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Dólar tem leve baixa no Brasil e Ibovespa segue em alta com fluxo de capital estrangeiro

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Mercado financeiro acompanha dólar estável e ações em alta após cenário global incerto

O dólar comercial operou com pequena queda no Brasil nesta terça‑feira, mantendo‑se em torno de R$ 5,17, em um ambiente de cautela por parte dos investidores diante de temas como política tarifária dos Estados Unidos e fatores externos que influenciam os mercados emergentes. Na manhã desta terça, a moeda norte‑americana apresentou leve desvalorização, consolidando uma tendência de oscilação limitada nas últimas sessões.

Dólar segue em patamar baixo após recentes negociações

No início dos negócios, o dólar comercial marcou variações modestas, refletindo a ausência de movimentos bruscos no câmbio local. A cotação próxima a R$ 5,17 indica que o real tem conseguido sustentação frente ao dólar americano, em parte pela entrada de capital estrangeiro e pelo perfil de retomada de confiança em mercados emergentes. Esse cenário de relativa estabilidade vem sendo observado desde o fechamento do dia anterior, quando a moeda encerrou em leve queda.

Analistas destacam que a política tarifária dos Estados Unidos e as tensões geopolíticas no cenário internacional continuam no radar dos investidores, contribuindo para uma visão de risco moderado que impacta o comportamento do câmbio.

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Ibovespa impulsionado por investimentos internacionais

No mercado acionário, o principal índice brasileiro, o Ibovespa, mostrou desempenho positivo nas negociações recentes. O índice tem se beneficiado de expressivos fluxos de capital estrangeiro, que aportaram bilhões de reais em títulos e ações brasileiras no início de 2026, impulsionando a valorização dos papéis na B3.

O aumento da participação de investidores internacionais na bolsa reflete um movimento global de busca por ativos emergentes, diante de perspectivas mais favoráveis de retorno em mercados como o brasileiro. Esse fator tem sido determinante para a performance do Ibovespa, que atingiu níveis elevados nos pregões e contribui para um sentimento mais otimista entre os operadores locais.

Câmbio e fatores externos influenciam o agronegócio e a economia

A oscilação do dólar também tem impacto direto em setores sensíveis à taxa de câmbio, como o agronegócio, que depende de exportações e de custos de insumos precificados em moeda estrangeira. A combinação de um dólar em patamar relativamente baixo e de um Ibovespa aquecido por capitais estrangeiros alimenta expectativas de maior liquidez e atratividade para investidores no segmento.

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Mesmo com a estabilidade cambial temporária, o mercado acompanha de perto outras variáveis, como decisões de política monetária doméstica e internacional, além de eventos econômicos que podem alterar a trajetória do dólar e influenciar os mercados de ações nas próximas semanas.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Plano Brasil Soberano: Governo amplia crédito para fertilizantes

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Fabricantes de fertilizantes, produtores de matérias-primas intermediárias e mineradoras que abastecem o setor poderão contratar capital de giro pelo Plano Brasil Soberano. A mudança amplia o alcance do programa e procura dar fôlego financeiro a uma cadeia considerada estratégica para o agronegócio brasileiro.

Projetos industriais e tecnológicos ligados ao beneficiamento, refino e transformação de minerais críticos e estratégicos também terão acesso a recursos com custo reduzido. O encargo da fonte de financiamento caiu para 3% ao ano, ante percentuais que chegavam a 8% na aquisição de máquinas e equipamentos e a 6,5% em determinados investimentos.

A decisão foi tomada pelo Conselho Monetário Nacional (CMN) em reunião extraordinária realizada no fim de agosto. O colegiado também prorrogou por 12 meses o prazo para apresentação dos pedidos de financiamento ao Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). As empresas elegíveis poderão protocolar as solicitações até 31 de dezembro de 2027.

Para o produtor rural, o efeito não será direto. As linhas são destinadas às empresas que produzem, processam ou fornecem insumos para a fabricação de adubos. O objetivo é melhorar as condições financeiras da indústria e reduzir riscos de interrupção no abastecimento do campo.

A inclusão do capital de giro atende a uma característica do setor. Muitas empresas precisam pagar antecipadamente pelas matérias-primas importadas, arcar com frete, armazenagem e processamento e somente depois receber pelas vendas realizadas aos produtores ou distribuidores.

Esse intervalo exige grande disponibilidade de caixa. Quando o crédito fica caro ou escasso, as empresas podem reduzir compras, estoques e produção. A consequência chega às propriedades na forma de menor oferta, dificuldade para programar entregas e maior exposição às oscilações de preços.

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Antes da mudança, as empresas da cadeia de fertilizantes podiam recorrer ao Plano Brasil Soberano principalmente para comprar máquinas ou executar projetos de investimento. Agora, os recursos também poderão financiar despesas necessárias ao funcionamento diário das operações.

A medida ganha importância porque o Brasil importa mais de 80% dos fertilizantes que utiliza. Essa dependência deixa a produção agrícola vulnerável ao câmbio, às cotações internacionais, aos custos marítimos e a conflitos capazes de interromper rotas ou restringir a oferta mundial.

O país responde por cerca de 8% do consumo global de fertilizantes e ocupa a quarta posição entre os maiores consumidores. Soja, milho e cana-de-açúcar representam mais de 73% da demanda nacional, o que transforma o insumo em um componente decisivo dos custos das principais cadeias agrícolas.

O crédito mais barato para minerais estratégicos procura estimular investimentos em etapas que ainda são pouco desenvolvidas no Brasil. O país possui reservas minerais importantes, mas parte do material extraído é exportada sem processamento ou não chega a ser transformada internamente nos produtos necessários à agricultura.

Ao apoiar o beneficiamento, o refino e a transformação dentro do país, o governo tenta ampliar a capacidade industrial e diminuir a dependência de produtos acabados vindos do exterior. O resultado, entretanto, dependerá da execução dos projetos, que podem exigir licenciamento, infraestrutura, tecnologia e vários anos até o início da produção.

O percentual de 3% ao ano não representa necessariamente a taxa final que será paga pelas empresas. Ele corresponde ao custo da fonte de recursos e já considera a remuneração do BNDES. Nas operações indiretas, realizadas por bancos credenciados, ainda podem existir encargos do agente financeiro e custos relacionados ao risco do tomador.

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Por isso, a medida também não garante uma queda imediata no preço do fertilizante vendido ao agricultor. As cotações continuarão sujeitas ao câmbio, aos preços internacionais, ao frete, à oferta mundial de nutrientes e à demanda no período de plantio.

O ganho mais provável no curto prazo é a melhora das condições para que fabricantes e fornecedores mantenham estoques e cumpram contratos. No longo prazo, se os investimentos aumentarem a produção e o processamento de matérias-primas no Brasil, o setor poderá reduzir a exposição a crises externas e ganhar maior previsibilidade.

O acesso às linhas será restrito aos segmentos definidos conjuntamente pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (Mdic) e pelo Ministério da Fazenda. A relação de atividades autorizadas consta das portarias que regulamentam o Plano Brasil Soberano.

Criado para apoiar empresas afetadas pelo aumento das tarifas norte-americanas e pela instabilidade do comércio internacional, o programa passa a alcançar uma cadeia diretamente ligada à segurança produtiva do país. Para o campo, o efeito concreto será medido pela capacidade da política de ampliar a oferta interna, evitar falta de insumos e reduzir a dependência que hoje transforma qualquer crise internacional em custo adicional dentro da porteira.

Fonte: Pensar Agro

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