AGRONEGÓCIO
Escola de Enoturismo é lançada no Brasil e aposta na profissionalização do turismo do vinho
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O avanço do enoturismo no Brasil abriu espaço para uma nova etapa de profissionalização do setor. Com vinícolas ampliando experiências, fortalecendo marcas e diversificando receitas, surge agora a primeira Escola de Enoturismo das Américas, iniciativa criada para capacitar profissionais e preparar empreendimentos para o novo momento vivido pela vitivinicultura nacional.
O lançamento oficial da Escola de Enoturismo ocorrerá durante a Wine South America, em Bento Gonçalves (RS), reunindo representantes da cadeia vitivinícola brasileira em torno de uma proposta inédita de formação especializada. A iniciativa foi idealizada pelos especialistas Artur Farias, Ivane Fávero e Lucinara Masiero.
A primeira turma presencial terá apenas 20 vagas, com início previsto para julho, em um formato voltado à imersão prática e conexão direta com a realidade do mercado. As inscrições serão abertas durante a feira por meio das redes oficiais da escola.
Setor do vinho amplia importância econômica no turismo brasileiro
O crescimento do enoturismo vem transformando o vinho em um importante vetor econômico para regiões produtoras. Mais do que a comercialização da bebida, o setor passou a integrar atividades ligadas à hotelaria, gastronomia, transporte, cultura, comércio e hospitalidade.
A proposta da Escola de Enoturismo surge justamente para atender uma demanda crescente por mão de obra qualificada em um mercado que evoluiu rapidamente nos últimos anos. O projeto foi estruturado sobre três pilares centrais: Origem, Experiência e Negócio.
Segundo Ivane Fávero, o enoturismo começa pela valorização do território e da identidade cultural das regiões produtoras.
“O vinho carrega paisagem, cultura, memória, tradição e pertencimento. A Escola nasce para ajudar profissionais e empreendimentos a traduzirem isso em experiências verdadeiras”, destaca.
Já Lucinara Masiero afirma que o perfil do consumidor mudou e passou a exigir experiências mais autênticas e emocionais.
“Hoje, o visitante não busca apenas degustar um vinho. Ele quer viver histórias, criar conexões e sentir pertencimento. O enoturismo contemporâneo exige profissionais preparados para transformar atendimento em experiência”, explica.
Para Artur Farias, o enoturismo deixou de ser apenas uma atividade complementar das vinícolas e passou a ocupar posição estratégica dentro dos negócios.
“Hoje ele impacta faturamento, posicionamento de marca, relacionamento com o consumidor e desenvolvimento regional. Isso exige gestão, visão de mercado e profissionalização”, afirma.
Formação terá aulas presenciais e programas online
Além da formação presencial em Bento Gonçalves, a Escola de Enoturismo também oferecerá programas online voltados a profissionais, empreendedores, vinícolas e destinos turísticos de diferentes regiões do país.
A proposta inclui capacitação contínua, atualização profissional e intercâmbio de experiências ligadas às transformações do enoturismo contemporâneo, incluindo módulos em diferentes níveis e formação em idiomas.
As aulas presenciais serão realizadas no Auditório Sicredi Agro, em Bento Gonçalves, com apoio do Sicredi Serrana, instituição que apoia projetos ligados ao desenvolvimento regional e ao fortalecimento do turismo do vinho.
Mercado global do enoturismo deve ultrapassar US$ 100 bilhões até 2030
O lançamento da Escola de Enoturismo ocorre em um momento de forte expansão do turismo ligado ao vinho em escala global.
Dados da consultoria internacional Grand View Research apontam que o mercado mundial de turismo do vinho movimentou cerca de US$ 46,4 bilhões em 2023. A projeção é que o setor ultrapasse US$ 106 bilhões até 2030, com taxas de crescimento próximas de 13% ao ano.
No Brasil, o movimento já impacta diretamente as vinícolas. Informações do Sebrae indicam que mais de 85% das vinícolas brasileiras investem atualmente em experiências turísticas para ampliar receitas e fortalecer o relacionamento com consumidores.
