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Gasolina tem leve recuo em novembro, enquanto etanol sobe em quase todo o país, aponta Edenred Ticket Log

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O preço médio da gasolina caiu 0,47% em novembro, sendo comercializada a R$ 6,33 por litro nos postos brasileiros. Já o etanol seguiu em movimento contrário, registrando alta de 0,91%, com valor médio de R$ 4,44.

Os dados são do Índice de Preços Edenred Ticket Log (IPTL), levantamento que monitora as transações de combustíveis em todo o país e apresenta uma média consolidada de preços.

Gasolina recua após reajuste da Petrobras

Segundo Renato Mascarenhas, diretor de Rede de Abastecimento da Edenred Mobilidade, a leve redução no preço médio da gasolina está associada ao repasse gradual do reajuste feito pela Petrobras em outubro.

“Esse movimento não chega de forma imediata ao consumidor final, já que os postos ajustam seus valores conforme renovam estoques e de acordo com a dinâmica de cada região”, explicou Mascarenhas.

No caso do etanol, o executivo destacou que a alta registrada no mês foi impulsionada por fatores sazonais ligados à oferta e aumento da demanda em função da competitividade do biocombustível em alguns estados, o que tende a pressionar os preços.

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Desempenho regional: gasolina mais barata no Sudeste e etanol mais caro no Norte

Em todas as regiões do país, o preço da gasolina apresentou queda em novembro. O Nordeste liderou o recuo, com redução de 0,78%, chegando a R$ 6,40 por litro.

O Sudeste manteve o combustível mais barato, com média de R$ 6,19 (-0,32%), enquanto o Norte registrou o valor mais alto, de R$ 6,81 (-0,78%).

Já para o etanol, a maioria das regiões apresentou elevação nos preços, com destaque para o Sudeste, que teve alta de 0,46%, embora ainda mantenha o menor preço médio do país (R$ 4,34).

O Nordeste registrou a maior queda regional, de 2,84%, com o biocombustível a R$ 4,79, e o Norte manteve o etanol mais caro, a R$ 5,20 (-0,19%).

Variações por estado: Rio Grande do Norte e Mato Grosso em destaque

Entre os estados, o Mato Grosso teve o maior aumento no preço do etanol, com alta de 0,68%, chegando a R$ 4,47.

Já São Paulo registrou o menor preço médio para o biocombustível, R$ 4,23, mesmo após uma leve alta de 0,48%.

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O Rio Grande do Norte teve a maior queda, com recuo de 7,02%, enquanto o Amazonas manteve o etanol mais caro, a R$ 5,47 (estável).

No caso da gasolina, o Piauí foi o único estado a registrar aumento, de 0,47%, com o litro a R$ 6,36.

A maior redução ocorreu também no Rio Grande do Norte (-1,89%), com média de R$ 6,23.

A Paraíba apresentou o menor valor do país, R$ 6,08, enquanto Roraima liderou como o estado com gasolina mais cara, a R$ 7,41 (estável).

Etanol continua sendo alternativa sustentável

Mesmo com a leve queda nos preços da gasolina, o levantamento aponta que o combustível fóssil foi mais vantajoso em 13 estados, especialmente nas regiões Nordeste e Sul.

Ainda assim, Mascarenhas ressaltou a importância do etanol como alternativa limpa:

“O etanol mantém um papel importante por emitir menos poluentes, sendo uma opção mais sustentável e alinhada aos objetivos de descarbonização do transporte”, concluiu.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Corrida global por terras raras leva Senado a discutir estratégia para minerais críticos

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O avanço da disputa internacional por minerais críticos e terras raras mobilizou a Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA), que participou nesta semana de um debate no Senado sobre os caminhos para ampliar a presença do Brasil nas etapas de maior valor agregado da cadeia mineral.

A discussão ocorre em um cenário de crescente competição global por recursos considerados estratégicos para a produção de baterias, veículos elétricos, equipamentos eletrônicos, inteligência artificial, sistemas de defesa e geração de energia renovável. Nos últimos anos, Estados Unidos, China e União Europeia intensificaram políticas voltadas à segurança das cadeias de suprimentos e à redução da dependência externa desses insumos.

O Brasil aparece nesse cenário como um dos países com maior potencial geológico do mundo. Além de reservas de nióbio, grafita e lítio, o país possui importantes ocorrências de terras raras, grupo de minerais utilizados em equipamentos de alta tecnologia e considerados estratégicos pelas principais economias globais.

Durante audiência pública realizada pela Comissão de Relações Exteriores do Senado, integrantes da FPA defenderam a construção de uma política nacional voltada não apenas à extração mineral, mas também ao processamento industrial e à agregação de valor dentro do país. A avaliação apresentada durante o debate é que o Brasil corre o risco de repetir o modelo histórico de exportação de matéria-prima caso não avance em tecnologia, industrialização e segurança jurídica.

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INTERESSE MUNDIAL – Para o presidente do Instituto do Agronegócio, engenheiro agrônomo Isan Rezende, os minerais críticos e as terras raras deixaram de ser apenas uma questão mineral para se tornarem um tema de soberania econômica.

“O mundo vive uma corrida por recursos essenciais para a produção de baterias, semicondutores, inteligência artificial, sistemas de defesa e transição energética. O Brasil possui algumas das maiores reservas do planeta e precisa decidir se continuará exportando matéria-prima ou se avançará para ocupar posições mais estratégicas nessa cadeia.”

“O que preocupa é que as principais economias do mundo estão adotando políticas cada vez mais agressivas para garantir acesso a esses minerais. Os Estados Unidos ampliam sua pressão por acordos de fornecimento, a China mantém forte controle sobre etapas de processamento e diversos países passaram a restringir exportações para proteger suas próprias indústrias. O Brasil não pode assistir a esse movimento apenas como fornecedor de recursos naturais. É necessário construir uma política nacional que estimule pesquisa, industrialização, inovação e geração de valor dentro do país.”

“A discussão conduzida pela Frente Parlamentar da Agropecuária vai além da mineração. Estamos falando de desenvolvimento regional, atração de investimentos, geração de empregos qualificados e fortalecimento da competitividade brasileira. O país reúne reservas minerais, conhecimento técnico e capacidade produtiva para se tornar um protagonista global nesse mercado. Mas isso exige segurança jurídica, previsibilidade regulatória e uma estratégia de longo prazo que transforme riqueza geológica em riqueza econômica para os brasileiros.”

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Os Estados Unidos ampliaram programas de incentivo à produção doméstica e à diversificação de fornecedores, enquanto a China mantém posição dominante em etapas estratégicas do processamento de terras raras. Outros países produtores também passaram a restringir exportações de matérias-primas para estimular investimentos industriais locais.

No Senado, a discussão abordou ainda o Projeto de Lei 4.443/2025, que cria a Política Nacional de Minerais Críticos e Estratégicos. A proposta busca estabelecer diretrizes para pesquisa, exploração, industrialização e atração de investimentos para o setor.

Entre os pontos destacados pelos participantes estão a necessidade de ampliar o conhecimento geológico do território brasileiro, fortalecer a pesquisa científica, estimular o desenvolvimento tecnológico e criar um ambiente regulatório capaz de atrair investimentos de longo prazo.

Para a FPA, o debate ultrapassa a questão mineral e passa a integrar uma agenda estratégica relacionada à competitividade da economia brasileira, à segurança das cadeias produtivas e ao posicionamento do país em um mercado que deve ganhar relevância crescente nas próximas décadas.

Fonte: Pensar Agro

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