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Gestão, inovação e liderança pautam debates na 36ª Abertura da Colheita do Arroz e Grãos

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AGRONEGÓCIO

Evento reúne referências do agronegócio nacional

A 36ª Abertura Oficial da Colheita do Arroz e Grãos em Terras Baixas será realizada de 24 a 26 de fevereiro, na Embrapa Clima Temperado, e colocará em pauta temas essenciais para o futuro do agronegócio.

Com o tema “Cenário atual e perspectivas: conectando campo e mercado”, o evento abordará estratégia, liderança, governança, economia e política setorial, fortalecendo a integração entre o campo e o ambiente corporativo.

Painéis focam em experiências e sustentabilidade

A programação inicia na segunda-feira, 24 de fevereiro, com o painel “Produtores em Foco: Experiências que Geram Valor”, às 14h, no Auditório Frederico Costa.

O produtor de algodão e ex-presidente da Abrapa, Alexandre Pedro Schenkel, apresentará a palestra “Da semente à camisa”, destacando a importância da cadeia do algodão para o país e os avanços em sustentabilidade e rastreabilidade.

Na sequência, a engenheira agrônoma Fernanda Falcão, da Sementes Falcão/RS, abordará o tema “Semente: a pérola do campo”, reforçando o papel da qualidade genética na produtividade.

Energias renováveis e diversificação no campo

Ainda no dia 24, às 16h, o painel “Alternativas de Diversificação: Novas Fontes de Renda no Campo” trará diferentes perspectivas sobre bioenergia e inovação.

Participam Daniela Cardeal, presidente do Sindienergia-RS; Luiz Augusto Dumoncel, vice-presidente de operações da 3tentos; e Tiago Gorski Lacerda, diretor da CB Bioenergia.

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Paralelamente, na Arena da Inovação, o diretor da Agropecuária Canoa Mirim, Lauro Soares Ribeiro, apresentará “A Cidade do Agro”, destacando a integração entre tecnologia e produção rural.

Liderança feminina e propósito no agronegócio

Na terça-feira, 25 de fevereiro, a Arena da Inovação recebe, às 10h, o painel “Coragem, propósito e inovação: a fórmula da liderança feminina”, com a presença de Soraia Schutel (CEO da Sonata Brasil), Paula Mascarenhas (secretária de Relações Institucionais do RS), Luciana Martins (CEO do Grupo Conecta), Simone Leite (presidente estadual do Conselho da Mulher Empreendedora) e Gislaine Balbinot (diretora executiva da ABAG).

O encontro destacará a participação feminina e a gestão humanizada como pilares de transformação no setor agroindustrial.

Caso de sucesso: 40 anos do Grupo Argenta

Também no dia 25, às 13h45min, o empresário Neco Argenta, fundador do Grupo Argenta, apresentará o case “Caminhos do Sucesso – 40 anos Argenta”.

Ele compartilhará a trajetória do grupo que começou em 1985, em Flores da Cunha (RS), e se tornou referência nacional em energia e combustíveis, com atuação integrada da distribuição ao consumidor final.

Argenta enfatiza que o futuro do setor passa pela inovação, eficiência e governança: “Mais do que números, queremos construir algo que faça sentido para as próximas gerações e contribua para o desenvolvimento regional e nacional.”

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Desafios e perspectivas do agro brasileiro

A programação segue até quinta-feira, 26 de fevereiro, com foco em gestão e perspectivas para o agronegócio.

Às 10h, o ex-jogador e palestrante Paulo Cesar Tinga apresenta “O protagonismo vai além do campo” na Arena da Inovação.

No Auditório Frederico Costa, às 14h45min, Martha Santos Louzada, presidente da Comissão das Mulheres do Agro do Sindicato Rural de Alegrete, discutirá o tema “Material escolar e responsabilidade social no campo”.

Logo após, o ex-ministro da Agricultura e presidente do Grupo Cabrera, Antônio Cabrera, participa do painel “Desafios e Perspectivas do Agro Brasileiro”, analisando o cenário político e econômico do setor.

Inscrições e informações

A 36ª Abertura Oficial da Colheita do Arroz e Grãos em Terras Baixas é uma realização da Federarroz, com correalização da Embrapa Clima Temperado e do Senar, além de patrocínio premium do Instituto Rio Grandense do Arroz.

As inscrições são gratuitas e podem ser feitas no site www.colheitadoarroz.com.br.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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AGRONEGÓCIO

Voto deste domingo pesa no custo e no futuro do agronegócio brasileiro

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Mais de 158 milhões de brasileiros estão aptos a votar neste domingo (04.10) para escolher os representantes que participarão das decisões sobre crédito, impostos, infraestrutura e condições de produção no País. Para o agronegócio, a eleição coincide com o avanço do plantio da safra de verão e coloca em discussão políticas que interferem diretamente no custo de produzir, na proteção contra perdas e no acesso aos mercados.

A ligação entre a urna e a propriedade rural aparece em decisões concretas. O dinheiro disponível para financiar uma lavoura depende das regras do crédito e das condições oferecidas pelas instituições financeiras. A contratação de seguro pode depender da ajuda pública para pagar a apólice. O escoamento exige estradas conservadas, armazenagem e portos eficientes. A exportação precisa de negociação comercial, defesa sanitária e comprovação de origem.

