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Feijão: Cepea e CNA completam um ano fornecendo dados confiáveis sobre preços médios no Brasil

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Desde outubro de 2024, produtores, intermediários e demais agentes do setor de feijão no Brasil contam com uma fonte confiável de preços médios de negociação dos feijões carioca e preto, disponibilizada pelo Cepea (Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada) da Esalq/USP em parceria com a CNA (Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil).

O levantamento começou em abril do ano passado, quando pesquisadores das duas instituições estruturaram metodologias para coleta, armazenamento e cálculo dos preços regionais, garantindo transparência e confiabilidade nos dados divulgados.

Cobertura nacional e abrangência das informações

Apesar de ser um sistema recente, o levantamento já cobre 14 estados brasileiros, abrangendo as mesorregiões Sul, Sudeste, Centro-Oeste e Nordeste, com informações coletadas em 45 praças distintas.

O Cepea considera o feijão posto em armazéns municipais e agrupa municípios para formar microrregiões homogêneas, chamadas de isopreços, onde o frete não influencia na média das negociações, proporcionando comparações mais precisas entre regiões.

Coleta diária de preços e participação de diversos agentes

Diariamente, a equipe do Cepea consulta centenas de agentes do setor, incluindo produtores rurais, cooperativas, agroindústrias, empacotadores, intermediários e corretores. A coleta envolve mais de 400 preços médios diários, relatados por cerca de 300 colaboradores cadastrados.

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Os valores passam por duas análises estatísticas rigorosas:

  • Desvio-padrão: só são considerados valores dentro do intervalo de dois desvios-padrão em relação à média da amostra;
  • Coeficiente de variação: garante a consistência dos preços e elimina informações fora do padrão.

Esses procedimentos garantem que os dados representem com precisão os patamares praticados no mercado, reduzindo distorções causadas por valores atípicos.

Impacto no setor e suporte à sustentabilidade

Segundo o Cepea e a CNA, os dados reduzem a assimetria de informação na cadeia produtiva, permitindo que produtores e entidades representativas do setor tomem decisões mais seguras e estratégicas.

Além disso, o acompanhamento da evolução dos preços de feijão auxilia as entidades a formular demandas junto a órgãos públicos e instituições de pesquisa, contribuindo para a sustentabilidade e planejamento do setor agrícola brasileiro.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Cerrado Mineiro tem um dos melhores rendimentos dos últimos anos

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A colheita do café arábica chegou a 99% nas propriedades acompanhadas pela Cooperativa dos Cafeicultores do Cerrado (Expocacer), no Cerrado Mineiro. Além do avanço dos trabalhos, o beneficiamento apresenta rendimento médio de 455 litros de café colhido para a formação de uma saca de 60 quilos, um dos melhores resultados registrados nos últimos anos.

O levantamento considera a situação das lavouras até 11 de setembro. Aproximadamente 90% da produção já passou pelo beneficiamento, etapa em que são retiradas a casca, a palha e as impurezas para obtenção dos grãos que serão classificados e comercializados.

O resultado de 455 litros por saca indica uma relação favorável entre o volume retirado da lavoura e a quantidade de café beneficiado. Quanto menor o volume de frutos necessário para formar uma saca de 60 quilos, melhor tende a ser o aproveitamento industrial da produção.

Esse rendimento ajuda a compensar parte dos custos da colheita, da secagem e do beneficiamento. Para o produtor, significa obter mais sacas comerciais a partir do mesmo volume colhido, embora o resultado financeiro também dependa da qualidade da bebida, da classificação dos grãos e dos preços negociados.

O Cerrado Mineiro reúne cerca de 4,5 mil produtores em 55 municípios e possui aproximadamente 255 mil hectares cultivados. A região produz, em média, 6 milhões de sacas por ano, equivalentes a 12,7% da produção brasileira, e comercializa café com mais de 30 países.

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A cafeicultura regional também se diferencia pela Denominação de Origem Cerrado Mineiro, a primeira reconhecida para cafés no Brasil. O selo identifica produtos cultivados dentro da área delimitada e que atendem aos critérios de origem, rastreabilidade e qualidade.

A etapa final da colheita está concentrada principalmente no recolhimento dos frutos que caíram no chão. A Expocacer estima que esse café represente cerca de 30% do volume da safra. Aproximadamente 80% dessa parcela já foi recuperada.

O índice médio de catação, que representa a retirada de grãos defeituosos durante o beneficiamento, está próximo de 21%. O percentual foi influenciado justamente pela maior participação do café recolhido do chão, normalmente mais sujeito à umidade, fermentação e contato com impurezas.

As chuvas registradas entre os dias 5 e 9 de setembro impediram o encerramento completo da colheita. A umidade elevada do solo dificultou o tráfego das máquinas e interrompeu temporariamente o recolhimento em algumas propriedades. Como a maioria das áreas já concluiu o trabalho, o avanço do percentual restante ocorre de forma mais lenta.

As precipitações, por outro lado, estimularam a abertura das primeiras flores da próxima safra. A florada observada corresponde, em média, a 33% do potencial estimado para as lavouras acompanhadas pela cooperativa.

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Nas áreas que produziram menos nesta temporada, a abertura das flores foi mais intensa e uniforme. Nas lavouras que sustentaram cargas elevadas, a florada apresentou menor intensidade, comportamento relacionado ao esforço realizado pelas plantas durante a formação da safra atual.

A continuidade das chuvas poderá favorecer uma segunda florada de proporção semelhante. O restante do potencial deve se distribuir entre outubro e novembro, conforme a disponibilidade de umidade e as condições de temperatura.

A abertura das flores é uma sinalização positiva, mas ainda não garante o tamanho da próxima produção. Para que se transformem em frutos, as lavouras precisarão de umidade suficiente durante o pegamento, a formação dos chumbinhos e o início da granação.

Com a safra atual praticamente recolhida, rendimento de beneficiamento favorável e as primeiras flores abertas, o Cerrado Mineiro encerra um ciclo e inicia outro. O acompanhamento das chuvas e o manejo nutricional e fitossanitário das lavouras serão decisivos para transformar o potencial observado agora em produção na próxima colheita.

Fonte: Pensar Agro

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