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Hofbräu München estreia produção no Brasil em Leme (SP) e chega ao mercado em março de 2026

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Cervejaria alemã escolhe Brasil para primeira produção fora da Alemanha

A tradicional cervejaria Hofbräu München, responsável pela primeira Oktoberfest e fornecedora da Corte Real Bávara, vai produzir pela primeira vez fora da Alemanha. O Brasil foi escolhido devido ao seu potencial: é o terceiro maior consumidor de cerveja do mundo, atrás apenas da China e dos Estados Unidos.

A operação será conduzida pela Bier Wein, em parceria com a NewAge Bebidas, localizada em Leme, interior de São Paulo.

Parceria com NewAge garante produção de alta capacidade e tradição

A NewAge Bebidas, fundada em 1988, possui uma planta industrial de 20.000 m² dentro de um terreno de 56.000 m², com capacidade para 300 mil hectolitros por ano. A empresa já produz mais de 337 produtos, entre marcas próprias e de terceiros.

Fabio Violin, Diretor Comercial da NewAge, destacou a importância do projeto:

“Sermos escolhidos para conduzir a produção da Hofbräu München no Brasil é um marco histórico e reforça nosso compromisso com a excelência.”

Produção nacional começa em março de 2026

O primeiro lote das cervejas Hofbräu Weissbier e Hofbräu Lager estará disponível em março de 2026. A produção será supervisionada de perto pelos mestres cervejeiros da HB, incluindo Max Müllner, que acompanhou o processo por quase dois meses, garantindo fidelidade à receita e qualidade originais.

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Rudolf Seider, diretor comercial da HB, ressalta que a produção local reduz a pegada de carbono e os custos logísticos, aumentando a sustentabilidade e a disponibilidade da cerveja para o consumidor brasileiro.

Dois estilos serão produzidos com padrão premium

Inicialmente, serão produzidos:

  • HB Weissbier – cerveja de trigo com aromas frutados de banana e damasco, além de notas de cravo.
  • HB Lager – estilo Helles, com lupulagem equilibrada e sabor leve, muito apreciada na Alemanha.

Segundo Marcelo Stein, sócio da Bier Wein, ingredientes especiais como levedura, maltes e lúpulo serão importados, enquanto água e maltes nacionais serão utilizados, mantendo o padrão da HB original.

Produção local deve reduzir preço e melhorar distribuição

Com a fabricação no Brasil, o valor final da cerveja deve cair cerca de 20%, devido à eliminação de taxas de importação e custos logísticos. Além disso, os consumidores terão mais facilidade para encontrar os produtos nos pontos de venda, que estarão mais frescos e com abastecimento contínuo.

“A produção local traz vários benefícios: cerveja mais acessível, distribuição mais eficiente e frescor garantido”, afirma Stein.

Fonte: Portal do Agronegócio

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Fonte: Portal do Agronegócio

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Embarques de milho aceleram com entrada da segunda safra

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O Brasil exportou 1,18 milhão de toneladas de milho nos primeiros cinco dias úteis de agosto, impulsionado pela entrada da segunda safra e pela maior disponibilidade do cereal nos portos. Apesar da aceleração em relação a julho, a média diária dos embarques ainda ficou 27,4% abaixo da registrada em agosto do ano passado.

Os dados foram divulgados pela Secretaria de Comércio Exterior (Secex), do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços. Entre os dias 3 e 7 de agosto, o país enviou ao exterior 1.183.719 toneladas, média de 236.744 toneladas por dia.

Em agosto de 2025, os embarques alcançaram 6,85 milhões de toneladas em 21 dias úteis, com média diária de 326.127 toneladas. Os primeiros números deste mês representam 17,3% daquele total, mas não indicam, por enquanto, que o Brasil superará o resultado do ano passado.

Se a média observada nos primeiros cinco dias for mantida até o fim do mês, as exportações chegarão a aproximadamente 4,97 milhões de toneladas. O volume ficaria cerca de 1,88 milhão de toneladas abaixo do registrado em agosto de 2025. Trata-se de uma projeção simples, que poderá mudar conforme a programação dos portos e os novos contratos de venda.

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A recuperação é mais evidente na comparação com julho. No mês passado, a média diária dos embarques terminou em 84.488 toneladas. O ritmo registrado no início de agosto foi quase três vezes maior, movimento esperado para esta época do ano, quando o avanço da colheita do milho segunda safra aumenta a oferta disponível para exportação.

A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) estima que o Brasil colherá 141,7 milhões de toneladas de milho na safra 2025/26. A segunda safra deverá responder por 109,4 milhões de toneladas, mantendo-se como a principal fonte do cereal destinado ao mercado externo durante o segundo semestre.

Embora o volume diário exportado ainda esteja abaixo do ano passado, o preço médio avançou 22,3%. Cada tonelada embarcada no início de agosto alcançou valor equivalente a aproximadamente R$ 1.247, considerando a cotação de R$ 5,15. Esse valor corresponde ao produto exportado e não deve ser confundido com o preço recebido diretamente pelo produtor na fazenda.

As vendas realizadas nos cinco primeiros dias úteis movimentaram o equivalente a R$ 1,48 bilhão. A média diária da receita, contudo, permaneceu 11,2% inferior à de agosto de 2025, porque a valorização da tonelada não compensou integralmente a redução do volume embarcado.

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Para o produtor, o desempenho das exportações é importante porque define quanto da segunda safra será retirado do mercado interno. Se os embarques ganharem força nas próximas semanas, poderão reduzir a pressão provocada pela entrada do milho colhido e dar maior sustentação às cotações nas regiões produtoras.

Caso o ritmo permaneça abaixo do registrado no ano passado, uma parcela maior da safra ficará disponível no mercado doméstico, elevando a necessidade de armazenagem e aumentando a disputa entre produtores por espaço nos silos. O efeito será mais intenso nas regiões distantes dos portos, onde o custo do frete limita a competitividade do cereal.

O resultado de agosto dependerá da demanda dos compradores, dos preços internacionais, da programação dos navios e da capacidade dos portos de absorver o aumento da oferta. Com a colheita avançando, o Brasil entra agora no período decisivo para transformar a safra elevada em exportações e evitar excesso de milho no mercado interno.

Fonte: Pensar Agro

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