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CNA pede suspensão da importação de pescado do Vietnã e reforça restrição ao Equador por riscos sanitários

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A Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) solicitou ao Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) a suspensão das importações de pescado provenientes do Vietnã, além da manutenção da restrição já aplicada ao Equador. A iniciativa tem caráter preventivo e visa resguardar a sanidade e a competitividade da aquicultura brasileira diante de potenciais riscos externos.

Ofício ao Mapa destaca necessidade de ação preventiva

Em documento encaminhado na última sexta-feira (17), a CNA reforça a importância da adoção de medidas cautelares para evitar a introdução de enfermidades no território nacional. A entidade argumenta que a prevenção é essencial para garantir a estabilidade produtiva e a segurança sanitária do setor aquícola.

Falhas na notificação internacional elevam preocupação

Segundo a CNA, existem evidências científicas da presença de doenças relevantes em países exportadores sem a devida notificação à Organização Mundial de Saúde Animal (OMSA). Esse cenário compromete a confiabilidade dos sistemas internacionais de vigilância sanitária e amplia o risco de disseminação de patógenos.

Doenças em foco: tilápia e camarão

Entre os principais pontos de atenção está o vírus da tilápia do lago (TiLV), identificado no Vietnã, que pode afetar significativamente a produção de tilápia. Também preocupa a Doença da Necrose Hepatopancreática Aguda (AHPND), registrada no Equador, que impacta diretamente a carcinicultura, com potencial para causar prejuízos expressivos.

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Proteção da produção nacional é prioridade

A CNA defende que a suspensão das importações do Vietnã e a manutenção da restrição ao Equador são medidas necessárias para evitar a entrada dessas enfermidades no Brasil. A entidade destaca que ações preventivas são fundamentais para assegurar a sanidade dos sistemas produtivos e a sustentabilidade do setor aquícola.

A decisão final caberá ao Ministério da Agricultura e Pecuária, que deverá avaliar os riscos apresentados e ponderar os possíveis impactos sanitários e comerciais antes de qualquer deliberação.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Exportação de bovinos vivos ultrapassa 1 milhão de cabeças e avança com padronização sanitária no Brasil

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Exportação de “boi em pé” bate recorde e supera US$ 1 bilhão

A exportação de bovinos vivos pelo Brasil, conhecida como comércio de “boi em pé”, atingiu um novo recorde em 2025. Foram embarcadas cerca de 1,07 milhão de cabeças, crescimento de 5,53% em relação ao ano anterior, segundo dados da Associação Brasileira dos Exportadores de Animais Vivos (Abreav).

O desempenho reforça a consolidação do país no mercado internacional de proteína animal e acompanha o aumento da demanda por padronização sanitária, rastreabilidade e eficiência operacional em toda a cadeia produtiva.

Em termos de faturamento, o setor ultrapassou US$ 1 bilhão no último ano, alta de 26,1%, conforme dados da Scot Consultoria com base na plataforma Comex.

Os principais destinos do gado vivo brasileiro seguem concentrados no norte da África e no Oriente Médio, com destaque para Turquia e Egito.

Padronização sanitária se torna peça-chave para competitividade do setor

Com o aumento do volume exportado, a padronização de protocolos sanitários passou a ser um dos principais pilares da atividade.

Para atender às exigências internacionais, os animais são concentrados em fazendas de pré-embarque, onde passam por etapas de manejo sanitário e adaptação antes do transporte marítimo.

Esse processo, que pode levar entre 60 e 80 dias desde a contratação até a entrega no destino final, eleva o desafio imunológico dos rebanhos e exige rigor no controle sanitário, alimentar e logístico.

Segundo o presidente da Abreav, Ricardo Barbosa, a qualidade do manejo pré-embarque é determinante para o resultado da operação.

“A nossa imagem como exportador vai transparecer quando os animais chegam no destino. Se os procedimentos não são adequados previamente, esses animais têm uma tendência muito maior a ficarem doentes no trajeto. Querer economizar na recepção traz um impacto negativo enorme para a produção”, afirma.

Protocolos sanitários reduzem perdas em até 50%

Nos últimos anos, o setor avançou na adoção de protocolos sanitários padronizados. Estima-se que cerca de 85% do gado vivo exportado pelo Brasil siga atualmente o protocolo desenvolvido pela Biogénesis Bagó, em parceria com a Abreav.

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A iniciativa contribuiu para a atualização de normas técnicas e procedimentos operacionais padrão (POPs), resultando em maior eficiência sanitária e operacional.

De acordo com o setor, a padronização permitiu uma redução de até 50% nas perdas relacionadas à saúde animal, fortalecendo a competitividade brasileira em mercados cada vez mais exigentes.

Fiscalização rigorosa e rastreabilidade reforçam segurança das exportações

O modelo de exportação de bovinos vivos no Brasil opera sob regras estabelecidas pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), com fiscalização presencial em 100% das operações de embarque.

Entre as exigências estão rastreabilidade individual dos animais, controle sanitário rigoroso e protocolos de contingência logística e sanitária.

Para especialistas do setor, esse conjunto de medidas é fundamental para garantir previsibilidade, segurança e credibilidade ao produto brasileiro no mercado internacional.

Manejo sanitário e recuperação dos animais são decisivos na operação

Segundo o gerente nacional de Demanda da Biogénesis Bagó, Bruno Di Rienzo, o desempenho sanitário dos animais é resultado direto de um modelo estruturado em três pilares: exigências internacionais, adaptação às condições brasileiras e recuperação pós-transporte.

“O nosso trabalho apoia-se em três pilares estratégicos: cumprir com rigor as exigências internacionais, adaptar a prevenção à realidade brasileira e potencializar a recuperação desses animais após o transporte até os locais de embarque”, explica.

O uso de protocolos sanitários integrados, incluindo endectocidas, antibióticos, vacinas e suplementação vitamínica, tem contribuído para reduzir estresse, perdas de peso e mortalidade durante o transporte marítimo.

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Eficiência sanitária melhora resultados econômicos da atividade

A padronização dos protocolos também trouxe impacto direto na rentabilidade da atividade.

Segundo Ricardo Barbosa, o avanço técnico permitiu reduzir em cerca de 50% a mortalidade em comparação aos primeiros ciclos da operação, especialmente em animais F1.

“O resultado econômico do negócio depende da eficiência dos animais. O retorno financeiro desse cuidado imunológico é muito rápido”, avalia.

Brasil amplia infraestrutura logística para exportação de bovinos vivos

O crescimento da atividade também impulsiona investimentos em infraestrutura logística. Novos portos vêm sendo habilitados para embarque de animais vivos, ampliando a capacidade operacional do país.

Entre os terminais autorizados estão portos no Rio de Janeiro (RJ), Natal (RN), São Luís (MA) e Ilhéus (BA), o que fortalece a competitividade logística do Brasil no setor.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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