AGRONEGÓCIO
Demanda fraca após o Carnaval reduz preços do etanol em São Paulo, aponta Cepea
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Queda na procura limita negócios no mercado paulista
A demanda enfraquecida das distribuidoras de combustíveis no período pós-Carnaval resultou em menor movimentação no mercado de etanol hidratado em São Paulo. Segundo análise do Cepea, a baixa liquidez observada na semana impactou diretamente os preços do biocombustível, que registraram queda nas negociações do mercado spot.
Proximidade da nova safra reduz interesse de compradores
Pesquisadores do Cepea destacam que as negociações têm ocorrido apenas em momentos considerados vantajosos para os compradores, refletindo a expectativa pela chegada da safra 2026/27, com início oficial previsto para 1º de abril de 2026. Parte das usinas deve iniciar a moagem da nova cana ainda em março, enquanto a maioria se prepara para começar em abril.
Condições climáticas podem alterar o início da moagem
As usinas permanecem atentas às previsões meteorológicas, que podem influenciar o calendário de produção. Para 2026, há previsão de retorno dos efeitos do El Niño, o que pode modificar os planos de início da moagem e impactar o abastecimento do mercado nas próximas semanas.
Usinas reduzem preços para encerrar o ciclo 2025/26
Do lado da oferta, algumas unidades produtoras estão finalizando os estoques da safra 2025/26. Para concluir o balanço do ciclo, parte dessas usinas tem optado por disponibilizar volumes adicionais de etanol a preços mais baixos, contribuindo para o recuo das cotações no mercado paulista.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
AGRONEGÓCIO
Mercado de arroz segue travado em abril, com preços firmes e baixa liquidez no Brasil
A primeira quinzena de abril consolidou um cenário de baixa liquidez no mercado de arroz, marcado pelo desalinhamento entre a oferta potencial e a disponibilidade efetiva do produto. Segundo o analista e consultor da Safras & Mercado, Evandro Oliveira, a formação de preços segue descolada do fluxo de negociações.
De acordo com ele, o comportamento do produtor tem sido determinante nesse contexto. A retenção estratégica dos estoques, motivada por margens abaixo do custo de produção, limita a oferta no mercado e reduz o volume de negócios.
Intervalo de preços indica estabilidade artificial no mercado
Durante o período, as cotações oscilaram dentro de uma faixa entre R$ 61 e R$ 68 por saca de 50 quilos, configurando um piso no curto prazo. No entanto, essa estabilidade não reflete um mercado ativo.
Segundo o analista, trata-se de uma estabilidade artificial, com preços ofertados, mas sem efetivação de negociações, em um ambiente de baixa profundidade no mercado spot.
Indústria compra apenas para reposição imediata
Do lado da demanda, a indústria manteve uma postura cautelosa, realizando aquisições pontuais e voltadas exclusivamente à reposição de curto prazo. Esse comportamento reforça o cenário de poucos negócios e contribui para a manutenção do mercado travado.
Exportações perdem competitividade com queda do dólar
No mercado externo, a competitividade do arroz brasileiro apresentou deterioração significativa ao longo da quinzena. O principal fator foi a valorização do real frente ao dólar, com a moeda norte-americana operando abaixo de R$ 5,00.
Esse movimento reduziu as margens de exportação (FOB), tornando inviável a participação do Brasil em mercados internacionais. Como consequência, o país atingiu paridade com os Estados Unidos, eliminando o diferencial competitivo necessário para exportações nas Américas.
Queda na demanda externa reduz ritmo de embarques
Após um início de ano com volumes expressivos, superiores a 600 mil toneladas no trimestre, o mercado registrou desaceleração nas exportações. A redução da atratividade do produto brasileiro resultou em retração da demanda internacional.
Com isso, as exportações deixaram de cumprir o papel de escoamento da produção, ampliando a pressão sobre o mercado interno.
Entrada da nova safra amplia oferta e pressiona dinâmica do mercado
O período também foi marcado pela transição entre o fim da entressafra e a chegada da nova safra, com avanço da colheita e consolidação de uma produção volumosa, com boa produtividade.
Esse aumento na oferta potencial, somado à retração das exportações e à baixa liquidez interna, reforça o cenário de desequilíbrio entre produção e comercialização.
Cotação do arroz registra leve alta na semana, mas segue abaixo de 2025
No Rio Grande do Sul, principal estado produtor, a média da saca de 50 quilos (58% a 62% de grãos inteiros, pagamento à vista) foi cotada a R$ 63,14 na quinta-feira (16), registrando alta de 0,77% em relação à semana anterior.
Na comparação mensal, o avanço foi de 7,12%. No entanto, em relação ao mesmo período de 2025, o preço ainda acumula queda de 18,14%, evidenciando o cenário desafiador para o setor orizícola.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
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