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Dólar abre em alta e mercado financeiro monitora juros, inflação e cenário global nesta terça-feira

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O dólar comercial iniciou os negócios desta terça-feira (7) em leve alta, após encerrar a sessão anterior no menor nível das últimas semanas. Logo na abertura, a moeda norte-americana era negociada ao redor de R$ 5,14, em um movimento de realização de lucros e ajuste de posições por parte dos investidores.

Na segunda-feira (6), o dólar fechou cotado a R$ 5,1322, com queda de 0,71%, acumulando desvalorização de aproximadamente 6,5% em 2026, desempenho favorecido pela entrada de recursos para mercados emergentes, pelo fortalecimento das exportações brasileiras e pela perda de força da moeda norte-americana no exterior.

Enquanto isso, o Ibovespa inicia o pregão desta terça-feira após recuar 0,93%, encerrando a sessão anterior aos 172.447 pontos. O movimento refletiu uma realização de lucros depois das recentes máximas históricas registradas pela bolsa brasileira.

Mercado acompanha inflação e expectativas para os juros

O foco dos investidores permanece voltado para a agenda econômica doméstica e internacional. No Brasil, os agentes monitoram novos indicadores de inflação e atividade econômica, que poderão influenciar as expectativas para os próximos passos da política monetária do Banco Central.

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No cenário externo, o mercado continua atento aos desdobramentos da política monetária dos Estados Unidos. A expectativa em torno da divulgação da ata da última reunião do Federal Reserve (Fed) e de novos indicadores econômicos mantém os investidores cautelosos, uma vez que qualquer sinalização sobre o ritmo dos cortes de juros pode alterar o fluxo global de capitais.

Esse ambiente de maior cautela tende a provocar oscilações tanto no câmbio quanto nos mercados de renda variável ao longo do pregão.

Dólar segue abaixo de R$ 5,20 e favorece importações

Mesmo com a alta registrada na abertura desta terça-feira, o dólar continua operando abaixo da faixa de R$ 5,20, nível considerado positivo para diversos segmentos da economia brasileira.

Para o agronegócio, um câmbio mais baixo reduz os custos de importação de fertilizantes, defensivos, máquinas agrícolas e outros insumos dolarizados. Por outro lado, exportadores acompanham atentamente a evolução da moeda, já que uma valorização do real tende a reduzir a competitividade das vendas externas.

Desempenho dos mercados
  • Dólar comercial
    • Cotação na abertura: aproximadamente R$ 5,14
    • Fechamento anterior: R$ 5,1322
    • Semana: -0,70%
    • Julho: -0,60%
    • Acumulado em 2026: -6,50%
  • Ibovespa
    • Fechamento anterior: 172.447 pontos
    • Semana: -0,93%
    • Julho: +0,25%
    • Acumulado em 2026: +7,03%
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A expectativa para o restante do pregão é de volatilidade moderada, com os investidores reagindo à divulgação de novos indicadores econômicos e ao comportamento dos mercados internacionais, fatores que deverão continuar determinando a trajetória do dólar e da bolsa brasileira nas próximas sessões.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Colheita passa da metade, mas chuva atrasa máquinas e aumenta risco de perdas

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A colheita do milho safrinha entrou na segunda metade no Brasil, puxada pelo avanço das máquinas em Mato Grosso. O ritmo nacional, entretanto, continua abaixo do registrado no ano passado, enquanto chuvas e elevada umidade dos grãos dificultam os trabalhos no Paraná e em Mato Grosso do Sul.

O último levantamento consolidado da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) mostrava 49,8% da área colhida até 18 de julho, ante 55,5% no mesmo período de 2025 e uma média de 56,7% nos últimos cinco anos. Dados estaduais divulgados posteriormente indicam que o País já ultrapassou a metade da área, embora ainda não exista um novo percentual nacional consolidado.

A segunda safra concentra aproximadamente 77% de todo o milho produzido no Brasil. A Conab estima uma colheita de 109,43 milhões de toneladas, dentro de uma produção total de 141,7 milhões de toneladas, considerando também as safras de verão e a terceira safra.

Mato Grosso está mais próximo de concluir os trabalhos. Até sexta-feira (24), os produtores haviam retirado o cereal de 90,66% da área, avanço de 11,74 pontos percentuais em uma semana. O índice supera ligeiramente os 90,37% observados no mesmo período do ano passado, mas permanece abaixo da média de 92,68% dos últimos cinco anos.

