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Exportações de café recuam 6% em fevereiro, mas acumulado da safra 2025/26 cresce

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As exportações de café dos países membros e não-membros da Organização Internacional do Café (OIC) totalizaram 11,46 milhões de sacas de 60 quilos em fevereiro, quinto mês da safra mundial 2025/26. O volume representa uma retração de 5,7% em relação às 12,15 milhões de sacas registradas no mesmo mês de 2025.

Crescimento no acumulado da safra 2025/26

Apesar da queda mensal, os embarques acumulados entre outubro de 2025 e fevereiro de 2026 apresentaram aumento de 4,5%, somando 57,77 milhões de sacas, contra 55,3 milhões de sacas no mesmo período da safra anterior (2024/25).

Arábica perde espaço; robusta registra alta

O desempenho por tipo de café mostra cenários distintos:

  • Café arábica: exportações totalizaram 83,63 milhões de sacas nos últimos 12 meses (março de 2025 a fevereiro de 2026), queda de 3,22% em relação ao período anterior, que somou 86,42 milhões de sacas.
  • Café robusta: os embarques cresceram 14%, alcançando 59,15 milhões de sacas, frente a 51,90 milhões no período anterior.
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O levantamento evidencia que, mesmo com a retração mensal, o mercado global de café mantém tendência de crescimento no acumulado da safra, com destaque para o café robusta.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Frigoríficos voltam às compras e boi gordo reage em parte do país

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A necessidade de completar as escalas de abate levou frigoríficos a aumentar as compras de gado e abriu espaço para a recuperação da arroba em algumas regiões. O movimento foi mais evidente em Goiás e Mato Grosso do Sul, mas ainda não representa uma alta generalizada do boi gordo no país.

Em Goiânia, a arroba a prazo encerrou a quinta-feira, 16, em R$ 320, alta semanal de 1,59%. Em Dourados, o preço chegou a R$ 325, avanço de 1,56%. São Paulo permaneceu em R$ 330, enquanto Cuiabá ficou em R$ 320 e Uberaba, em R$ 310. Em Vilhena, na contramão, houve queda para R$ 310.

A diferença entre as praças mostra que o poder de negociação continua ligado à situação de cada frigorífico. Empresas com escalas mais curtas aceitaram pagar mais para garantir animais, enquanto unidades abastecidas mantiveram as ofertas.

A continuidade da reação dependerá principalmente da disponibilidade de gado terminado e do ritmo de abate. Se a indústria voltar a alongar as escalas, a pressão compradora poderá diminuir.

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O mercado também acompanha os efeitos da cota criada pela China para a carne brasileira. Em 2026, até 1,106 milhão de toneladas podem entrar no país asiático sem a tarifa adicional de 55%. Frigoríficos e analistas já consideram o limite comprometido por cargas entregues e produtos ainda em trânsito.

A restrição não impede novos embarques, mas torna as vendas que ultrapassarem a cota menos competitivas. Como a China é o principal destino da carne bovina brasileira, uma redução das compras poderá limitar a capacidade dos frigoríficos de sustentar preços maiores pela arroba.

Por enquanto, as exportações totais continuam fortes. Até a segunda semana de julho, o Brasil embarcou 104,7 mil toneladas de carne bovina fresca, refrigerada ou congelada, com receita de US$ 668,1 milhões, segundo dados da Secretaria de Comércio Exterior.

Na comparação com julho do ano passado, a média diária exportada cresceu 8,7%. O preço médio avançou 15%, para US$ 6.382 por tonelada, e ajudou a elevar em 25% a receita diária.

No mercado interno, o comportamento dos cortes foi desigual. O quarto dianteiro caiu para R$ 19 por quilo, enquanto o traseiro subiu para R$ 26. A perda de força do consumo na segunda quinzena e a concorrência da carne de frango dificultam reajustes mais amplos.

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Para o pecuarista, o momento é de acompanhar as escalas e comparar ofertas. A arroba encontrou sustentação onde a indústria precisou comprar, mas a reação ainda depende de uma oferta controlada de animais e da capacidade dos exportadores de compensar a provável redução dos negócios com a China.

Fonte: Pensar Agro

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