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Embrapa apresenta APIs e plataformas digitais no AgroSummit 2026

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A Embrapa levará um conjunto de soluções digitais, APIs e plataformas de gestão e análise de dados ao AgroSummit 2026, evento voltado à inovação e softwares para o agronegócio. O encontro será realizado no dia 20 de maio, no Expo Dom Pedro, em Campinas (SP), e está com inscrições abertas.

AgroSummit 2026 reúne tecnologia e inovação para o agronegócio

O AgroSummit 2026 será realizado no Expo Dom Pedro e deve reunir empresas, pesquisadores e especialistas do setor agropecuário para discutir soluções tecnológicas voltadas à gestão, produtividade e rastreabilidade no campo.

A participação da Embrapa terá como foco a apresentação de ferramentas digitais desenvolvidas pela instituição para aplicação direta no setor produtivo.

AgroAPI reúne 10 APIs para o agronegócio

Entre os destaques apresentados pela Embrapa está a plataforma AgroAPI, que estará disponível em um estande para demonstração ao público.

Atualmente, o catálogo conta com 10 APIs, sendo três delas no modelo freemium (com versão básica gratuita e planos pagos por volume de requisições), enquanto as demais são gratuitas.

APIs freemium oferecem dados climáticos, agrícolas e vegetativos

Entre as APIs com modelo freemium estão:

  • Agritec: fornece dados sobre plantio, cultivares, adubação e produtividade para apoio à gestão agrícola;
  • ClimAPI: disponibiliza previsões e dados climáticos;
  • SATVeg: baseada no Sistema de Análise Temporal da Vegetação, gera e visualiza índices vegetativos como NDVI e EVI para o Brasil e América do Sul.
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APIs gratuitas abrangem bioinsumos, solos e bioinformática

As APIs gratuitas incluem bases e ferramentas voltadas a diferentes áreas do conhecimento agropecuário, como:

  • Agrofit e Bioinsumos: banco de dados de defensivos agrícolas e bioinsumos registrados no Mapa;
  • BlueStarSting e PlantAnnot: informações sobre genes, proteínas e bioinformática;
  • SmartSolos Expert: classificação de solos do Brasil;
  • AgroTermos: vocabulário técnico do setor agropecuário;
  • Responde Agro: sistema de busca da coleção “500 Perguntas e 500 Respostas” da Embrapa.
BovTrace avança na rastreabilidade bovina

A plataforma AgroAPI também inclui o BovTrace, atualmente em fase de pré-lançamento. A solução permite o registro e a padronização de informações sobre a movimentação individual de bovinos, por meio de sistemas autorizados, fortalecendo a rastreabilidade na cadeia da pecuária.

  • SITE-MLog e plataforma do trigo ampliam análise de dados no agro
  • Além das APIs, a Embrapa apresentará duas plataformas voltadas à gestão e análise de dados.
  • SITE-MLog reúne inteligência da macrologística agropecuária

O Sistema de Inteligência Territorial Estratégica da Macrologística Agropecuária Brasileira (SITE-MLog) reúne informações sobre produção, armazenagem, processamento e exportação das principais cadeias do agronegócio brasileiro, incluindo algodão, bovinos, café, cana-de-açúcar, aves, laranja, madeira, milho, soja e suínos.

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Plataforma Trigo no Brasil detalha cadeia produtiva

A plataforma “Trigo no Brasil”, recém-lançada, apresenta dados interativos organizados por microrregiões, abrangendo toda a cadeia produtiva do cereal, desde a produção até importação, industrialização, consumo e exportação.

A solução é composta por 12 painéis organizados em seis eixos: produção, expansão produtiva, comércio exterior, industrialização e consumo, economia e cadeia produtiva.

Embrapa participa de debates sobre digitalização e rastreabilidade

Além da exposição no estande, a Embrapa participará do painel “Digitalização depois da porteira”, com o pesquisador Anderson Alves, da Embrapa Agricultura Digital, abordando a rastreabilidade nas cadeias produtivas.

O tema também será discutido em um webinar prévio ao evento, que abordará APIs, certificações e exigências internacionais para produtos agropecuários. A moderação será do pesquisador Anderson Alves, com participação de representantes da Associação Brasileira das Empresas de Certificação (Abcar), do Grupo J Müller e do Grupo Amaggi.

Serviço

Mais informações sobre o AgroSummit 2026 podem ser consultadas no site oficial: agrosummit.com.br.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Colheita passa da metade, mas chuva atrasa máquinas e aumenta risco de perdas

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A colheita do milho safrinha entrou na segunda metade no Brasil, puxada pelo avanço das máquinas em Mato Grosso. O ritmo nacional, entretanto, continua abaixo do registrado no ano passado, enquanto chuvas e elevada umidade dos grãos dificultam os trabalhos no Paraná e em Mato Grosso do Sul.

