AGRONEGÓCIO
Confinamento de bovinos em 2026 exige planejamento e controle sanitário para elevar eficiência na pecuária de corte
AGRONEGÓCIO
O início do confinamento de bovinos em 2026 marca uma das etapas mais estratégicas da pecuária de corte no Brasil, exigindo alto nível de planejamento nutricional, sanitário e de manejo. O momento é considerado decisivo para o desempenho dos animais e para a eficiência produtiva ao longo do ciclo.
O Brasil, que abriga um dos maiores rebanhos bovinos do mundo com 238,2 milhões de cabeças, segue ampliando o uso de sistemas intensivos como o confinamento, que ganha relevância dentro da cadeia produtiva da carne.
Exportações aquecidas reforçam pressão por eficiência na pecuária
O desempenho do mercado externo também contribui para intensificar a busca por eficiência. No primeiro trimestre de 2026, as exportações brasileiras de carne bovina somaram 801,9 mil toneladas, com receita de US$ 4,33 bilhões.
O resultado representa crescimento de 18,4% no volume e alta de 34,3% na receita em relação ao mesmo período de 2025, confirmando a forte demanda global e a necessidade de ganho de produtividade no campo.
Confinamento cresce e se consolida como sistema estratégico
A adoção do confinamento tem avançado de forma consistente no país. Em 2025, a engorda intensiva alcançou 9,25 milhões de cabeças, alta de 16% em relação ao ano anterior, distribuída em 2.445 propriedades em 1.095 municípios brasileiros.
O sistema permite maior previsibilidade de produção, padronização de lotes e redução do tempo até o abate, além de contribuir para melhor gestão das pastagens e maior eficiência no uso de recursos.
Sanidade e nutrição são decisivas na entrada do confinamento
Especialistas do setor destacam que o início do confinamento é um período crítico, no qual o planejamento sanitário e nutricional impacta diretamente os resultados produtivos.
Entre os principais pontos de atenção está o controle de parasitas. Animais com alta carga parasitária apresentam menor ganho de peso, pior conversão alimentar e maior vulnerabilidade a doenças, comprometendo o desempenho já nas primeiras semanas de confinamento.
A vermifugação na entrada do sistema é considerada uma prática essencial para garantir melhor aproveitamento da dieta e maior eficiência produtiva.
Tecnologia e protocolos sanitários elevam desempenho do rebanho
Segundo especialistas do setor, a adoção de protocolos bem estruturados e tecnologias de suporte à produção tem impacto direto na rentabilidade da atividade.
O Gerente de Produto da Linha de Terminação da Zoetis, Daniel Miranda, destaca que o planejamento é determinante para o sucesso do confinamento. Segundo ele, a combinação entre manejo adequado, sanidade e tecnologia garante maior previsibilidade e eficiência operacional.
A empresa reforça ainda o papel de soluções como endectocidas e vacinas de proteção prolongada, que auxiliam no controle de parasitas e na prevenção de doenças respiratórias, contribuindo para o melhor desempenho dos animais durante o ciclo intensivo.
Pecuária brasileira avança em eficiência e sustentabilidade
O avanço do confinamento reflete a evolução da pecuária brasileira em direção a sistemas mais tecnificados e produtivos. A intensificação da produção busca atender à crescente demanda global por carne bovina, ao mesmo tempo em que otimiza recursos e melhora indicadores zootécnicos.
Com o mercado externo aquecido e margens cada vez mais dependentes da eficiência, o planejamento na entrada do confinamento se consolida como fator decisivo para a competitividade da pecuária de corte em 2026.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
AGRONEGÓCIO
Selic deve encerrar 2026 em 14% e pressiona custo do crédito no agronegócio, aponta Rabobank
A taxa Selic pode encerrar 2026 em um patamar mais elevado do que o esperado anteriormente. Segundo revisão do Rabobank, a estimativa subiu de 13,25% para 14%, em meio a um cenário de inflação persistente e incertezas no ambiente macroeconômico brasileiro.
A atualização considera os sinais mais recentes divulgados na ata do Comitê de Política Monetária (Copom) e no Relatório de Política Monetária, que indicam uma postura mais cautelosa do Banco Central diante das pressões inflacionárias.
Espaço mais limitado para cortes de juros
A revisão reforça a percepção de que o ciclo de flexibilização monetária tende a ser mais gradual do que o previsto anteriormente. Embora cortes de juros tenham ocorrido nos últimos meses, o ambiente inflacionário ainda exige cautela.
Entre os principais fatores de pressão estão:
- Preços de alimentos ainda voláteis
- Oscilações no mercado de energia
- Incertezas no comportamento das commodities globais
- Desancoragem das expectativas de inflação
Segundo o Rabobank, o Banco Central deve manter uma postura restritiva por mais tempo para garantir a convergência da inflação à meta, o que limita o espaço para reduções mais agressivas da Selic.
Crédito rural deve seguir mais caro e seletivo
Para o agronegócio, a manutenção da Selic em níveis elevados implica custo de financiamento ainda pressionado. Linhas de crédito rural atreladas ao mercado financeiro, operações estruturadas como CPRs financeiras, barter e financiamentos privados tendem a refletir diretamente esse ambiente.
Na prática, o cenário exige maior disciplina financeira dos produtores, com atenção redobrada ao fluxo de caixa, rolagem de dívidas e planejamento de investimentos.
Câmbio pode ter menor volatilidade, mas riscos persistem
Por outro lado, juros mais altos tendem a oferecer suporte ao real, reduzindo parte da volatilidade cambial. Esse fator pode beneficiar cadeias exportadoras do agronegócio, como soja, milho, café, algodão, açúcar e proteínas animais.
A estabilidade do câmbio contribui para previsibilidade na formação de preços e nas estratégias de comercialização, embora o mercado externo continue sendo determinante para as cotações internacionais.
Gestão e eficiência ganham ainda mais importância
Com a perspectiva de Selic elevada até o fim de 2026, especialistas avaliam que o ambiente seguirá desafiador para expansão do crédito e investimento no campo.
Nesse contexto, ganham destaque estratégias como:
- Gestão rigorosa de custos de produção
- Reestruturação e alongamento de dívidas
- Proteção financeira contra oscilações de mercado
- Aumento da eficiência operacional nas propriedades
O cenário reforça que, em um ambiente de crédito mais caro por mais tempo, a gestão financeira se torna um dos principais fatores de competitividade do agronegócio brasileiro.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
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