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Com sucesso do Semiárido Show, programação fica disponível até 25 de dezembro

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A Embrapa realizou, entre os dias 23 e 25 de novembro, a nona edição do Semiárido Show, com patrocínio da Superintendência do Desenvolvimento do Nordeste (Sudene) e da Secretaria de Agricultura Familiar do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (SAF/MAPA). Pela primeira vez de forma virtual, a feira pôde ser acompanhada a partir de diversas localidades do país. O formato também possibilitou estender o período para acesso à programação.

Os participantes que acompanharam às transmissões ao vivo puderam interagir diretamente com os palestrantes, por meio de perguntas e comentários no chat, que foram respondidas ao final de cada apresentação. Todos os eventos foram gravados, incluindo o momento de interação, e poderão ser assistidos ou revistos, de forma gratuita e a qualquer tempo, até o dia 25 de dezembro. 

Para isso, basta acessar a plataforma www.semiaridoshow.online, preencher o formulário de inscrição e entrar na área do participante. 

Com o tema Desenvolvimento Regional: Um olhar para o futuro, a programação da feira contou com mais de 60 eventos on-line, entre minicursos, palestras, dias de campo, oficinas e mesas-redondas. O Semiárido Show reuniu especialistas de diversas áreas para debater questões relacionadas ao desenvolvimento sustentável da agricultura familiar nas regiões semiáridas do Brasil, além de informar e demonstrar técnicas de produção e manejo adequados a estes ambientes.

“Esperamos que o conhecimento compartilhado, as orientações apresentadas e as sinalizações de oportunidades sejam aplicáveis, tragam benefícios e transmitam avanços significativos para as comunidades rurais. Da mesma forma, esperamos relações mais próximas e abertas que fundamentem nossas ações e permitam visibilidade e capilaridade ao que executamos e disponibilizamos. O Semiárido Show também é um promotor desse tipo de iniciativa. Por isso, nosso compromisso que esse evento atinja o seu público alvo, o que oportunize inserir diferenciais aos sistemas produtivos e retorno econômico”, ressalta a Chefe-Geral da Embrapa Semiárido Maria Auxiliadora Coelho de Lima.

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Destaques da edição

Até a realização ao vivo, o evento alcançou um público de mais de 2 mil inscritos. Destes, 923 eram estudantes, 282 profissionais da assistência técnica e extensão rural, 280 produtores agrícolas, 262 membros da comunidade científica, além de outros 394 interessados.

Nesta edição, tiveram destaque temas como o manejo alimentar, sanitário e reprodutivo de caprinos e ovinos, criação de galinhas caipiras e de abelhas-sem-ferrão, cultivo de palma e alternativas forrageiras para os rebanhos no Semiárido e sistemas de produção de agricultura biossalina. Também foram abordadas as potencialidades da biodiversidade do Bioma Caatinga, a fruticultura de sequeiro, além de sistemas de saneamento básico rural e reúso de água doméstica, entre outros.

O evento contou, ainda, com a Tenda Sabores do Sertão, onde foram realizadas oficinas de gastronomia e processamento de alimentos, valorizando os produtos regionais, como peixe e rapadura, carne de caprinos e ovinos, queijo de coalho, harmonização com vinhos de produção local, além de preparos e recomendações para uso de frutos nativos do bioma Caatinga.

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Já as mesas-redondas envolveram grandes temas como a Água, o Turismo Rural, as Energias renováveis, tecnologias agrícolas de Baixo Carbono, agroecologia e desenvolvimento sustentável de comunidades e povos tradicionais, sistemas de Integração Lavoura-Pecuária Floresta (ILPF) e o Desenvolvimento Regional, todos com o olhar para o Semiárido. Também foram abordados programas governamentais voltados para a região, como o AgroNordeste, Rotas de Integração e Águas para o Agro.

O evento

O Semiárido Show é uma feira de inovação tecnológica voltada para a agricultura familiar do Semiárido brasileiro. Realizada a cada dois anos, tem como objetivo possibilitar e facilitar o acesso aos conhecimentos e tecnologias desenvolvidos pela Embrapa e instituições parceiras. 

