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Eficiência no Uso de Fertilizantes Ganha Destaque e Torna-se Estratégia Essencial no Campo
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Uso racional de fertilizantes é fundamental para reduzir perdas e ampliar a rentabilidade no campo
Em um cenário de maior pressão sobre custos e instabilidade na demanda, o mercado de fertilizantes no Brasil passa por um momento de atenção. Fatores como oscilações internacionais e carga tributária têm impactado o setor e reforçado a importância de um uso mais eficiente dos insumos agrícolas.
Nesse contexto, evitar desperdícios deixou de ser apenas uma boa prática e passou a ser uma estratégia essencial para garantir a rentabilidade das lavouras e o melhor aproveitamento dos recursos.
Os fertilizantes seguem como insumos fundamentais para o equilíbrio nutricional do solo e o desenvolvimento das culturas. No entanto, falhas no armazenamento ou na aplicação podem gerar perdas significativas, tanto financeiras quanto produtivas.
De acordo com o CEO da Naval Fertilizantes, Luís Schiavo, a agricultura moderna exige cada vez mais eficiência. Segundo ele, produzir mais com menos passa diretamente pelo uso correto dos fertilizantes, desde o planejamento até a aplicação final.
Armazenamento adequado de fertilizantes evita perdas antes da aplicação
Um dos principais pontos de atenção está no armazenamento. Quando mantidos de forma inadequada, os fertilizantes podem perder qualidade antes mesmo de serem utilizados.
O ideal é que sejam armazenados em locais cobertos, secos e ventilados, protegidos da umidade e da exposição direta ao sol. Condições inadequadas podem causar empedramento, perda de qualidade e até redução da concentração de nutrientes, comprometendo a eficiência no campo.
Planejamento agrícola e análise de solo evitam desperdícios de insumos
O planejamento baseado em análise de solo é essencial para evitar desperdícios. Aplicar fertilizantes sem conhecer as reais necessidades de cada área pode resultar em excesso ou deficiência de nutrientes.
Mesmo dentro de uma mesma propriedade, podem existir variações importantes entre talhões, como teor de argila e disponibilidade de nutrientes. Por isso, a análise detalhada é fundamental para ajustar corretamente as doses.
Além disso, a escolha do tipo de fertilizante também deve ser estratégica. Fertilizantes químicos, orgânicos e minerais apresentam características diferentes e devem ser utilizados conforme a cultura e o objetivo produtivo. Em muitos casos, a combinação de fontes pode potencializar os resultados.
Dose e momento de aplicação são decisivos para a eficiência dos fertilizantes
A ideia de que o aumento da quantidade de fertilizante eleva automaticamente a produtividade é um equívoco comum no campo. O excesso pode prejudicar a absorção de nutrientes e comprometer o desenvolvimento das plantas.
O equilíbrio nutricional é essencial para o desempenho das culturas. Além disso, o momento da aplicação influencia diretamente o aproveitamento dos nutrientes.
Fatores como estágio de desenvolvimento da cultura e condições climáticas devem ser considerados. A aplicação no período correto aumenta a absorção e reduz perdas por volatilização ou lixiviação.
Tecnologia no campo contribui para reduzir desperdícios e aumentar precisão
O uso de tecnologias agrícolas tem se tornado um importante aliado na redução de perdas. Ferramentas como agricultura de precisão, GPS agrícola, mapas de aplicação em taxa variável, sensores de solo, drones e softwares de gestão permitem maior controle sobre a distribuição dos insumos.
Essas soluções ajudam a evitar sobreposição de áreas e aplicações irregulares, aumentando a eficiência operacional e o aproveitamento dos fertilizantes.
Conceito dos 4Cs orienta manejo eficiente de fertilizantes
O uso racional de fertilizantes pode ser resumido no conceito dos 4Cs: fonte certa, dose certa, momento certo e local certo.
Quando esses princípios são aplicados corretamente, os resultados são otimizados e os impactos econômicos e ambientais são reduzidos. Especialistas destacam que esse modelo de manejo é fundamental para uma agricultura mais eficiente e sustentável.
Com a crescente demanda global por alimentos e a limitação da expansão de áreas agrícolas, a eficiência no uso de insumos se torna cada vez mais estratégica.
