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Exporta Mais Brasil Gera Mais de US$ 2 Milhões em Negócios de Máquinas Agrícolas em Esteio

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Entre os dias 3 e 4 de setembro, Esteio (RS) recebeu as rodadas de negócios do programa Exporta Mais Brasil – Máquinas e Equipamentos Agrícolas, promovido pela ApexBrasil, durante a 48ª Expointer, uma das maiores feiras agropecuárias da América Latina.

O evento contou com a participação de nove compradores de seis países – África do Sul, Angola, Colômbia, Índia, Indonésia e Uruguai – e 27 empresas brasileiras, totalizando 150 reuniões de negócios. Segundo a ApexBrasil, o encontro gerou US$ 850 mil em negócios imediatos e US$ 1,4 milhão em negociações previstas para os próximos 12 meses. As rodadas aconteceram no estande da Federação das Indústrias do Estado do Rio Grande do Sul (FIERGS).

Visita Técnica Destaca Inovação Brasileira

A programação incluiu visita técnica à Marcher Brasil Agroindustrial, referência no desenvolvimento de soluções para armazenamento de grãos secos ou úmidos e silagem em silos-bolsa.

Gabriel Isaacson, representante do Escritório Regional da ApexBrasil, destacou a importância do evento para mostrar a tecnologia brasileira no agronegócio:

“O agronegócio brasileiro é referência mundial. Trazer compradores internacionais para visitar nossas indústrias demonstra que produzimos equipamentos confiáveis, robustos e capazes de aumentar a produtividade de clientes no exterior.”

Bernardo Frantz, representante da Marcher, reforçou a relevância do contato direto com compradores internacionais:

“É um prazer receber profissionais do mundo todo e apresentar soluções da agricultura e pecuária brasileira para o mercado internacional.”

Compradores Destacam Oportunidades e Soluções

Wanderley Ribeiro, comprador de Angola, avaliou positivamente a experiência:

“Encontrei soluções de máquinas e equipamentos que atendem às nossas necessidades. Identifiquei quatro empresas com as quais vamos fechar negócios de equipamentos e serviços de engenharia.”

Riyaadh Ahmed, da África do Sul, também destacou o impacto do programa:

“A assistência da ApexBrasil e as rodadas de negócios foram incríveis. Haverá muitos negócios, e estamos ansiosos para novas reuniões com essas empresas.”

Tarifa Americana Impulsiona Busca por Novos Mercados

O setor de Máquinas e Equipamentos Agrícolas do Brasil enfrenta impacto da tarifa de 50% imposta pelos Estados Unidos. Em 2024, o Brasil exportou US$ 55,6 milhões para o segmento, sendo 12% das exportações direcionadas ao país norte-americano.

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A ApexBrasil identificou 72 países alternativos com potencial para absorver produtos brasileiros, incluindo Bélgica, China, Ucrânia, México e África do Sul, reforçando a importância do Exporta Mais Brasil como mecanismo de diversificação de mercados.

Segundo o programa, a aproximação direta entre compradores internacionais e empresas brasileiras aumenta a confiança, gera segurança e amplia oportunidades de negócios, fortalecendo a presença do Brasil em mercados estratégicos fora dos Estados Unidos.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Investigação expõe disputa com China e acende alerta no mercado brasileiro

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A abertura de investigação pelo governo brasileiro sobre possível dumping nas importações de proteína de soja chinesa ocorre em paralelo a um cenário mais amplo de tensão comercial envolvendo o principal produto do agronegócio nacional: a soja em grão. Embora o foco formal da apuração seja um derivado específico, o movimento expõe o grau de sensibilidade da relação comercial entre Brasil e China, destino de mais de 70% das exportações brasileiras do complexo soja.

O Brasil embarca anualmente entre 95 milhões e 105 milhões de toneladas de soja em grão, dependendo da safra, consolidando-se como o maior exportador global. Desse total, a China absorve a maior parte, com compras que frequentemente superam 70 milhões de toneladas por ano. Trata-se de uma relação de alta dependência: para o Brasil, a China é o principal comprador; para os chineses, o Brasil é o principal fornecedor.

O problema é que esse fluxo não é livre de mecanismos de controle. A China opera com um sistema indireto de regulação das importações, baseado principalmente em licenças, controle de esmagamento e gestão de estoques estratégicos. Na prática, isso funciona como uma espécie de “cota informal”. O governo chinês pode reduzir ou ampliar o ritmo de compras ao liberar menos ou mais permissões para importadores e indústrias locais.

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Esse mecanismo ficou evidente nos últimos ciclos. Em momentos de margens apertadas na indústria chinesa de esmagamento, quando o farelo e o óleo não compensam o custo da soja importada, o país desacelera as compras. O resultado é imediato: pressão sobre os prêmios nos portos brasileiros e maior volatilidade de preços.

Além disso, há um fator estrutural. A China vem buscando diversificar fornecedores e reduzir riscos geopolíticos. Mesmo com a forte dependência do Brasil, o país mantém canais ativos com os Estados Unidos e outros exportadores, utilizando o volume de compras como ferramenta de negociação comercial.

No caso específico da proteína de soja, produto industrializado voltado principalmente à alimentação humana, o impacto direto sobre o produtor rural tende a ser limitado. Ainda assim, a investigação conduzida pela Secretaria de Comércio Exterior, ligada ao Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, sinaliza um endurecimento na política comercial brasileira em relação à China, ainda que pontual.

O processo analisa indícios de venda a preços abaixo do custo de produção, prática conhecida como dumping, no período entre julho de 2024 e junho de 2025. Caso seja confirmada, o Brasil pode aplicar tarifas adicionais por até cinco anos.

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O ponto de atenção é que, embora tecnicamente restrita, qualquer medida nessa direção exige calibragem. A China é, de longe, o maior cliente da soja brasileira e um dos principais destinos de produtos do agronegócio como carne bovina e de frango. Movimentos comerciais, mesmo que setoriais, são acompanhados de perto pelo mercado.

Para o produtor, o cenário reforça um ponto central: o preço da soja no Brasil não depende apenas de oferta e demanda internas, mas de decisões estratégicas tomadas em Pequim. Ritmo de compras, gestão de estoques e margens da indústria chinesa seguem sendo os principais determinantes de curto prazo.

Na prática, a investigação atual não muda o fluxo da soja em grão, mas escancara a dependência brasileira de um único mercado e o grau de exposição a decisões comerciais externas.

Fonte: Pensar Agro

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