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FACTA divulga calendário 2026 com foco em inovação, sustentabilidade e integração do setor produtivo

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A Fundação de Apoio à Ciência e Tecnologia Animal (FACTA) anunciou seu calendário oficial de eventos para 2026, reafirmando o compromisso de promover atualização técnica, difundir conhecimento científico e incentivar práticas sustentáveis nas principais cadeias de produção animal do país.

A nova programação amplia o alcance do projeto “FACTA na Estrada”, iniciativa que leva capacitação técnica e debates estratégicos a diferentes regiões do Brasil, fortalecendo a descentralização do acesso à informação e a conexão entre academia, indústria e campo.

Temas estratégicos e foco na sustentabilidade marcam os eventos de 2026

Os encontros da FACTA em 2026 trarão discussões técnicas de alta relevância para os segmentos de avicultura, suinocultura e aquicultura, abordando temas como segurança alimentar, manejo, sanidade, produtividade e integridade intestinal — pilares fundamentais diante das novas exigências de mercado e da demanda crescente por sistemas produtivos mais sustentáveis.

Entre os destaques do calendário, está a parceria com o Salão Internacional de Proteína Animal (SIAVS) 2026, evento de referência no setor.

Confira o calendário oficial de eventos da FACTA em 2026

  • 18 e 19 de março – Simpósio sobre Salmonella e Segurança Alimentar, em Toledo (PR);
  • 20 e 21 de maio – Simpósio sobre Atualização em Poedeiras, em Recife (PE);
  • 5 de agosto – SIAVS 2026 + FACTA, em São Paulo (SP);
  • 7 e 8 de outubro – Simpósio sobre Incubação e Matrizes, em Chapecó (SC);
  • 11 e 12 de novembro – Simpósio de Coccidiose e Saúde e Integridade Intestinal, em Uberlândia (MG).
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Com a programação distribuída em diferentes regiões, a FACTA reforça o papel da formação técnica descentralizada, incentivando o intercâmbio de experiências e o fortalecimento regional do conhecimento científico aplicado ao campo.

“FACTA na Estrada” segue como elo entre ciência e produção animal

Segundo o presidente da FACTA, Ariel Mendes, o projeto itinerante seguirá sendo uma das principais frentes da entidade em 2026.

“O FACTA na Estrada surgiu para democratizar o acesso ao conhecimento e fortalecer a troca de experiências entre academia, indústria e campo. A iniciativa tem sido muito bem recebida, e nossa meta é expandir ainda mais essa rede de aprendizado no próximo ano”, afirma Mendes.

O dirigente destaca ainda que a integração entre diferentes elos da cadeia produtiva é essencial para inovar com responsabilidade e garantir avanços técnicos sustentáveis em um cenário global cada vez mais competitivo.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Fim da escala 6×1 acende alerta no agro para alta de custos e impacto nos alimentos

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Entidades do agronegócio intensificaram nesta semana a mobilização contra a proposta que altera o modelo de jornada de trabalho no país, incluindo o fim da escala 6×1 e a redução da carga semanal de 44 para 40 horas. O setor avalia que os impactos podem ser superiores à média da economia, com reflexos diretos sobre custos, emprego e preço dos alimentos.

Estimativa preliminar do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) indica que a mudança pode elevar os custos entre 7,8% e 8,6% em atividades como agropecuária, construção e comércio — acima da média nacional de 4,7% sobre a massa de rendimentos.

No campo, o posicionamento mais contundente partiu do Sistema Faep, que reúne a Federação da Agricultura do Estado do Paraná, o Serviço Nacional de Aprendizagem Rural do Paraná (Senar-PR) e sindicatos rurais. A entidade encaminhou ofício a deputados e senadores solicitando a não aprovação da proposta, sob o argumento de que a medida compromete a eficiência produtiva e a competitividade do setor.

Segundo levantamento do Departamento Técnico e Econômico (DTE) do Sistema Faep, a redução da jornada pode gerar impacto de R$ 4,1 bilhões por ano apenas na agropecuária paranaense. A estimativa considera uma base de 645 mil postos de trabalho e uma massa salarial anual de R$ 24,8 bilhões.

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O estudo também aponta a necessidade de recomposição de 16,6% da força de trabalho para cobrir o chamado “vácuo operacional”, especialmente em atividades contínuas, como produção de proteínas animais e operações industriais ligadas ao agro.

A Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) também levou o tema à sua Comissão Nacional de Relações do Trabalho e Previdência Social. O debate interno reforçou a necessidade de que eventuais mudanças considerem as especificidades do campo, onde a produção segue ciclos biológicos e climáticos, muitas vezes incompatíveis com jornadas rígidas.

No segmento industrial, a Associação Brasileira da Indústria de Alimentos (ABIA) reconheceu a importância da discussão sobre qualidade de vida no trabalho, mas alertou para os efeitos econômicos de alterações abruptas. Em nota, a entidade destacou que pressões de custo ao longo da cadeia produtiva tendem a impactar diretamente o preço final dos alimentos e o acesso da população, sobretudo de menor renda.

Entre os principais pontos de preocupação do setor está a dificuldade operacional de atividades que não podem ser interrompidas. Cadeias como suinocultura, avicultura e produção de etanol exigem funcionamento contínuo, o que demandaria aumento de quadro de funcionários para manter o mesmo nível produtivo.

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Na prática, isso significa elevação de custos e possível perda de competitividade, tanto no mercado interno quanto nas exportações. Há também o risco de repasse desses custos ao consumidor, pressionando os preços dos alimentos.

Outro fator destacado é a sazonalidade da produção agropecuária. Etapas como plantio, colheita e manejo animal dependem de condições climáticas e janelas operacionais específicas, o que limita a aplicação de modelos padronizados de jornada.

A proposta em discussão no Congresso — a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 221/2019 — ainda está em fase de análise, mas tem mobilizado diferentes setores da economia. No caso do agronegócio, a avaliação predominante é de que mudanças estruturais nas relações de trabalho precisam ser acompanhadas de estudos técnicos aprofundados e regras de transição que evitem desequilíbrios na produção.

O setor defende que o debate avance, mas com base em dados e na realidade operacional do campo, para que eventuais ajustes na legislação não comprometam a oferta de alimentos nem a sustentabilidade econômica das atividades rurais.

Fonte: Pensar Agro

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