O último levantamento consolidado da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) mostrava 49,8% da área colhida até 18 de julho, ante 55,5% no mesmo período de 2025 e uma média de 56,7% nos últimos cinco anos. Dados estaduais divulgados posteriormente indicam que o País já ultrapassou a metade da área, embora ainda não exista um novo percentual nacional consolidado.

A segunda safra concentra aproximadamente 77% de todo o milho produzido no Brasil. A Conab estima uma colheita de 109,43 milhões de toneladas, dentro de uma produção total de 141,7 milhões de toneladas, considerando também as safras de verão e a terceira safra.

Mato Grosso está mais próximo de concluir os trabalhos. Até sexta-feira (24), os produtores haviam retirado o cereal de 90,66% da área, avanço de 11,74 pontos percentuais em uma semana. O índice supera ligeiramente os 90,37% observados no mesmo período do ano passado, mas permanece abaixo da média de 92,68% dos últimos cinco anos.

No Médio-Norte mato-grossense, principal polo produtor do cereal, a colheita chegou a 98,03%. Mantido o ritmo atual e sem novas interrupções climáticas, o Estado deverá encerrar a maior parte dos trabalhos entre o fim de julho e o início de agosto.

Mato Grosso deve colher um recorde de 57,06 milhões de toneladas, mais da metade de todo o milho segunda safra previsto pela Conab para o Brasil. A produtividade estadual foi estimada em 128,64 sacas por hectare, resultado favorecido pelo desempenho das lavouras do Médio-Norte.

A situação é diferente no Paraná. A colheita havia alcançado 29% da área no início da última semana, ante 40% no mesmo período de 2025 e 67% em 2024. Além do plantio mais tardio, as chuvas recentes impediram a entrada das máquinas em várias propriedades e mantiveram elevada a umidade dos grãos.

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O Paraná deverá concentrar a retirada do milho durante agosto. Parte dos trabalhos poderá avançar por setembro, especialmente nas áreas implantadas mais tarde. O Estado cultiva aproximadamente 2,9 milhões de hectares e espera colher cerca de 17,4 milhões de toneladas na segunda safra.

As precipitações da semana passada reduziram o ritmo, mas ainda não há confirmação de perdas expressivas provocadas diretamente pelas chuvas. Segundo técnicos do Departamento de Economia Rural do Paraná (Deral), o principal efeito observado até agora é operacional. O excesso de umidade impede a colheita e aumenta os gastos com secagem, mas a extensão de eventuais danos dependerá do tempo de permanência do milho maduro no campo.

Quanto maior a demora, maior o risco de germinação dos grãos na espiga, ocorrência de fungos, tombamento das plantas e redução do padrão comercial. A umidade também pode provocar filas nos armazéns e limitar o recebimento das cargas, sobretudo quando muitos produtores retomam a colheita ao mesmo tempo após a abertura do tempo.

Em Mato Grosso do Sul, a retirada do cereal chegou a 15,8% da área até 17 de julho, ante 8,2% na semana anterior. Apesar da aceleração, o Estado permanece atrás do ritmo da safra passada. As chuvas registradas desde junho elevaram a umidade dos grãos e retardaram a entrada das máquinas.

A produção sul-mato-grossense está estimada em 11,14 milhões de toneladas, cultivadas em 2,2 milhões de hectares. Historicamente, a colheita ganha força na segunda quinzena de julho e atinge o pico entre o fim deste mês e o início de setembro. Por isso, o atraso atual ainda pode ser parcialmente recuperado se houver uma sequência de dias secos.

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Goiás havia colhido 28% da área até 18 de julho. No Estado, a maior preocupação não está apenas no calendário. Períodos de estiagem registrados em abril e maio atingiram as lavouras durante fases importantes do desenvolvimento e reduziram o potencial produtivo em diferentes regiões.

A falta de chuva também afetou áreas de Minas Gerais, São Paulo e Piauí. Nesses locais, a colheita deverá confirmar perdas provocadas por espigas menores, falhas no enchimento dos grãos e redução da produtividade. O impacto varia conforme a época de plantio e o estágio em que cada lavoura enfrentou o déficit hídrico.

No Rio Grande do Sul, os temporais da última semana causaram alagamentos e danos em mais de 200 municípios. O impacto sobre a produção nacional de milho, porém, tende a ser limitado porque o Estado concentra sua produção na primeira safra, que já havia sido praticamente concluída antes das chuvas. Os maiores riscos imediatos estão nas estradas rurais, nas estruturas das propriedades e nas culturas de inverno.

Pelo calendário dos principais estados produtores, a maior parte da segunda safra brasileira deverá ser retirada até o fim de agosto. Áreas implantadas mais tarde no Paraná, em Mato Grosso do Sul e em partes do Matopiba poderão permanecer no campo durante setembro.

O volume final continuará elevado, mas a diferença entre as regiões será significativa. Mato Grosso caminha para uma colheita recorde e praticamente concluída, enquanto produtores de outros estados ainda enfrentam atraso, umidade excessiva ou perdas causadas pela estiagem.

Fonte: Pensar Agro

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