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Etanol inicia abril em queda e amplia perdas no mercado de Paulínia

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Os preços do etanol começaram abril em queda, revertendo o movimento de valorização observado ao longo de março. De acordo com dados do Cepea/Esalq, o mercado já apresenta sinais de maior pressão sobre o biocombustível neste início de mês.

Indicador semanal registra queda superior a 2%

No período de 30 de março a 2 de abril, o etanol hidratado foi negociado a R$ 2,8875 por litro no indicador semanal, o que representa uma queda de 2,11% em relação à semana anterior.

O recuo interrompe a sequência de altas registrada anteriormente e indica mudança no comportamento do mercado.

Preço em Paulínia também recua no início do mês

No Indicador Diário Paulínia (SP), referência para o setor, o etanol hidratado foi cotado a R$ 2.954,50 por metro cúbico no dia 2 de abril, com queda de 1,43% frente ao dia anterior.

Com esse desempenho, o indicador acumula retração de 2,41% em abril, reforçando o cenário de desvalorização no curto prazo.

Mercado inicia abril mais pressionado

O comportamento dos preços indica um início de mês mais desafiador para o setor sucroenergético, após um período de recuperação em março. A tendência de curto prazo dependerá da evolução da demanda e da oferta nas próximas semanas.

Produção de etanol cresce no Norte e Nordeste mesmo com queda na moagem de cana
  • Safra 2025/26 registra mix mais alcooleiro e avanço do biocombustível, apesar de recuo na produção de açúcar
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A safra 2025/2026 de cana-de-açúcar nas regiões Norte e Nordeste apresenta um cenário de menor moagem, mas com aumento na produção de etanol. Os dados são da Associação de Produtores de Açúcar, Etanol e Bioenergia (NovaBio), com base em informações do Ministério da Agricultura.

Moagem recua, mas produção mantém ritmo relevante

Até o fim de fevereiro, a moagem totalizou 52,8 milhões de toneladas, queda de 4,1% em relação ao mesmo período da safra anterior.

Na Região Norte, o volume processado foi de 6,9 milhões de toneladas, recuo de 5,3%. Já no Nordeste, a moagem atingiu 45,8 milhões de toneladas, queda de 4%.

Produção de açúcar cai mais de 13% na comparação anual

A produção de açúcar somou 2,988 milhões de toneladas no período, representando uma retração de 13,8% em relação ao ciclo anterior. O resultado reflete a priorização da produção de etanol pelas usinas.

Produção de etanol avança com destaque para o milho

A produção total de etanol nas duas regiões alcançou 2,790 milhões de metros cúbicos até fevereiro, crescimento expressivo frente aos 2,156 milhões registrados no mesmo período anterior.

No etanol de cana, a produção de anidro somou 852,8 mil metros cúbicos, alta de 3,4%, enquanto o hidratado registrou 1,289 milhão de metros cúbicos, com leve queda de 3,2%.

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Já o etanol de milho apresentou avanço significativo, totalizando 648,5 mil metros cúbicos, sendo 557,3 mil de anidro e 91,2 mil de hidratado.

Clima e cenário internacional influenciam safra

Segundo a NovaBio, a safra tem sido marcada por chuvas irregulares e forte variabilidade climática. Além disso, fatores externos também impactaram o setor, como a volatilidade do mercado internacional do açúcar e mudanças no cenário geopolítico.

Qualidade da cana apresenta queda no ciclo

Os indicadores de Açúcar Total Recuperável (ATR) apontam recuo de 7% na qualidade da matéria-prima. O índice por tonelada também caiu 3% na comparação anual, refletindo os desafios climáticos enfrentados ao longo da safra.

Avanço da safra se aproxima da reta final

Até fevereiro, o setor atingiu 89,5% da moagem prevista para a safra 2025/2026. A Região Norte já alcançou 97% da estimativa, enquanto o Nordeste chegou a 88,5%.

Estoques de etanol recuam mais de 10%

Os estoques totais de etanol somaram 343,7 mil metros cúbicos ao final de fevereiro, queda de 10,25% em relação ao ano anterior.

O etanol anidro apresentou retração de 9,05%, enquanto o hidratado registrou queda ainda mais acentuada, de 11,83%, indicando maior escoamento da produção ao longo do período.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Algodão dispara e atinge maior preço em dois anos, impulsionado pelo petróleo e mercado externo

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O mercado de algodão iniciou o segundo trimestre de 2026 com forte valorização, alcançando o maior patamar de preços em dois anos. De acordo com análise semanal do Instituto Mato-Grossense de Economia Agropecuária (Imea), o indicador do algodão em pluma do Cepea/Esalq chegou a 81,91 centavos de dólar por libra-peso, nível não registrado desde o fim de março de 2024.

A recente alta marca uma virada relevante no comportamento do mercado, após um ciclo de queda observado ao longo de 2024 e 2025. Naquele período, as cotações chegaram a recuar abaixo de 70 centavos de dólar por libra-peso e atingiram níveis inferiores a 63 centavos no final de 2025.

Recuperação ganha força em 2026

A retomada dos preços começou a ganhar consistência ao longo do primeiro trimestre de 2026, impulsionada principalmente pela valorização dos contratos na bolsa de Nova York e pela alta do petróleo no mercado internacional.

O avanço do petróleo tem papel estratégico nesse movimento, já que eleva o custo das fibras sintéticas, tornando o algodão mais competitivo no mercado global. Esse fator tem sustentado a demanda pela fibra natural, contribuindo para a recuperação das cotações.

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Oferta restrita e demanda aquecida sustentam preços

Segundo o Cepea, desde março os vendedores adotaram uma postura mais firme nas negociações, acompanhando o cenário internacional mais favorável. Ao mesmo tempo, a indústria têxtil nacional e as tradings voltadas à exportação ampliaram o ritmo de compras, reforçando a demanda.

Esse equilíbrio entre oferta mais restrita e consumo aquecido tem dado suporte ao atual patamar de preços, consolidando o movimento de valorização no curto prazo.

Margens do produtor ganham fôlego

Com a alta recente, o cenário tende a ser mais positivo para os produtores brasileiros. O avanço das cotações reduz a pressão sobre as margens da cultura, especialmente em um contexto de custos ainda elevados.

A perspectiva, segundo analistas, é de que o mercado continue atento aos desdobramentos do petróleo e ao comportamento da demanda global, fatores que devem seguir como principais direcionadores dos preços do algodão nos próximos meses.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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