Tendo à frente da organização a Embrapa Semiárido, localizada em Petrolina-PE, nesta edição, o evento contou com o envolvimento de outras 12 Unidades de pesquisa da Embrapa – Agroindústria de Alimentos (Rio de Janeiro-RJ), Agroindústria Tropical (Fortaleza-CE), Algodão (Campina Grande-PB), Alimentos e Territórios (Maceió-AL), Caprinos e Ovinos (Sobral-CE), Instrumentação (São Carlos-SP), Mandioca e Fruticultura (Cruz das Almas-BA), Meio-Norte (Teresina-PI), Recursos Genéticos e Biotecnologia (Brasília-DF), Soja (Londrina-PR), Solos (Rio de Janeiro-RJ) e Tabuleiros Costeiros (Aracaju-SE), além de diversas instituições.

Fonte: Embrapa

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Nova bancada deve priorizar o crédito rural e a previsibilidade para o financiamento

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A Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) projeta ampliar de 299 para 330 o número de integrantes na Câmara dos Deputados na legislatura que começa em 2027. A estimativa, apresentada pelo presidente da frente, deputado Pedro Lupion, representa crescimento de 10,4%. A agenda para o novo mandato terá como prioridades ampliar o acesso ao crédito rural e dar previsibilidade ao financiamento da produção.

A composição reúne experiência nas duas Casas. Dos atuais 299 integrantes da FPA na Câmara dos Deputados, 176 foram reeleitos. Outros 17 deputados conquistaram vagas no Senado. Entre os senadores ligados à frente, seis obtiveram novo mandato e um foi eleito deputado federal. A entidade também informa que 17 senadores estão em meio de mandato.

O total de 200 corresponde aos integrantes da atual frente que obtiveram novos mandatos no Congresso. A composição definitiva da FPA na próxima legislatura dependerá também da adesão de outros parlamentares. O balanço eleitoral, portanto, indica a continuidade de sua atuação, sem estabelecer o número final de participantes.

A expectativa para o novo período legislativo é transformar essas propostas em instrumentos que cheguem às propriedades. O avanço dependerá da construção de acordos no Congresso e da articulação com o Executivo, os agentes financeiros e as organizações de produtores.

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Para Isan Rezende (foto), presidente do Instituto do Agronegócio (IA) e da Federação dos Engenheiros Agrônomos de Mato Grosso (Feagro-MT), com a ampliação da força política há uma oportunidade de se construir uma agenda de longo prazo para o campo. “A presença de mais parlamentares que conhecem a produção rural pode ajudar a transformar as necessidades das propriedades em soluções concretas. Esperamos um diálogo aberto, com decisões técnicas e atenção aos produtores de todos os portes”.

“Um crédito que chega no momento certo, acompanhado de seguro e de regras estáveis, dá ao produtor condições para investir. Podemos avançar em armazenagem, irrigação e tecnologia quando existe segurança para planejar. Um Plano Safra com horizonte de vários anos pode contribuir para esse ambiente e melhorar a aplicação dos recursos”, diz Isan.

“Também vejo com otimismo a possibilidade de aproximar o Congresso das cooperativas, das entidades e dos profissionais que acompanham o trabalho nas propriedades. Essa troca permite identificar prioridades e construir soluções viáveis. O objetivo comum deve ser ampliar a produtividade, fortalecer a renda no campo e gerar oportunidades nas regiões produtoras”, concluiu o presidente do IA.

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Para o produtor, a agenda anunciada concentra-se em condições para financiar a safra e preservar a capacidade de investimento. O presidente da FPA, deputado Pedro Lupion, apontou a renegociação de dívidas e os obstáculos à contratação de crédito como temas que permanecerão nas negociações com o próximo governo.

Uma das propostas é dar ao Plano Safra um horizonte de vários anos. O planejamento plurianual permitiria sinalizar recursos e prioridades com antecedência, aproximando a política agrícola do tempo necessário para investir em máquinas, armazenagem e irrigação. A mudança ainda depende de discussão e aprovação; não constitui uma regra já definida para 2027.

Essa orientação também integra as propostas da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), que defende previsibilidade orçamentária, fortalecimento do seguro rural e instrumentos de apoio à saúde financeira do produtor. A entidade propõe ampliar o financiamento privado e melhorar as condições de acesso aos recursos, incluindo garantias e redução da burocracia.

Fonte: Pensar Agro

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