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Colheita de algodão na Bahia supera expectativas e avança em ritmo acelerado

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A safra de algodão na Bahia tem apresentado desempenho acima do esperado, segundo dados do 12º Levantamento da Safra de Grãos 2024/25, divulgados pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) na última quinta-feira (11). Com ampliação da área cultivada e qualidade superior da fibra, o estado se consolida como um dos principais polos da cotonicultura nacional.

Colheita já atinge 80% das lavouras baianas

De acordo com a Conab, aproximadamente 80% das lavouras de sequeiro já foram colhidas e quase metade das áreas irrigadas está em fase final de colheita. Além disso, 40% da produção já foi beneficiada, o que reforça o bom andamento das atividades no campo.

Condições climáticas favoreceram a safra

Durante o mês de agosto, as principais regiões produtoras da Bahia não registraram chuvas. A baixa umidade relativa do ar favoreceu os trabalhos de colheita, enquanto a alta luminosidade impulsionou o desenvolvimento das lavouras irrigadas. Já as temperaturas mais amenas contribuíram para reduzir a pressão de pragas e doenças, melhorando as condições gerais da safra.

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Produtividade abaixo do ano passado, mas acima do esperado

Embora a produtividade média esteja inferior à registrada na safra passada — resultado de condições climáticas menos favoráveis em algumas áreas —, os números ainda superaram as projeções iniciais da Conab, trazendo otimismo ao setor.

Qualidade da fibra é destaque

Outro ponto positivo é a qualidade da fibra, que apresentou bons resultados em aspectos como coloração, resistência, comprimento e rendimento. A Conab atribui essa melhora ao avanço dos materiais genéticos utilizados, aliado ao manejo mais eficiente, incluindo nutrição adequada com macro e micronutrientes e o uso estratégico de reguladores hormonais.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Fim da escala 6×1 acende alerta no agro para alta de custos e impacto nos alimentos

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Entidades do agronegócio intensificaram nesta semana a mobilização contra a proposta que altera o modelo de jornada de trabalho no país, incluindo o fim da escala 6×1 e a redução da carga semanal de 44 para 40 horas. O setor avalia que os impactos podem ser superiores à média da economia, com reflexos diretos sobre custos, emprego e preço dos alimentos.

Estimativa preliminar do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) indica que a mudança pode elevar os custos entre 7,8% e 8,6% em atividades como agropecuária, construção e comércio — acima da média nacional de 4,7% sobre a massa de rendimentos.

No campo, o posicionamento mais contundente partiu do Sistema Faep, que reúne a Federação da Agricultura do Estado do Paraná, o Serviço Nacional de Aprendizagem Rural do Paraná (Senar-PR) e sindicatos rurais. A entidade encaminhou ofício a deputados e senadores solicitando a não aprovação da proposta, sob o argumento de que a medida compromete a eficiência produtiva e a competitividade do setor.

Segundo levantamento do Departamento Técnico e Econômico (DTE) do Sistema Faep, a redução da jornada pode gerar impacto de R$ 4,1 bilhões por ano apenas na agropecuária paranaense. A estimativa considera uma base de 645 mil postos de trabalho e uma massa salarial anual de R$ 24,8 bilhões.

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O estudo também aponta a necessidade de recomposição de 16,6% da força de trabalho para cobrir o chamado “vácuo operacional”, especialmente em atividades contínuas, como produção de proteínas animais e operações industriais ligadas ao agro.

A Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) também levou o tema à sua Comissão Nacional de Relações do Trabalho e Previdência Social. O debate interno reforçou a necessidade de que eventuais mudanças considerem as especificidades do campo, onde a produção segue ciclos biológicos e climáticos, muitas vezes incompatíveis com jornadas rígidas.

No segmento industrial, a Associação Brasileira da Indústria de Alimentos (ABIA) reconheceu a importância da discussão sobre qualidade de vida no trabalho, mas alertou para os efeitos econômicos de alterações abruptas. Em nota, a entidade destacou que pressões de custo ao longo da cadeia produtiva tendem a impactar diretamente o preço final dos alimentos e o acesso da população, sobretudo de menor renda.

Entre os principais pontos de preocupação do setor está a dificuldade operacional de atividades que não podem ser interrompidas. Cadeias como suinocultura, avicultura e produção de etanol exigem funcionamento contínuo, o que demandaria aumento de quadro de funcionários para manter o mesmo nível produtivo.

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Na prática, isso significa elevação de custos e possível perda de competitividade, tanto no mercado interno quanto nas exportações. Há também o risco de repasse desses custos ao consumidor, pressionando os preços dos alimentos.

Outro fator destacado é a sazonalidade da produção agropecuária. Etapas como plantio, colheita e manejo animal dependem de condições climáticas e janelas operacionais específicas, o que limita a aplicação de modelos padronizados de jornada.

A proposta em discussão no Congresso — a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 221/2019 — ainda está em fase de análise, mas tem mobilizado diferentes setores da economia. No caso do agronegócio, a avaliação predominante é de que mudanças estruturais nas relações de trabalho precisam ser acompanhadas de estudos técnicos aprofundados e regras de transição que evitem desequilíbrios na produção.

O setor defende que o debate avance, mas com base em dados e na realidade operacional do campo, para que eventuais ajustes na legislação não comprometam a oferta de alimentos nem a sustentabilidade econômica das atividades rurais.

Fonte: Pensar Agro

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