AGRONEGÓCIO
Emater-MG promove Circuito Frutificaminas e discute produção de banana no Sul de Minas
AGRONEGÓCIO
A Emater-MG realiza nos dias 15 e 16 de outubro duas etapas do Circuito Frutificaminas, voltadas à bananicultura e fruticultura no Sul de Minas. Os encontros ocorrerão nos municípios de Itanhandu e Passa Quatro e têm como objetivo capacitar produtores, estudantes e profissionais do setor, além de promover o debate sobre o desenvolvimento da atividade na região.
Temas do evento incluem manejo de banana e bioinsumos
Durante as atividades, os participantes terão acesso a palestras e práticas de campo ministradas por especialistas da Emater-MG. Os temas incluem:
- Produção de banana e frutas vermelhas;
- Fabricação e uso de caldas alternativas e bioinsumos;
- Conservação e reaproveitamento de frutas e vegetais;
- Manejo de bananais e preparo de caldas agroecológicas.
O objetivo é proporcionar capacitação técnica e troca de experiências entre produtores e profissionais da fruticultura regional.
Sul de Minas concentra grande parte da produção estadual de banana
As lavouras de banana no Sul de Minas ocupam cerca de 16 mil hectares, representando 32,2% da área plantada no estado. A safra estimada para 2025 é de 238 mil toneladas, com destaque para a banana-prata.
Os principais municípios produtores da região incluem Delfinópolis, Pedralva, Brazópolis, Andadas e Cristina, que lideram a produção local.
Programação detalhada em Itanhandu e Passa Quatro
- Itanhandu – 15 de outubro, às 8h
- Local: Comunidade Rural dos Noronhas
- Atividades: abertura, palestras sobre bananicultura, frutas vermelhas, bioinsumos e reaproveitamento de frutas; práticas de manejo de bananais e caldas agroecológicas.
- Contato: (35) 99216-0571 / [email protected]
- Passa Quatro – 16 de outubro, às 13h
- Local: Quilombo – Sítio do Caetano e Regina Dalva
- Atividades: demonstrações práticas conduzidas pelos coordenadores técnicos estaduais da Emater-MG Deny Sanábio (Fruticultura) e Fernando Tinoco (Agroecologia).
- Contato: (35) 99216-0598 / (35) 99208-0282 / [email protected]
A participação é gratuita, com inscrições realizadas no local no dia do evento.
Próximas etapas do Circuito Frutificaminas no Sul de Minas
O circuito segue percorrendo polos de produção no estado, com programação adaptada às demandas regionais e apoio das prefeituras. Para o Sul de Minas, estão previstas mais duas etapas em novembro:
- Itutinga: 25 e 26 de novembro
- Coqueiral: 27 de novembro
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
AGRONEGÓCIO
Crédito para silos terá juros de 8% em país com gargalo crescente
Produtores e cooperativas que pretendem construir, ampliar ou modernizar armazéns já conhecem as condições do Programa para Construção e Ampliação de Armazéns (PCA) para o ano agrícola 2026/27. O crédito, porém, ainda não pode ser contratado: o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) informa que a data de abertura dos pedidos será comunicada posteriormente às instituições financeiras.
Projetos de armazenagem de grãos com capacidade de até 12 mil toneladas terão taxa prefixada de até 8% ao ano. Nos demais empreendimentos enquadrados no programa, os juros poderão chegar a 9,5% ao ano.
O limite é de R$ 50 milhões por produtor e por ano agrícola para armazenagem de grãos. Para cooperativas de produção, o teto sobe para R$ 200 milhões. Nos projetos destinados a outros produtos financiáveis, o máximo é de R$ 25 milhões. A participação do BNDES pode alcançar 100% dos itens aprovados.
O prazo de pagamento será de até dez anos, com carência máxima de dois anos. As garantias serão negociadas entre o interessado e a instituição financeira credenciada. O programa ficará vigente até 30 de junho de 2027.
Além dos grãos, o PCA permite financiar armazéns e câmaras frias destinados a frutas, tubérculos, bulbos, hortaliças, fibras, açúcar e determinados derivados. Também podem ser apoiadas reformas, ampliações e modernizações, desde que os equipamentos atendam aos critérios estabelecidos pelo banco.
As novas condições são divulgadas em um momento de pressão crescente sobre a infraestrutura. A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) estima a produção brasileira de grãos da safra 2025/26 em 360,8 milhões de toneladas. Já a capacidade útil de armazenagem alcançou 233,8 milhões de toneladas no segundo semestre de 2025, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
A diferença entre os dois números, contudo, não representa automaticamente o déficit nacional. A produção ocorre ao longo de diferentes safras, e uma mesma estrutura pode receber e expedir mais de um lote durante o ano. Parte dos grãos também segue diretamente para indústrias, portos e consumidores. Ainda assim, a distância entre o crescimento das colheitas e a expansão dos armazéns revela um gargalo estrutural.
Entre 2010 e 2025, a capacidade estática brasileira cresceu, em média, 2,8% ao ano, enquanto a produção avançou 5% ao ano, segundo levantamento do Observatório Nacional de Transporte e Logística, ligado à Infra S.A. Com base na produção de 2023/24, o estudo calculou um déficit potencial de 88,5 milhões de toneladas.
A situação varia fortemente entre as regiões. Naquele levantamento, o Sudeste apresentava capacidade equivalente a 126,8% da produção regional, beneficiado principalmente pela estrutura existente em São Paulo. O Sul atingia 88,2%. No Centro-Oeste, principal região produtora do país, a proporção caía para 57,9%. Nordeste e Norte apresentavam os menores índices, de 54,2% e 45%, respectivamente.
Mato Grosso mostra com clareza essa contradição. O Estado possui a maior capacidade instalada do Brasil, com 64,2 milhões de toneladas, segundo o dado mais recente do IBGE. Mesmo assim, por liderar a produção nacional de soja e milho, apresentou no estudo da Infra S.A. a maior necessidade absoluta de armazenagem, estimada em aproximadamente 40,9 milhões de toneladas.
Goiás aparecia com carência próxima de 13 milhões de toneladas. Bahia, Maranhão, Tocantins e Piauí também estavam entre os pontos de maior pressão, refletindo o crescimento da produção em áreas nas quais a infraestrutura não avançou na mesma velocidade. No Sul, apesar da situação comparativamente melhor, Paraná e Rio Grande do Sul ainda registravam insuficiência de capacidade.
Para o produtor, o silo próprio pode reduzir a dependência de armazéns de terceiros, evitar filas durante a colheita e permitir que a venda seja feita em um momento mais favorável. A estrutura também pode diminuir gastos com transporte emergencial e perdas de qualidade.
A decisão exige, porém, um cálculo que vá além da taxa de juros. Construção, secagem, energia, manutenção, seguro, mão de obra, licenciamento e capacidade de utilização ao longo do ano interferem no retorno do investimento. Com as condições já divulgadas, o próximo passo será a abertura efetiva das contratações pelo BNDES.
Fonte: Pensar Agro
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