No Médio-Norte mato-grossense, principal polo produtor do cereal, a colheita chegou a 98,03%. Mantido o ritmo atual e sem novas interrupções climáticas, o Estado deverá encerrar a maior parte dos trabalhos entre o fim de julho e o início de agosto.

Mato Grosso deve colher um recorde de 57,06 milhões de toneladas, mais da metade de todo o milho segunda safra previsto pela Conab para o Brasil. A produtividade estadual foi estimada em 128,64 sacas por hectare, resultado favorecido pelo desempenho das lavouras do Médio-Norte.

A situação é diferente no Paraná. A colheita havia alcançado 29% da área no início da última semana, ante 40% no mesmo período de 2025 e 67% em 2024. Além do plantio mais tardio, as chuvas recentes impediram a entrada das máquinas em várias propriedades e mantiveram elevada a umidade dos grãos.

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O Paraná deverá concentrar a retirada do milho durante agosto. Parte dos trabalhos poderá avançar por setembro, especialmente nas áreas implantadas mais tarde. O Estado cultiva aproximadamente 2,9 milhões de hectares e espera colher cerca de 17,4 milhões de toneladas na segunda safra.

As precipitações da semana passada reduziram o ritmo, mas ainda não há confirmação de perdas expressivas provocadas diretamente pelas chuvas. Segundo técnicos do Departamento de Economia Rural do Paraná (Deral), o principal efeito observado até agora é operacional. O excesso de umidade impede a colheita e aumenta os gastos com secagem, mas a extensão de eventuais danos dependerá do tempo de permanência do milho maduro no campo.

Quanto maior a demora, maior o risco de germinação dos grãos na espiga, ocorrência de fungos, tombamento das plantas e redução do padrão comercial. A umidade também pode provocar filas nos armazéns e limitar o recebimento das cargas, sobretudo quando muitos produtores retomam a colheita ao mesmo tempo após a abertura do tempo.

Em Mato Grosso do Sul, a retirada do cereal chegou a 15,8% da área até 17 de julho, ante 8,2% na semana anterior. Apesar da aceleração, o Estado permanece atrás do ritmo da safra passada. As chuvas registradas desde junho elevaram a umidade dos grãos e retardaram a entrada das máquinas.

A produção sul-mato-grossense está estimada em 11,14 milhões de toneladas, cultivadas em 2,2 milhões de hectares. Historicamente, a colheita ganha força na segunda quinzena de julho e atinge o pico entre o fim deste mês e o início de setembro. Por isso, o atraso atual ainda pode ser parcialmente recuperado se houver uma sequência de dias secos.

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Goiás havia colhido 28% da área até 18 de julho. No Estado, a maior preocupação não está apenas no calendário. Períodos de estiagem registrados em abril e maio atingiram as lavouras durante fases importantes do desenvolvimento e reduziram o potencial produtivo em diferentes regiões.

A falta de chuva também afetou áreas de Minas Gerais, São Paulo e Piauí. Nesses locais, a colheita deverá confirmar perdas provocadas por espigas menores, falhas no enchimento dos grãos e redução da produtividade. O impacto varia conforme a época de plantio e o estágio em que cada lavoura enfrentou o déficit hídrico.

No Rio Grande do Sul, os temporais da última semana causaram alagamentos e danos em mais de 200 municípios. O impacto sobre a produção nacional de milho, porém, tende a ser limitado porque o Estado concentra sua produção na primeira safra, que já havia sido praticamente concluída antes das chuvas. Os maiores riscos imediatos estão nas estradas rurais, nas estruturas das propriedades e nas culturas de inverno.

Pelo calendário dos principais estados produtores, a maior parte da segunda safra brasileira deverá ser retirada até o fim de agosto. Áreas implantadas mais tarde no Paraná, em Mato Grosso do Sul e em partes do Matopiba poderão permanecer no campo durante setembro.

O volume final continuará elevado, mas a diferença entre as regiões será significativa. Mato Grosso caminha para uma colheita recorde e praticamente concluída, enquanto produtores de outros estados ainda enfrentam atraso, umidade excessiva ou perdas causadas pela estiagem.

Fonte: Pensar Agro

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