cedec) para mapear famílias rurais em áreas de risco e avaliar a extensão total dos danos.

Além do mapeamento, os técnicos têm orientado os produtores sobre como solicitar a prorrogação de dívidas de crédito rural e adotar medidas para reestabelecer as áreas produtivas, com foco em alternativas de cultivo que garantam maior resistência a eventos climáticos extremos.

Recuperação e medidas preventivas no campo

A Emater-MG reforça que o trabalho de recuperação será contínuo nas próximas semanas, com visitas técnicas às propriedades afetadas. O objetivo é auxiliar os produtores na reconstrução das lavouras, na recuperação de pastagens e na adoção de práticas conservacionistas do solo para mitigar futuros impactos das chuvas.

A entidade também recomenda o uso de sistemas de drenagem e plantio escalonado, como medidas preventivas para minimizar riscos e perdas em períodos de alta pluviosidade.

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Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Exportação recorde não impede queda do frango vivo no mercado interno

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O Brasil caminha para estabelecer um novo recorde nas exportações de carne de frango em 2026, mas o avanço das vendas externas ainda não foi suficiente para absorver o aumento da oferta. Com mais animais prontos para o abate, os preços do frango vivo recuaram em algumas das principais regiões produtoras, enquanto as cotações dos cortes permaneceram praticamente estáveis no atacado.

A pressão ocorre em uma cadeia que produziu 15,3 milhões de toneladas de carne de frango em 2025 e faturou cerca de R$ 50 bilhões somente com exportações, considerando a receita de R$ 9,8 bilhões convertida pelo câmbio de R$ 5,10. O Brasil ocupa a terceira posição entre os maiores produtores mundiais e lidera o comércio internacional da proteína.

No ano passado, o país exportou o volume recorde de 5,324 milhões de toneladas. Para 2026, a Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA) projeta embarques de até 5,5 milhões de toneladas, além de uma produção próxima de 15,6 milhões de toneladas. A disponibilidade no mercado interno pode alcançar 10,1 milhões de toneladas.

O avanço da oferta já aparece nos abates. No primeiro trimestre deste ano, o peso das carcaças chegou a 3,73 milhões de toneladas, crescimento de 6,9% em relação ao mesmo período de 2025, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O Paraná respondeu por 35% da produção, seguido por Santa Catarina, Rio Grande do Sul e São Paulo.

A ampliação dos abates ajuda a explicar por que os preços não acompanham o desempenho das exportações. A demanda internacional segue aquecida, mas o mercado doméstico precisa absorver cerca de dois terços de toda a carne produzida no país. O consumo estimado para 2026 é de 47,3 quilos por habitante, um dos maiores do mundo, mas ainda insuficiente para provocar uma reação mais forte diante da oferta atual.

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Levantamento mostra que o frango vivo foi negociado a R$ 5,20 por quilo em São Paulo. No oeste do Paraná, a referência ficou em R$ 4,60. Goiás e Mato Grosso do Sul registraram queda de R$ 4,65 para R$ 4,55, enquanto Minas Gerais e Distrito Federal passaram de R$ 4,70 para R$ 4,60 por quilo.

No Sul, as referências ficaram em R$ 4,75 no Rio Grande do Sul e em Santa Catarina. Os preços mais elevados continuam concentrados no Nordeste e no Norte, variando de R$ 6,80 no Ceará a R$ 7,20 no Pará. As diferenças refletem custos logísticos, disponibilidade regional de aves e características próprias de cada mercado.

No atacado paulista, o peito congelado permaneceu em R$ 8,50 por quilo, a coxa em R$ 6,90 e a asa em R$ 11. Os cortes resfriados foram negociados por R$ 8,60, R$ 7 e R$ 11,10, respectivamente. A estabilidade, porém, não representa recuperação, porque as indústrias encontram dificuldade para elevar os preços diante da quantidade de carne disponível.

O principal instrumento para ajustar o mercado é o controle dos alojamentos. O termo corresponde ao número de pintinhos de um dia colocados nas granjas para engorda. Como as aves chegam ao peso de abate em aproximadamente 40 a 45 dias, um alojamento elevado hoje se transforma em maior oferta de carne poucas semanas depois.

A redução dos lotes permite diminuir gradualmente a quantidade de animais disponíveis e recuperar o equilíbrio entre produção, consumo e exportações. O ajuste precisa ser planejado porque uma redução excessiva também pode provocar falta de produto e aumento repentino dos preços no futuro.

A pressão não alcança todos os avicultores da mesma maneira. No sistema de integração, predominante nas principais regiões produtoras, a indústria normalmente fornece pintinhos, ração, medicamentos e assistência técnica. O produtor entra com as instalações, mão de obra, energia e manejo, recebendo conforme o desempenho do lote e as condições estabelecidas em contrato.

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Por isso, a cotação do frango vivo não corresponde diretamente ao valor recebido por todos os integrados. Ainda assim, o excesso de oferta reduz a rentabilidade geral da cadeia e pode afetar o ritmo dos alojamentos, a remuneração dos contratos e a capacidade das empresas de repassar custos. O impacto é mais direto sobre produtores independentes, que compram os insumos e comercializam os animais por conta própria.

A disponibilidade de milho e farelo de soja ajuda a conter parte da pressão. Os dois produtos formam a base da ração e representam a maior parcela do custo de produção. Com oferta elevada de grãos, a alimentação das aves está menos onerosa do que em períodos de escassez, evitando uma deterioração maior das margens.

No comércio exterior, os embarques continuam funcionando como principal sustentação do setor. Nos primeiros 13 dias úteis de julho, o Brasil exportou 299,2 mil toneladas de carne de aves e miudezas, com receita equivalente a R$ 2,73 bilhões. A média diária cresceu 41% em relação a julho de 2025, embora o preço médio tenha recuado 1,3%.

O cenário indica que a avicultura brasileira permanece competitiva e deve ampliar sua presença internacional. No curto prazo, porém, o recorde das exportações terá de ser acompanhado por um controle mais preciso dos alojamentos. Sem esse ajuste, a expansão da produção continuará chegando ao mercado antes que a demanda consiga absorvê-la, mantendo os preços do frango vivo sob pressão.

Fonte: Pensar Agro

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