Essas relações orientam a reportagem de capa da edição de setembro da Revista Pensar Agro. A publicação examina como as escolhas políticas chegam à rotina de produtores, cooperativas, agroindústrias, transportadores e exportadores. Às vésperas da votação, a análise ajuda a avaliar propostas pelo efeito que poderão produzir sobre a atividade econômica.

O financiamento mostra a dimensão dos interesses envolvidos. O Plano Safra 2026/27 prevê R$ 525,1 bilhões para a agricultura empresarial, dos quais R$ 384,9 bilhões destinados a custeio e comercialização. São recursos programados para sustentar despesas que começam meses antes da receita da colheita. Para quem planta, tão importante quanto o montante anunciado é conseguir contratar a tempo, com juros e exigências compatíveis com sua capacidade de pagamento.

Nos dois primeiros meses do ciclo, entre julho e agosto, as contratações somaram R$ 65,7 bilhões, segundo o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa). As Cédulas de Produto Rural (CPRs) responderam por 49,2% desse total. A participação desses instrumentos evidencia a importância do financiamento privado e amplia o peso das decisões sobre garantias, contratos e segurança jurídica.

O resultado da eleição também terá consequências para os investimentos que ajudam a preservar a margem do produtor. Um armazém permite organizar estoques e escolher melhor o momento da venda. Uma estrada em boas condições reduz dificuldades de transporte. Pesquisa e assistência técnica contribuem para enfrentar pragas, doenças e limitações do solo. São benefícios que exigem continuidade, orçamento e capacidade de execução.

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Por isso, a avaliação do eleitor precisa alcançar todos os cargos em disputa. O presidente conduz a administração federal, propõe o Orçamento e define prioridades para a política agrícola e as negociações internacionais. Deputados e senadores votam leis, analisam os recursos e fiscalizam o Executivo. Governadores e assembleias estaduais participam de decisões sobre rodovias, segurança rural, defesa sanitária, tributação e serviços ambientais.

A disputa presidencial concentra atenção, mas o Congresso eleito terá influência sobre regras que podem atravessar várias safras. Toda a Câmara dos Deputados será renovada, assim como dois terços do Senado. Cada eleitor poderá escolher dois senadores, além dos representantes para os demais cargos. A composição dessas bancadas será relevante para transformar compromissos de campanha em medidas efetivas.

Na leitura das propostas, importa identificar como serão executadas. Ampliar crédito exige indicar recursos e condições de acesso. Prometer obras pressupõe planejamento, financiamento e fiscalização. Simplificar procedimentos requer preservar critérios técnicos e oferecer prazos claros. Abrir mercados depende de trabalho diplomático, qualidade dos produtos e confiança nos controles brasileiros.

A reportagem da revista acompanha essas escolhas sem reduzir o agronegócio a uma única demanda. O setor reúne atividades, regiões e produtores com necessidades diferentes. Uma medida que favoreça a indústria pode pressionar o preço da matéria-prima; outra que estimule exportações precisa considerar logística e abastecimento. Avaliar esses efeitos ajuda a separar propostas consistentes de soluções que transferem o problema de um elo para outro.

O PODER DO VOTO

Na opinião do presidente do Instituto do Agronegócio (IA) e da Federação dos Engenheiros Agrônomos de Mato Grosso (Feagro-MT) , o produtor conhece o peso de uma decisão porque trabalha com dinheiro comprometido muito antes de receber pela produção. Quando vai às urnas, precisa levar essa mesma responsabilidade.

“As decisões do poder público entram na conta da propriedade: no custo do financiamento, na disponibilidade do seguro, na estrada por onde passa a colheita e nas condições de acesso aos mercados. A importância desta eleição está também na escolha de quem terá a responsabilidade de administrar recursos, estabelecer regras e acompanhar sua execução. Tudo isso afeta a capacidade de produzir, investir e manter empregos”, explica Isan

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“O agronegócio precisa de planejamento que dure mais do que uma safra. Pesquisa, armazenagem, irrigação, defesa sanitária e infraestrutura exigem investimentos contínuos, com objetivos claros e resultados acompanhados. Não adianta anunciar crédito se o recurso não chega durante a janela de plantio, nem aprovar uma obra que permanece anos sem conclusão”.

“Precisamos de instituições capazes de transformar orçamento em serviço e de regras que permitam ao produtor cumprir suas obrigações sem ficar preso à demora e à insegurança. Essa qualidade da gestão pública interessa tanto a quem produz quanto a quem depende do abastecimento”, diz o presidente do IA.

“A responsabilidade com o voto deve continuar depois da eleição. Cabe ao setor acompanhar os orçamentos, cobrar a execução das políticas e apresentar suas necessidades com dados e propostas consistentes. Uma dificuldade na propriedade pode repercutir na cooperativa, na indústria, no transporte e no comércio. Da mesma forma, uma política bem executada pode ampliar oportunidades em toda essa cadeia. O compromisso que esperamos do poder público é criar condições para que o trabalho no campo tenha continuidade, que os investimentos sejam viáveis e que o crescimento da produção gere renda e benefícios para a sociedade”, completa Tezende.

Neste domingo, a votação ocorrerá das 8 às 17 horas, pelo horário de Brasília. A ordem na urna será deputado federal, deputado estadual ou distrital, primeiro senador, segundo senador, governador e presidente. São escolhas feitas em poucos minutos, com consequências que acompanharão a produção por anos.

Você lê a versão em português clicando aqui.

You can read the English version by clicking here.

Fonte: Pensar Agro

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