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Déficit em conta corrente do Brasil supera expectativas em abril, aponta Banco Central

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O Brasil registrou em abril um déficit em transações correntes acima das expectativas do mercado, segundo dados divulgados pelo Banco Central nesta terça-feira. Apesar do resultado negativo nas contas externas, o país apresentou forte entrada de investimentos estrangeiros diretos, sinalizando manutenção do interesse internacional pela economia brasileira.

De acordo com o Banco Central, o déficit em transações correntes somou US$ 1,765 bilhão em abril. O resultado ficou muito acima da projeção de analistas consultados pela Reuters, que estimavam saldo negativo de US$ 200 milhões para o período.

No acumulado de 12 meses, o déficit em conta corrente alcançou o equivalente a 2,66% do Produto Interno Bruto (PIB). Em abril de 2024, o saldo negativo havia sido de US$ 1,636 bilhão.

Investimento estrangeiro direto supera projeções

Apesar do avanço do déficit externo, os investimentos diretos no país apresentaram desempenho robusto. Em abril, a entrada líquida de Investimento Estrangeiro Direto (IED) atingiu US$ 8,912 bilhões.

O volume ficou bem acima das expectativas do mercado, que projetavam US$ 5,4 bilhões, e também superou o registrado no mesmo mês do ano passado, quando os aportes somaram US$ 5,371 bilhões.

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O resultado reforça a percepção de continuidade do fluxo de capital estrangeiro para setores estratégicos da economia brasileira, mesmo em um ambiente global ainda marcado por incertezas fiscais e monetárias.

Conta de renda primária amplia rombo

Entre os componentes das contas externas, a conta de renda primária foi um dos principais fatores de pressão sobre o resultado consolidado de abril.

O déficit nessa conta chegou a US$ 6,801 bilhões, acima do rombo de US$ 5,018 bilhões observado em abril de 2024. A conta de renda primária reúne principalmente despesas com juros, lucros e dividendos enviados ao exterior.

Já o déficit na conta de serviços também apresentou crescimento. O saldo negativo ficou em US$ 5,044 bilhões no mês, frente aos US$ 4,091 bilhões registrados no mesmo período do ano anterior.

Superávit comercial ajuda a reduzir pressão externa

Por outro lado, a balança comercial brasileira teve desempenho positivo e ajudou a conter uma deterioração ainda maior das contas externas.

Em abril, o superávit comercial alcançou US$ 9,707 bilhões, resultado superior aos US$ 6,957 bilhões registrados no mesmo mês de 2024.

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O avanço das exportações e o saldo favorável do comércio exterior seguem sendo fatores importantes para o equilíbrio das contas brasileiras, especialmente diante do aumento das despesas com serviços e remessas de renda ao exterior.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Exportações de milho do Brasil disparam em maio e volume já supera em cinco vezes todo o embarque de 2025

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As exportações brasileiras de milho registraram forte avanço em maio de 2026 e já superam em mais de cinco vezes todo o volume embarcado no mesmo mês do ano passado. Dados divulgados pela Secretaria de Comércio Exterior (Secex), ligada ao Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, mostram que o Brasil exportou 201.735,3 toneladas do cereal até a terceira semana do mês.

O resultado ultrapassa com ampla margem o total exportado em maio de 2025, quando os embarques somaram 38.928,1 toneladas durante todo o mês.

O crescimento acelerado reforça o aumento da competitividade do milho brasileiro no mercado internacional, em um momento marcado pela ampliação da oferta global e pela busca de compradores por origens mais competitivas.

Média diária de exportações cresce mais de 625%

Considerando os 15 dias úteis de maio de 2026, o país embarcou média diária de 13.449 toneladas de milho, avanço expressivo de 625,5% em relação às 1.853,7 toneladas por dia registradas em maio do ano passado, que contou com 21 dias úteis.

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O desempenho positivo nas exportações ocorre em meio ao avanço da segunda safra brasileira, fator que amplia a disponibilidade interna do cereal e fortalece o fluxo logístico nos portos.

Mesmo diante da forte retração nos preços internacionais do milho, o elevado volume embarcado sustentou o crescimento da receita obtida com as vendas externas.

Queda nos preços reduz valor da tonelada exportada

O preço médio da tonelada exportada caiu 42,9% na comparação anual. Em maio de 2025, o valor médio negociado foi de US$ 467,1 por tonelada, enquanto neste mês recuou para US$ 266,6.

Ainda assim, o aumento no ritmo dos embarques garantiu avanço significativo no faturamento diário das exportações brasileiras de milho.

A média diária de receita alcançou US$ 3,585 milhões até a terceira semana de maio de 2026, crescimento de 314,1% frente aos US$ 865,8 mil registrados em igual período do ano passado.

Faturamento com milho supera US$ 53 milhões em maio

Com o forte avanço no volume exportado, o faturamento acumulado com os embarques de milho atingiu US$ 53,775 milhões até a terceira semana de maio.

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O resultado já supera amplamente os US$ 18,182 milhões registrados em todo o mês de maio de 2025, consolidando um cenário de recuperação no fluxo das exportações brasileiras do cereal.

A expectativa do mercado é de que os embarques continuem ganhando ritmo nas próximas semanas, impulsionados pela entrada mais intensa da safrinha no mercado e pela demanda internacional aquecida pelo milho brasileiro.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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