AGRONEGÓCIO
Corrente de Comércio Brasileira Atinge US$ 374,54 Bilhões Até Segunda Semana de Agosto de 2025
AGRONEGÓCIO
Na segunda semana de agosto de 2025, a balança comercial brasileira apresentou superávit de US$ 1,3 bilhão, resultado das exportações de US$ 6,7 bilhões contra importações de US$ 5,4 bilhões. Nesse período, a corrente de comércio – soma das exportações e importações – alcançou US$ 12,2 bilhões.
Exportações e importações do mês mostram saldo positivo de US$ 2,2 bilhões
No mês de agosto até o momento, as exportações totalizam US$ 8,9 bilhões, enquanto as importações somam US$ 6,6 bilhões, resultando em um saldo positivo de US$ 2,2 bilhões e uma corrente de comércio de US$ 15,5 bilhões.
Acumulado anual: corrente de comércio chega a US$ 374,54 bilhões
De janeiro até a segunda semana de agosto, o Brasil exportou US$ 206,9 bilhões e importou US$ 167,7 bilhões, contabilizando um superávit comercial de US$ 39,2 bilhões. A corrente de comércio acumulada no período atingiu US$ 374,54 bilhões.
Crescimento nas médias diárias de exportação e importação em relação a 2024
Comparando as médias diárias até a segunda semana de agosto de 2025 com o mesmo período do ano anterior:
- Exportações cresceram 13,0%, passando de US$ 1,3 bilhão para US$ 1,5 bilhão;
- Importações tiveram leve alta de 0,5%, de US$ 1,101 bilhão para US$ 1,107 bilhão.
A média diária da corrente de comércio no período foi de US$ 2,6 bilhões, com saldo positivo médio diário de US$ 369,52 milhões, representando um crescimento de 7,3% em relação a agosto de 2024.
Desempenho dos setores exportadores até a segunda semana de agosto
Analisando o acumulado até a segunda semana de agosto de 2025 frente ao mesmo período do ano anterior, a média diária das exportações apresentou os seguintes crescimentos:
- Agropecuária: alta de US$ 36,78 milhões (13,1%);
- Indústria Extrativa: avanço de US$ 50,4 milhões (17,0%);
- Indústria de Transformação: aumento de US$ 81,55 milhões (11,3%).
Setores importadores apresentam variações na média diária
No mesmo período, as importações tiveram os seguintes desempenhos por setor:
- Indústria Extrativa: crescimento de US$ 9,25 milhões (14,6%);
- Agropecuária: queda de US$ 2,58 milhões (13,0%);
- Indústria de Transformação: leve recuo de US$ 0,59 milhões (0,1%).
Balança Comercial 2º Semana de Agosto/2025
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
AGRONEGÓCIO
Fim da escala 6×1 acende alerta no agro para alta de custos e impacto nos alimentos
Entidades do agronegócio intensificaram nesta semana a mobilização contra a proposta que altera o modelo de jornada de trabalho no país, incluindo o fim da escala 6×1 e a redução da carga semanal de 44 para 40 horas. O setor avalia que os impactos podem ser superiores à média da economia, com reflexos diretos sobre custos, emprego e preço dos alimentos.
Estimativa preliminar do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) indica que a mudança pode elevar os custos entre 7,8% e 8,6% em atividades como agropecuária, construção e comércio — acima da média nacional de 4,7% sobre a massa de rendimentos.
No campo, o posicionamento mais contundente partiu do Sistema Faep, que reúne a Federação da Agricultura do Estado do Paraná, o Serviço Nacional de Aprendizagem Rural do Paraná (Senar-PR) e sindicatos rurais. A entidade encaminhou ofício a deputados e senadores solicitando a não aprovação da proposta, sob o argumento de que a medida compromete a eficiência produtiva e a competitividade do setor.
Segundo levantamento do Departamento Técnico e Econômico (DTE) do Sistema Faep, a redução da jornada pode gerar impacto de R$ 4,1 bilhões por ano apenas na agropecuária paranaense. A estimativa considera uma base de 645 mil postos de trabalho e uma massa salarial anual de R$ 24,8 bilhões.
O estudo também aponta a necessidade de recomposição de 16,6% da força de trabalho para cobrir o chamado “vácuo operacional”, especialmente em atividades contínuas, como produção de proteínas animais e operações industriais ligadas ao agro.
A Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) também levou o tema à sua Comissão Nacional de Relações do Trabalho e Previdência Social. O debate interno reforçou a necessidade de que eventuais mudanças considerem as especificidades do campo, onde a produção segue ciclos biológicos e climáticos, muitas vezes incompatíveis com jornadas rígidas.
No segmento industrial, a Associação Brasileira da Indústria de Alimentos (ABIA) reconheceu a importância da discussão sobre qualidade de vida no trabalho, mas alertou para os efeitos econômicos de alterações abruptas. Em nota, a entidade destacou que pressões de custo ao longo da cadeia produtiva tendem a impactar diretamente o preço final dos alimentos e o acesso da população, sobretudo de menor renda.
Entre os principais pontos de preocupação do setor está a dificuldade operacional de atividades que não podem ser interrompidas. Cadeias como suinocultura, avicultura e produção de etanol exigem funcionamento contínuo, o que demandaria aumento de quadro de funcionários para manter o mesmo nível produtivo.
Na prática, isso significa elevação de custos e possível perda de competitividade, tanto no mercado interno quanto nas exportações. Há também o risco de repasse desses custos ao consumidor, pressionando os preços dos alimentos.
Outro fator destacado é a sazonalidade da produção agropecuária. Etapas como plantio, colheita e manejo animal dependem de condições climáticas e janelas operacionais específicas, o que limita a aplicação de modelos padronizados de jornada.
A proposta em discussão no Congresso — a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 221/2019 — ainda está em fase de análise, mas tem mobilizado diferentes setores da economia. No caso do agronegócio, a avaliação predominante é de que mudanças estruturais nas relações de trabalho precisam ser acompanhadas de estudos técnicos aprofundados e regras de transição que evitem desequilíbrios na produção.
O setor defende que o debate avance, mas com base em dados e na realidade operacional do campo, para que eventuais ajustes na legislação não comprometam a oferta de alimentos nem a sustentabilidade econômica das atividades rurais.
Fonte: Pensar Agro
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