Somente no Rio Grande do Sul, principal polo do enoturismo nacional, mais de 71 mil experiências enoturísticas foram comercializadas em 2025 pela plataforma Wine Locals. O volume representa crescimento próximo de 60% em relação ao ano anterior, enquanto o ticket médio das experiências atingiu R$ 510, reforçando o aumento do valor agregado do setor.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
AGRONEGÓCIO
Exportações brasileiras de soja disparam em maio e ANEC projeta embarques acima de 15,8 milhões de toneladas
As exportações brasileiras de soja seguem em ritmo acelerado em 2026. Dados divulgados pela Associação Nacional dos Exportadores de Cereais (ANEC) apontam que os embarques da oleaginosa devem alcançar 15,87 milhões de toneladas em maio, consolidando um avanço expressivo frente ao mesmo período do ano passado.
O levantamento da entidade, com base na programação de navios até a semana 20 de 2026, mostra que o Brasil já exportou 58,97 milhões de toneladas de soja entre janeiro e maio. No mesmo intervalo de 2025, o volume acumulado havia sido de 54,26 milhões de toneladas, indicando crescimento consistente da demanda internacional pelo grão brasileiro.
Soja lidera pauta exportadora do agro brasileiro
Somente na semana entre 24 e 30 de maio, os portos brasileiros devem embarcar cerca de 3,59 milhões de toneladas de soja. Na semana anterior, o volume programado era de 3,41 milhões de toneladas.
Os principais corredores de exportação seguem concentrados nos portos de:
- Santos
- Barcarena
- São Luís/Itaqui
- Paranaguá
- Rio Grande
O Porto de Santos lidera novamente a movimentação, com previsão superior a 816 mil toneladas embarcadas na semana analisada.
A forte presença da China continua sustentando os embarques brasileiros. Segundo a ANEC, os chineses responderam por 70% das importações da soja brasileira entre janeiro e abril de 2026. Espanha e Turquia aparecem na sequência, com 4% cada.
Farelo de soja mantém crescimento nas exportações
O farelo de soja também apresenta desempenho positivo no acumulado do ano. As exportações do derivado somaram 10,41 milhões de toneladas até maio, acima do registrado no mesmo período de 2025.
Para maio, a expectativa é de embarques próximos de 2,63 milhões de toneladas, reforçando a competitividade do processamento brasileiro no mercado internacional.
Entre os principais destinos do farelo brasileiro estão:
- Indonésia
- Tailândia
- Irã
- Holanda
- Polônia
A Indonésia lidera as compras externas do produto, com participação de 20% no período analisado.
Exportações de milho avançam, mas ainda abaixo do potencial da safrinha
Os embarques de milho começam a ganhar força, embora ainda estejam distantes do pico sazonal esperado para o segundo semestre. Em maio, a previsão da ANEC aponta exportações de aproximadamente 367 mil toneladas.
No acumulado do ano, o cereal soma 5,84 milhões de toneladas exportadas. O volume ainda permanece abaixo do ritmo observado em igual período de 2025, reflexo do calendário da segunda safra e da maior retenção do produto no mercado interno.
Os principais compradores do milho brasileiro em 2026 foram:
- Egito
- Vietnã
- Irã
- Argélia
- Malásia
O Egito aparece como principal destino, absorvendo 27% das exportações brasileiras do cereal entre janeiro e abril.
Complexo agroexportador mantém força em 2026
Somando soja, farelo, milho, trigo, DDGS e sorgo, o Brasil já movimentou mais de 76,7 milhões de toneladas no acumulado de 2026 até maio, segundo a ANEC.
O desempenho reforça o protagonismo do agronegócio brasileiro no comércio global de grãos, especialmente diante da forte demanda asiática e da competitividade logística dos principais portos nacionais.
Especialistas do setor avaliam que o comportamento do câmbio, os prêmios portuários e o avanço da colheita da safrinha serão determinantes para o ritmo dos embarques nos próximos meses.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
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