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IABOI lança gestão pecuária 2.0 e aproxima pequenos produtores da tecnologia

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A pecuária brasileira ganha uma nova ferramenta voltada para pequenos produtores. O sistema IABOI, idealizado pelo economista e produtor rural Oberdan Pandolfi Ermita, propõe uma gestão pecuária 2.0, com uso de Inteligência Artificial (IA) para organizar, interpretar e traduzir dados do rebanho em análises objetivas.

O objetivo é democratizar o acesso à informação, permitindo que produtores de menor porte tenham controle mais preciso de sua fazenda sem depender de cálculos complexos ou ferramentas difíceis de usar.

Como surgiu a ideia do IABOI

Segundo Oberdan, a inspiração veio da observação direta do dia a dia no campo:

“Percebi que a tecnologia ainda estava distante da grande maioria dos trabalhadores rurais. Gente inteligente, dedicada, mas sem acesso a ferramentas que poderiam transformar sua rotina. Quando vi que a Inteligência Artificial poderia mudar isso, decidi buscar soluções para tornar o conhecimento acessível.”

A partir dessa percepção, ele convidou Keynes Fernandes, CEO da Dotum e especialista em inovação, para desenvolver o sistema e adaptar a tecnologia ao ritmo e estilo de trabalho dos produtores.

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Funcionamento prático: tecnologia sem alterar rotina

De acordo com Keynes Fernandes, o IABOI foi projetado para respeitar a rotina da fazenda. O produtor registra os manejos pelo WhatsApp, e a IA processa os dados, gerando informações organizadas, explicações e insights para decisões estratégicas.

“Queremos tornar a gestão simples, intuitiva e acessível, sem exigir mudanças na forma de trabalho de cada produtor”, afirma Fernandes.

Inclusão tecnológica e fortalecimento do setor

A missão do IABOI é mostrar que a tecnologia não precisa ser privilégio de poucos. Aplicada com propósito, a Inteligência Artificial se torna uma ferramenta de inclusão, confiança e crescimento no campo.

O sistema busca encurtar a distância entre pequenos produtores e as grandes fazendas de ponta, colocando informação, análise de dados e estratégia ao alcance de todos e fortalecendo a pecuária brasileira.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Circuito das Águas Paulista conquista Indicação Geográfica do café e reforça posição da Serra da Mantiqueira na produção de cafés especiais

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O café produzido no Circuito das Águas Paulista, na Serra da Mantiqueira, em São Paulo, passou a contar com Indicação Geográfica (IG), reconhecimento oficial concedido pelo INPI. O registro foi publicado na última terça-feira (26) e consolida a reputação da região como uma das áreas de destaque na produção de cafés especiais no país.

A certificação foi resultado de um trabalho de articulação e acompanhamento conduzido pelo Ministério da Agricultura e Pecuária, fortalecendo a valorização dos produtos ligados à origem geográfica.

Com a nova concessão, esta é a 15ª Indicação Geográfica do estado de São Paulo e a sétima relacionada diretamente ao café, ampliando a relevância paulista no mercado de produtos diferenciados.

Tradição cafeeira da Serra da Mantiqueira fortalece identidade produtiva

A produção de café na região do Circuito das Águas Paulista tem raízes históricas que remontam à segunda metade do século XIX. O desenvolvimento da atividade foi impulsionado pelo processo de colonização europeia, com forte presença de imigrantes italianos e portugueses, que contribuíram para a expansão do cultivo no território.

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Atualmente, o café da região é reconhecido pela alta qualidade, resultado de fatores naturais como altitude, clima e características do solo da Serra da Mantiqueira, que favorecem o cultivo de grãos especiais com perfil sensorial diferenciado.

IG abrange nove municípios produtores

A Indicação Geográfica tem como entidade representativa a Associação dos Produtores de Cafés Especiais do Circuito das Águas Paulista (Acecap), responsável pela gestão do selo de origem e pela organização dos produtores locais.

O reconhecimento abrange os municípios de Águas de Lindóia, Amparo, Holambra, Jaguariúna, Lindóia, Monte Alegre do Sul, Pedreira, Serra Negra e Socorro, que compõem o território produtivo da IG.

Indicação Geográfica agrega valor e fortalece competitividade do café brasileiro

As Indicações Geográficas são instrumentos de propriedade intelectual que identificam produtos ou serviços com características diretamente ligadas ao território de origem. No caso do café, o selo reforça atributos como qualidade, rastreabilidade e identidade regional, ampliando o valor agregado do produto no mercado nacional e internacional.

Para o setor produtivo, o reconhecimento contribui para a diferenciação dos cafés especiais brasileiros, estimulando o turismo rural, a organização dos produtores e o fortalecimento das cadeias locais.

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Com a nova certificação, o Circuito das Águas Paulista se consolida como uma das referências da cafeicultura de qualidade no estado de São Paulo e no cenário nacional.

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Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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