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Dólar inicia o dia em queda e Ibovespa renova máximas com foco em dados econômicos

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O dólar comercial abriu em queda nesta quinta-feira (29), acompanhando o movimento global de desvalorização da moeda americana diante de um cenário de maior apetite por risco. No início da sessão, a cotação girava em torno de R$ 5,19, refletindo o otimismo dos investidores com os próximos passos da política monetária no Brasil e nos Estados Unidos.

Enquanto isso, o Ibovespa, principal índice da bolsa de valores brasileira, mantém o ritmo de alta após ter renovado seu recorde de fechamento na véspera, aos 184.691 pontos. O desempenho positivo é impulsionado pelo fluxo estrangeiro e pela expectativa de novos cortes na taxa Selic ainda no primeiro semestre.

Mercado Cambial

A queda do dólar nesta quinta-feira ocorre em meio à leitura de que a economia americana começa a mostrar sinais de desaceleração, o que aumenta as apostas de que o Federal Reserve (Fed) poderá reduzir os juros ainda este ano. Esse cenário tende a favorecer moedas de países emergentes, como o real, que se valorizam diante da busca por rendimentos mais atrativos.

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No Brasil, a expectativa segue voltada para os próximos dados de inflação e atividade econômica, que devem orientar o Banco Central em relação ao ritmo de cortes na Selic. A combinação de juros mais baixos e entrada de capital estrangeiro tem sustentado o movimento de valorização do real nas últimas semanas.

Desempenho do Ibovespa

O Ibovespa segue firme em alta, sustentado principalmente pelo bom desempenho dos setores financeiro e de energia. As ações de grandes bancos e empresas de commodities figuram entre as mais negociadas do dia, refletindo a confiança dos investidores na recuperação econômica e na estabilidade fiscal do país.

Além disso, o ambiente externo mais favorável tem impulsionado a entrada de recursos estrangeiros na bolsa, o que reforça o ciclo positivo do mercado acionário brasileiro neste início de 2026.

Panorama Global

No exterior, as bolsas internacionais operam em compasso de espera por novos dados de inflação nos Estados Unidos e por declarações de dirigentes do Fed, que podem trazer sinais mais claros sobre os próximos passos da política de juros.

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A combinação de menor pressão inflacionária e expectativas de flexibilização monetária tem reforçado o movimento de queda do dólar frente a diversas moedas emergentes. No mesmo cenário, ativos de refúgio, como o ouro, também registram valorização.

Perspectivas

Analistas avaliam que o cenário atual favorece os mercados emergentes, especialmente o Brasil, que apresenta indicadores fiscais mais equilibrados e perspectivas positivas para o crescimento do PIB em 2026. Caso a tendência de corte de juros nos EUA se confirme, o real pode continuar ganhando força nas próximas semanas.

O comportamento do dólar e da bolsa seguirá condicionado às próximas divulgações econômicas e à sinalização das autoridades monetárias.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Guerra no Oriente Médio pode elevar custos no campo e pressionar inflação dos alimentos no Brasil

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As tensões geopolíticas no Oriente Médio voltaram a acender um alerta para o agronegócio global. Um estudo divulgado pelo Rabobank aponta que o prolongamento do conflito na região, aliado ao fechamento do Estreito de Ormuz — uma das principais rotas mundiais de transporte de petróleo — pode provocar aumento dos custos de produção agropecuária e pressionar a inflação dos alimentos no Brasil ao longo de 2026 e 2027.

Segundo a análise, o choque nos mercados de energia já está elevando os preços internacionais do petróleo e do gás natural, criando uma cadeia de impactos que alcança combustíveis, fertilizantes, transporte e logística agrícola.

Petróleo mais caro aumenta custos da produção rural

O relatório destaca que a valorização das commodities energéticas tem efeito direto sobre a atividade agropecuária. O diesel, principal combustível utilizado nas operações agrícolas e no transporte de cargas, tende a registrar alta de preços, elevando os custos desde o plantio até a distribuição dos alimentos.

Além disso, a produção mundial de fertilizantes depende fortemente de gás natural e derivados de petróleo. Com a elevação dos preços desses insumos, a tendência é de aumento nos gastos dos produtores rurais em diversas culturas.

De acordo com as projeções do Rabobank, o Índice de Commodities do Banco Central para Energia (IC-Br Energia) deverá encerrar 2026 com avanço de 41,6% na comparação anual, refletindo a disparada dos preços energéticos observada após a escalada do conflito.

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Agro sente impacto de forma gradual

Diferentemente do mercado de energia, onde os reflexos são imediatos, os efeitos sobre as commodities agrícolas costumam ocorrer de forma mais lenta.

O estudo avalia que os custos mais elevados de energia, frete, fertilizantes e logística devem ser gradualmente incorporados aos preços agrícolas. Como consequência, o Índice de Commodities Agropecuárias (IC-Br Agro) deve voltar a registrar valorização nos próximos meses.

A expectativa é que o indicador feche 2026 com crescimento de 8,8%, sinalizando um ambiente de custos mais elevados para a cadeia produtiva.

Outro fator de preocupação é a possibilidade de ocorrência de um fenômeno El Niño de forte intensidade, cenário que pode provocar alterações climáticas relevantes em importantes regiões produtoras, afetando produtividade e disponibilidade de alimentos.

Inflação dos alimentos pode ganhar força

O levantamento mostra que os alimentos in natura deverão ser os mais sensíveis aos efeitos do choque externo.

Frutas, hortaliças, legumes e outros produtos frescos costumam reagir rapidamente ao aumento dos custos de transporte, combustíveis e insumos agrícolas. Por isso, a projeção é que a inflação desse grupo alcance 9,6% ao final de 2026 e ultrapasse 10% em 2027.

Nos alimentos semielaborados e industrializados, o repasse tende a ocorrer de forma mais gradual. Estoques, contratos de fornecimento e maior diversificação de custos ajudam a amortecer os impactos iniciais da alta das commodities e da energia.

Mesmo assim, os analistas observam que o aumento dos custos deverá atingir toda a cadeia alimentícia ao longo dos próximos trimestres.

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Alimentação no domicílio deve permanecer pressionada

Após um período de desaceleração observado no início de 2026, a inflação dos alimentos consumidos dentro de casa pode voltar a acelerar.

As projeções indicam que a inflação de alimentação no domicílio deverá encerrar 2026 próxima de 6,1%, permanecendo acima dos níveis considerados confortáveis para o controle inflacionário.

Embora o índice deva apresentar desaceleração em 2027, os preços continuarão refletindo os efeitos acumulados da alta dos custos energéticos, das despesas logísticas e dos insumos agrícolas.

Agronegócio acompanha cenário com atenção

Especialistas destacam que o atual cenário reforça a importância do monitoramento dos mercados internacionais pelo setor agropecuário brasileiro.

O Oriente Médio ocupa posição estratégica no abastecimento global de petróleo e fertilizantes. Qualquer interrupção prolongada nos fluxos comerciais pode gerar volatilidade nos preços e afetar diretamente a competitividade do agronegócio.

Para produtores rurais, cooperativas, tradings e indústrias de alimentos, o principal desafio será administrar o aumento dos custos de produção em um ambiente marcado por incertezas geopolíticas, oscilações climáticas e maior volatilidade dos mercados globais.

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Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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