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Dólar recua após demissão de diretora do Fed; bolsas globais apresentam volatilidade

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O dólar iniciou o pregão desta terça-feira (26) em baixa de 0,21%, cotado a R$ 5,403. O Ibovespa, principal índice da bolsa brasileira, manteve-se praticamente estável no início do dia, refletindo cautela dos investidores diante de acontecimentos internacionais e indicadores econômicos domésticos.

Mercado brasileiro acompanha dólar e Ibovespa

Na segunda-feira (25), o dólar fechou em queda de 0,19%, a R$ 5,4153, enquanto o Ibovespa avançou 0,04%, alcançando 138.025 pontos.

  • Dólar
    • Semana: -0,19%
    • Mês: -3,31%
    • Ano: -12,37%
  • Ibovespa
    • Semana: +0,04%
    • Mês: +3,72%
    • Ano: +14,75%

No cenário interno, os investidores também aguardam a divulgação do IPCA-15 de agosto, a prévia da inflação, enquanto projeções do boletim Focus indicam revisão para baixo das expectativas de inflação pela 13ª semana consecutiva.

Demissão de Lisa Cook aumenta tensão no Fed

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou a demissão de Lisa Cook, membro do conselho de governadores do Federal Reserve. A decisão, de efeito imediato, gerou preocupação sobre a independência do banco central norte-americano.

Cook é a primeira mulher negra a ocupar uma cadeira na diretoria do Fed e resistiu a pressões de renúncia. A medida ocorre em meio a críticas frequentes de Trump à política de juros da instituição, que ele considera elevada.

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Reação dos mercados internacionais

A decisão do presidente americano teve impacto global:

  • Estados Unidos: Wall Street registrou recuo nos principais índices. O Dow Jones caiu 0,26%, o S&P 500 recuou 0,20% e o Nasdaq perdeu 0,18%.
  • Europa: Bolsas encerraram em baixa, com destaque para o DAX da Alemanha (-1,50%), CAC 40 da França (-1,59%) e STOXX 600 (-0,46%). A liquidez menor devido ao feriado no Reino Unido contribuiu para a volatilidade.
  • Ásia: Diferente do Ocidente, os mercados asiáticos fecharam em alta. O índice de Xangai subiu 1,51%, enquanto o CSI300 avançou 2,08%, atingindo níveis históricos recentes. Outros mercados também registraram ganhos: Nikkei (+0,41%), Hang Seng (+1,94%), Kospi (+1,30%), Taiex (+2,16%), Straits Times (+0,08%) e S&P/ASX 200 (+0,06%).
Perspectivas para investidores

A demissão de Lisa Cook reforça a incerteza política nos Estados Unidos e pressiona a atenção dos mercados sobre futuras decisões do Federal Reserve. No Brasil, o acompanhamento do IPCA-15 e das revisões do boletim Focus deve orientar as próximas oscilações do dólar e do Ibovespa.

Fonte: Portal do Agronegócio

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Fonte: Portal do Agronegócio

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AGRONEGÓCIO

Fim da escala 6×1 acende alerta no agro para alta de custos e impacto nos alimentos

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Entidades do agronegócio intensificaram nesta semana a mobilização contra a proposta que altera o modelo de jornada de trabalho no país, incluindo o fim da escala 6×1 e a redução da carga semanal de 44 para 40 horas. O setor avalia que os impactos podem ser superiores à média da economia, com reflexos diretos sobre custos, emprego e preço dos alimentos.

Estimativa preliminar do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) indica que a mudança pode elevar os custos entre 7,8% e 8,6% em atividades como agropecuária, construção e comércio — acima da média nacional de 4,7% sobre a massa de rendimentos.

No campo, o posicionamento mais contundente partiu do Sistema Faep, que reúne a Federação da Agricultura do Estado do Paraná, o Serviço Nacional de Aprendizagem Rural do Paraná (Senar-PR) e sindicatos rurais. A entidade encaminhou ofício a deputados e senadores solicitando a não aprovação da proposta, sob o argumento de que a medida compromete a eficiência produtiva e a competitividade do setor.

Segundo levantamento do Departamento Técnico e Econômico (DTE) do Sistema Faep, a redução da jornada pode gerar impacto de R$ 4,1 bilhões por ano apenas na agropecuária paranaense. A estimativa considera uma base de 645 mil postos de trabalho e uma massa salarial anual de R$ 24,8 bilhões.

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O estudo também aponta a necessidade de recomposição de 16,6% da força de trabalho para cobrir o chamado “vácuo operacional”, especialmente em atividades contínuas, como produção de proteínas animais e operações industriais ligadas ao agro.

A Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) também levou o tema à sua Comissão Nacional de Relações do Trabalho e Previdência Social. O debate interno reforçou a necessidade de que eventuais mudanças considerem as especificidades do campo, onde a produção segue ciclos biológicos e climáticos, muitas vezes incompatíveis com jornadas rígidas.

No segmento industrial, a Associação Brasileira da Indústria de Alimentos (ABIA) reconheceu a importância da discussão sobre qualidade de vida no trabalho, mas alertou para os efeitos econômicos de alterações abruptas. Em nota, a entidade destacou que pressões de custo ao longo da cadeia produtiva tendem a impactar diretamente o preço final dos alimentos e o acesso da população, sobretudo de menor renda.

Entre os principais pontos de preocupação do setor está a dificuldade operacional de atividades que não podem ser interrompidas. Cadeias como suinocultura, avicultura e produção de etanol exigem funcionamento contínuo, o que demandaria aumento de quadro de funcionários para manter o mesmo nível produtivo.

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Na prática, isso significa elevação de custos e possível perda de competitividade, tanto no mercado interno quanto nas exportações. Há também o risco de repasse desses custos ao consumidor, pressionando os preços dos alimentos.

Outro fator destacado é a sazonalidade da produção agropecuária. Etapas como plantio, colheita e manejo animal dependem de condições climáticas e janelas operacionais específicas, o que limita a aplicação de modelos padronizados de jornada.

A proposta em discussão no Congresso — a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 221/2019 — ainda está em fase de análise, mas tem mobilizado diferentes setores da economia. No caso do agronegócio, a avaliação predominante é de que mudanças estruturais nas relações de trabalho precisam ser acompanhadas de estudos técnicos aprofundados e regras de transição que evitem desequilíbrios na produção.

O setor defende que o debate avance, mas com base em dados e na realidade operacional do campo, para que eventuais ajustes na legislação não comprometam a oferta de alimentos nem a sustentabilidade econômica das atividades rurais.

Fonte: Pensar Agro

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