AGRONEGÓCIO
Exportações de Ovos do Espírito Santo Crescem e Reforçam o Agronegócio Capixaba
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Espírito Santo lidera crescimento nas exportações de ovos em 2025
As exportações de ovos produzidos no Espírito Santo registraram forte expansão ao longo de 2025, consolidando o estado como um dos principais polos exportadores do país. De acordo com dados da Secretaria de Agricultura, Pecuária, Aquicultura e Pesca (Seag), divulgados em fevereiro de 2026, o estado embarcou cerca de 1,6 mil toneladas do produto entre janeiro e maio de 2025, o que gerou aproximadamente US$ 3,6 milhões em receita.
Esse desempenho representa alta de 682% no valor exportado e crescimento de 370% no volume embarcado em relação ao mesmo período de 2024 — um avanço expressivo que reforça o protagonismo capixaba no mercado internacional.
Estados Unidos são o principal destino das exportações capixabas
O levantamento da Seag aponta que os Estados Unidos concentraram 97% das exportações capixabas de ovos, totalizando 1,57 mil toneladas e US$ 3,5 milhões em negócios. Outros destinos, como Panamá e Ilhas Marshall, também figuraram entre os compradores, demonstrando o alcance internacional crescente do produto do Espírito Santo.
A expansão das exportações reflete a capacidade dos produtores capixabas de atender a exigentes padrões sanitários e técnicos internacionais, o que tem fortalecido a confiança dos mercados externos na qualidade do produto brasileiro.
Crise global de influenza aviária abre espaço para o produto capixaba
A crise de influenza aviária (H5N1) em diversos países provocou queda na oferta internacional de ovos, criando oportunidades para novos fornecedores. Nesse contexto, o Espírito Santo se destacou por conseguir manter a produção estável e garantir embarques regulares.
Com a lacuna deixada por grandes produtores mundiais, o estado consolidou-se como um fornecedor estratégico de proteína animal, ampliando sua presença nos mercados norte-americano e latino-americano.
Setor avícola ganha força e atrai novos investimentos
Segundo o diretor-executivo da Associação dos Avicultores do Espírito Santo (AVES), Nélio Hand, o salto nas exportações reforça a competitividade da avicultura estadual e abre novas perspectivas de investimento.
“O aumento das vendas externas tem fortalecido a cadeia produtiva, gerando oportunidades para os avicultores e atraindo capital para expansão da produção”, destacou o dirigente.
O desempenho positivo também indica maior integração com o mercado global, impulsionando empregos, inovação tecnológica e sustentabilidade na produção.
Impacto direto no agronegócio capixaba
Com cerca de 7% da produção nacional de ovos, o Espírito Santo se consolida como referência no setor avícola brasileiro. Municípios como Santa Maria de Jetibá, reconhecidos por sua tradição e estrutura produtiva, têm papel decisivo nesse avanço.
A expansão das exportações representa um importante impulso para o agronegócio capixaba, fortalecendo a economia regional e compensando desafios enfrentados em outras cadeias produtivas.
O crescimento nas vendas externas também agrega valor à produção local, consolidando o estado como um exportador relevante de proteína animal no cenário internacional.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
AGRONEGÓCIO
Chuva falha no Centro-Oeste e sobra no Sul na largada da safra
Outubro começa com risco de replantio da soja no Centro-Oeste e de paralisação das máquinas no Sul. A previsão do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) indica chuva abaixo da média em Mato Grosso e Goiás, enquanto o Rio Grande do Sul pode receber até 200 milímetros acima do normal em algumas áreas.
O contraste ocorre no início do plantio da safra 2026/27, estimada pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) em 366,6 milhões de toneladas de grãos. A soja deverá ocupar 49,3 milhões de hectares, mas a semeadura ainda ocorre de forma pontual nas áreas de sequeiro de Mato Grosso. Em Mato Grosso do Sul e no Paraná, as condições permitiram o início dos trabalhos.
O maior risco no Centro-Oeste não é apenas o atraso do plantio. O Inmet alerta que chuvas isoladas, seguidas por períodos secos, podem provocar germinação irregular, falhas na formação das lavouras e necessidade de replantio. Em Goiás e no Distrito Federal, as temperaturas podem superar em mais de 2°C a média histórica de outubro, acelerando a perda de água do solo.
A decisão de esperar pela regularização das chuvas também afeta o milho segunda safra. Quanto mais tarde a soja for semeada e colhida, menor será a janela para implantar o cereal dentro do período de menor risco climático.
No Matopiba, formado por partes de Maranhão, Tocantins, Piauí e Bahia, a previsão também é desfavorável. As precipitações de setembro aliviaram o risco de incêndios, mas não foram suficientes para recompor a umidade do solo na maioria das áreas de sequeiro. O plantio de soja e milho deverá depender de chuvas mais regulares.
Em Mato Grosso do Sul, a condição tende a ser melhor, principalmente no sudoeste e no leste do Estado. Mesmo assim, o centro-norte e o Pantanal podem receber chuva abaixo da média, o que exige atenção antes da entrada das semeadoras.
No Sul, o excesso de umidade cria o problema inverso. A chuva pode reduzir as janelas para o preparo do solo e o plantio de soja, milho e arroz. No Rio Grande do Sul, o acumulado de outubro pode ficar aproximadamente 75 milímetros acima da média e alcançar excesso de até 200 milímetros no oeste do Estado.
O trigo é a cultura mais exposta neste momento. Parte das lavouras está em fases críticas de desenvolvimento ou de colheita. A combinação de chuva frequente e calor favorece doenças como giberela, ferrugem, oídio e manchas foliares, além de aumentar o risco de perda de qualidade e germinação do grão ainda na espiga.
Em São Paulo, a chuva tende a favorecer o plantio da soja e o desenvolvimento da cana-de-açúcar, das pastagens e das hortaliças. Minas Gerais e Espírito Santo, porém, devem enfrentar precipitações irregulares e temperaturas elevadas. Para o café, a condição pode prejudicar a uniformidade da florada e o pegamento dos frutos.
A previsão é influenciada pelo El Niño, que tem 95% de probabilidade de alcançar intensidade muito forte entre outubro e dezembro. O fenômeno ajuda a explicar a tendência de seca no Centro-Norte e chuva acima da média no Sul, mas não determina sozinho o volume que cairá em cada propriedade.
Para o produtor, a recomendação prática é não definir a semeadura apenas pela ocorrência de uma chuva. No Centro-Oeste, será necessário conferir se existe umidade suficiente no perfil do solo para sustentar a emergência das plantas. No Sul, o desafio será aproveitar os intervalos de tempo seco sem entrar com máquinas em áreas encharcadas.
Fonte: Pensar Agro
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