A adoção de práticas mais precisas e responsáveis é apontada como um dos principais caminhos para o futuro da produção agrícola, permitindo maior produtividade com menor desperdício de recursos.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
AGRONEGÓCIO
Com custos em alta, eficiência passa a definir competitividade no agro
A combinação de juros elevados, custos de produção pressionados, instabilidade geopolítica e preços mais baixos das commodities tem imposto desafios adicionais ao agronegócio brasileiro em 2026. Na Bahia, porém, produtores apostam em ganhos de produtividade, tecnologia e gestão para atravessar um dos cenários mais complexos dos últimos anos sem comprometer a expansão da atividade. A estratégia ganha relevância às vésperas da Bahia Farm Show, principal feira agrícola do Norte e Nordeste, que começa nesta semana em Luís Eduardo Magalhães.
O desafio não é pequeno. O aumento dos custos dos fertilizantes, impulsionado pelas tensões no Oriente Médio e pela valorização do petróleo, se soma ao crédito rural mais caro e às incertezas sobre o comportamento do clima na próxima safra. Ao mesmo tempo, produtores convivem com margens mais apertadas diante da acomodação dos preços internacionais da soja, do milho e do algodão.
Mesmo assim, o agro baiano chega ao novo ciclo sustentado por um diferencial que tem chamado a atenção do setor: o avanço consistente da produtividade. No Oeste da Bahia, principal fronteira agrícola do estado, a produção de soja registrou recordes sucessivos de rendimento nos últimos anos, resultado da adoção de novas tecnologias, melhor manejo agronômico e investimentos em genética e agricultura de precisão.
Os números ajudam a explicar o otimismo cauteloso dos produtores. Em 2025, a Bahia colheu uma safra recorde superior a 12,8 milhões de toneladas de grãos, com crescimento de 12,8% sobre o ano anterior. A soja alcançou 8,6 milhões de toneladas, avanço de 14,3%, enquanto o milho cresceu 18,2%. O algodão, uma das principais culturas de exportação do estado, também ampliou sua produção.
Para a safra 2025/26, as projeções apontam um novo avanço. Levantamentos do setor indicam que a produção baiana de grãos e fibras poderá superar 14 milhões de toneladas, consolidando a liderança do estado dentro da região do Matopiba, considerada a principal fronteira de expansão agrícola do país.
O desempenho do campo já vem refletindo diretamente na economia estadual. Dados da Superintendência de Estudos Econômicos e Sociais da Bahia mostram que a agropecuária cresceu 12,4% no quarto trimestre de 2025, desempenho muito superior ao avanço de 2,3% registrado pelo Produto Interno Bruto (PIB) da Bahia no mesmo período. O Valor Bruto da Produção agropecuária alcançou R$ 4,9 bilhões no trimestre, confirmando o papel do setor como principal motor da economia baiana.
Além das lavouras de grãos, outras cadeias vêm reforçando a diversificação do agro estadual. A produção de café avançou 5,1% em 2025, enquanto a cacauicultura registrou crescimento de 7%, beneficiada pela forte demanda internacional e pelos elevados preços da commodity. Na pecuária, o aumento dos abates e da produção de leite também contribuiu para sustentar a renda no interior do estado.
O principal desafio agora é manter a competitividade diante da escalada dos custos. Lideranças do setor avaliam que o produtor precisará ser ainda mais eficiente na gestão financeira, antecipando compras de insumos, reduzindo desperdícios e utilizando ferramentas de comercialização capazes de proteger margens. A palavra de ordem passou a ser planejamento.
Ao mesmo tempo, cresce a preocupação com fatores que escapam ao controle das fazendas. O comportamento do clima, a volatilidade dos mercados internacionais e possíveis interrupções nas cadeias globais de fertilizantes continuam no radar dos produtores. Para especialistas, a capacidade de combinar produtividade elevada com gestão de risco será decisiva para determinar quem conseguirá atravessar o atual ciclo de incertezas.
Se há um consenso entre lideranças do setor, é que a Bahia deixou de competir apenas pela expansão de área. O avanço do agro estadual passa cada vez mais pela capacidade de produzir mais por hectare, com maior eficiência e menor custo. Em um ambiente de margens pressionadas, a produtividade deixou de ser apenas um diferencial competitivo para se tornar uma condição de sobrevivência
Fonte: Pensar Agro
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