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Conab lança plataforma para rastrear produção de café e garantir conformidade ambiental no Brasil

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Plataforma fortalece rastreabilidade e transparência na cafeicultura

A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) lançou nesta terça-feira (23) uma plataforma digital para monitorar as áreas de produção de café no Brasil, com o objetivo de ampliar a transparência e garantir que o cultivo do grão não ocorra em áreas desmatadas após 2020.

A iniciativa, chamada de Plataforma do Parque Cafeeiro, foi desenvolvida em parceria com a Universidade Federal de Minas Gerais. O sistema combina bancos de dados públicos e tecnologia de sensoriamento remoto por satélite, permitindo o rastreamento detalhado da origem do café brasileiro.

Segundo a Conab, a ferramenta representa um avanço estratégico para fortalecer a competitividade do setor cafeeiro nacional, ampliando a confiança internacional na sustentabilidade da produção.

Brasil se antecipa à lei europeia contra o desmatamento

O lançamento da plataforma ocorre em um momento crucial para o agronegócio brasileiro, diante da iminente aplicação da Lei Antidesmatamento da União Europeia (EUDR).

A norma, que entra em vigor ainda este ano para grandes empresas, proíbe a importação de commodities cultivadas em áreas desmatadas após 31 de dezembro de 2020. Já as pequenas e médias empresas terão até 30 de junho de 2027 para se adequar às novas exigências ambientais.

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Com isso, o Brasil busca garantir a continuidade do acesso ao mercado europeu, principal destino do café nacional.

Exportações de café para a União Europeia superam US$ 7 bilhões por ano

Durante a cerimônia de lançamento, o diretor-geral do Conselho dos Exportadores de Café do Brasil, Marcos Matos, destacou a importância da medida para o setor exportador.

“A União Europeia representa aproximadamente 44% do nosso mercado de café. Mantê-lo exige transparência e conformidade ambiental”, afirmou Matos.

As exportações brasileiras de café para o bloco europeu somam cerca de US$ 7 bilhões por ano, consolidando o Brasil como líder mundial na produção de café arábica e segundo maior produtor de cafés canéforas (robusta e conilon).

De acordo com a Conab, a safra de 2026 deve alcançar um recorde de 66,2 milhões de sacas de 60 kg, reforçando o protagonismo do país no comércio global do grão.

Café brasileiro ganha em rastreabilidade e credibilidade internacional

Para o presidente da Conab, Edegar Pretto, a plataforma é uma ferramenta fundamental para comprovar que o café brasileiro é sustentável e livre de desmatamento.

“O café brasileiro, que é sinônimo de qualidade, agora também será sinônimo de rastreabilidade e confiança”, afirmou Pretto.

Além de identificar possíveis áreas de desmatamento, o sistema também verifica se há invasão de terras indígenas ou quilombolas, reforçando o compromisso do Brasil com a produção responsável e o respeito socioambiental.

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Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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ABPA divulga Relatório Anual 2026 e confirma liderança global do Brasil em carnes de frango e suína

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A Associação Brasileira de Proteína Animal lançou o Relatório Anual 2026, principal documento estatístico da avicultura e da suinocultura no Brasil. A publicação consolida os dados oficiais de 2025 e reforça o protagonismo do país no cenário global de produção e exportação de proteínas animais.

O relatório apresenta um panorama completo do setor, com números detalhados de produção, exportações, consumo, abates e estrutura produtiva. Também inclui indicadores estratégicos como alojamento de matrizes, desempenho por estado e dados sobre segmentos como carne de frango, carne suína, ovos, carne de pato e material genético avícola.

Brasil amplia protagonismo global em proteínas animais

Os dados confirmam a posição de destaque do Brasil no mercado internacional. O país segue como maior exportador mundial de carne de frango e ocupa a terceira posição entre os maiores produtores globais. Na suinocultura, o Brasil avançou e consolidou-se como o terceiro maior exportador mundial de carne suína.

Esse desempenho reforça a competitividade da cadeia produtiva brasileira, sustentada por ganhos de eficiência, sanidade animal e acesso a mercados internacionais.

Principais indicadores da avicultura em 2025

A avicultura brasileira manteve forte expansão, com números robustos em produção e exportações:

Produção de carne de frango: 15,289 milhões de toneladas

  • Exportações: 5,324 milhões de toneladas
  • Receita com exportações: US$ 9,8 bilhões
  • Abates: 5,706 bilhões de cabeças
  • Matrizes de corte: 63 milhões de cabeças
  • Consumo per capita: 46,7 kg por habitante
  • Posição global: 1º exportador / 3º produtor
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Suinocultura avança no mercado internacional

O segmento de carne suína também apresentou crescimento relevante, com destaque para o comércio exterior:

  • Produção: 5,592 milhões de toneladas
  • Exportações: 1,510 milhão de toneladas
  • Receita com exportações: US$ 3,6 bilhões
  • Abates: 48,5 milhões de cabeças
  • Matrizes ativas: 2,247 milhões de cabeças
  • Consumo per capita: 19,1 kg por habitante
  • Posição global: 4º produtor / 3º exportador
Produção de ovos segue em alta

O relatório também destaca o crescimento consistente da produção de ovos no Brasil:

  • Produção: 62,3 bilhões de unidades
  • Exportações: 40,9 mil toneladas
  • Receita com exportações: US$ 97,2 milhões
  • Plantel de postura: 141,5 milhões de aves
  • Posição global: 5º maior produtor
  • Consumo per capita: 288 unidades por habitante
Estrutura produtiva e planejamento estratégico

De acordo com a ABPA, o avanço nos indicadores reflete a expansão da base produtiva, com crescimento no alojamento de matrizes e aumento nos abates. Esses fatores demonstram a capacidade do setor de responder à demanda interna e internacional com eficiência e previsibilidade.

Além dos dados econômicos, o relatório apresenta as principais ações institucionais conduzidas pela entidade ao longo do último ano, com foco em sustentabilidade, competitividade, sanidade animal e promoção comercial.

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O presidente da ABPA, Ricardo Santin, destaca que a publicação consolida a relevância estratégica do setor para o abastecimento global de alimentos.

Segundo ele, o desempenho registrado em 2025 evidencia a capacidade da cadeia produtiva de operar com rigor técnico e superar desafios sanitários, como os impactos da Influenza Aviária, mantendo o Brasil entre os principais players globais.

Base sólida para o futuro do setor

O Relatório Anual 2026 também reforça a importância do planejamento baseado em dados e da cooperação internacional para sustentar o crescimento do agronegócio brasileiro.

Com números consolidados e visão estratégica, a publicação se posiciona como ferramenta essencial para produtores, exportadores e agentes do mercado na definição dos próximos ciclos de expansão da proteína animal no Brasil.

O Relatório Anual 2026

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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