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III Fitocana reúne especialistas para debater avanços e desafios na fitossanidade da cana-de-açúcar

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O III Fitocana, simpósio técnico-científico voltado ao manejo de pragas e doenças na cana-de-açúcar, será realizado nos dias 5 e 6 de novembro, em Jaboticabal (SP). Promovido pelo CEPENFITO da FCAV/Unesp, o evento tem como objetivo aproximar a pesquisa acadêmica do setor sucroenergético, promovendo a troca de experiências entre pesquisadores, profissionais e empresas.

Reconhecido como um dos principais espaços de debate sobre fitossanidade, entomologia e fitopatologia da cana, o Fitocana atrai estudantes, professores, especialistas e representantes de agroindústrias para discutir desafios e inovações no manejo da cultura.

Programação do evento: palestras e mesas-redondas

O simpósio será realizado em dois dias e dois locais:

Dia 5 – Centro de Convenções FCAV/Unesp:

  • Bloco 1: Síndrome da Murcha da Cana, com apresentações de Abel Galon Torres (CTC), Michel Rodrigues da Silva (Ridesa/UFG) e Laudecir Lemos Raior Júnior (FCAV/Unesp).
  • Bloco 2: Controle do bicudo-da-cana (Sphenophorus levis), uma das pragas mais desafiadoras para o setor, com palestras de Rodrigo Cupertino Bernardes (FCAV/Unesp), Flávio Henrique Silva (UFSCar) e Caroline Sakuno (CTC).
  • Experiências práticas: Karen Caroline Martins (Grupo Pedra Agroindustrial), Vanessa Lorencini (Grupo Santa Adélia) e Thiago de Paula e Silva (Grupo BP Bioenergy) compartilharão estratégias de manejo do Sphenophorus.
  • Mesas-redondas: Moderadas por Walter Maccheroni Paiva (Grupo São Martinho) e José Antonio de Souza Rossato Jr. (Coplana).
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Dia 6 – Estação de Eventos Cora Coralina:

  • Realização da Vitrine Tecnológica, espaço dedicado à apresentação de tecnologias, equipamentos e práticas inovadoras voltadas ao controle de doenças, insetos e pragas.
  • Destaque para soluções de controle biológico e manejo sustentável da cana-de-açúcar.
Inscrições e informações

As inscrições estão abertas no segundo lote, com valores diferenciados para estudantes e profissionais.

Mais informações podem ser acessadas no site oficial: www.funep.org.br/evento/iiifitocana.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Cerrado Mineiro tem um dos melhores rendimentos dos últimos anos

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A colheita do café arábica chegou a 99% nas propriedades acompanhadas pela Cooperativa dos Cafeicultores do Cerrado (Expocacer), no Cerrado Mineiro. Além do avanço dos trabalhos, o beneficiamento apresenta rendimento médio de 455 litros de café colhido para a formação de uma saca de 60 quilos, um dos melhores resultados registrados nos últimos anos.

O levantamento considera a situação das lavouras até 11 de setembro. Aproximadamente 90% da produção já passou pelo beneficiamento, etapa em que são retiradas a casca, a palha e as impurezas para obtenção dos grãos que serão classificados e comercializados.

O resultado de 455 litros por saca indica uma relação favorável entre o volume retirado da lavoura e a quantidade de café beneficiado. Quanto menor o volume de frutos necessário para formar uma saca de 60 quilos, melhor tende a ser o aproveitamento industrial da produção.

Esse rendimento ajuda a compensar parte dos custos da colheita, da secagem e do beneficiamento. Para o produtor, significa obter mais sacas comerciais a partir do mesmo volume colhido, embora o resultado financeiro também dependa da qualidade da bebida, da classificação dos grãos e dos preços negociados.

O Cerrado Mineiro reúne cerca de 4,5 mil produtores em 55 municípios e possui aproximadamente 255 mil hectares cultivados. A região produz, em média, 6 milhões de sacas por ano, equivalentes a 12,7% da produção brasileira, e comercializa café com mais de 30 países.

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A cafeicultura regional também se diferencia pela Denominação de Origem Cerrado Mineiro, a primeira reconhecida para cafés no Brasil. O selo identifica produtos cultivados dentro da área delimitada e que atendem aos critérios de origem, rastreabilidade e qualidade.

A etapa final da colheita está concentrada principalmente no recolhimento dos frutos que caíram no chão. A Expocacer estima que esse café represente cerca de 30% do volume da safra. Aproximadamente 80% dessa parcela já foi recuperada.

O índice médio de catação, que representa a retirada de grãos defeituosos durante o beneficiamento, está próximo de 21%. O percentual foi influenciado justamente pela maior participação do café recolhido do chão, normalmente mais sujeito à umidade, fermentação e contato com impurezas.

As chuvas registradas entre os dias 5 e 9 de setembro impediram o encerramento completo da colheita. A umidade elevada do solo dificultou o tráfego das máquinas e interrompeu temporariamente o recolhimento em algumas propriedades. Como a maioria das áreas já concluiu o trabalho, o avanço do percentual restante ocorre de forma mais lenta.

As precipitações, por outro lado, estimularam a abertura das primeiras flores da próxima safra. A florada observada corresponde, em média, a 33% do potencial estimado para as lavouras acompanhadas pela cooperativa.

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Nas áreas que produziram menos nesta temporada, a abertura das flores foi mais intensa e uniforme. Nas lavouras que sustentaram cargas elevadas, a florada apresentou menor intensidade, comportamento relacionado ao esforço realizado pelas plantas durante a formação da safra atual.

A continuidade das chuvas poderá favorecer uma segunda florada de proporção semelhante. O restante do potencial deve se distribuir entre outubro e novembro, conforme a disponibilidade de umidade e as condições de temperatura.

A abertura das flores é uma sinalização positiva, mas ainda não garante o tamanho da próxima produção. Para que se transformem em frutos, as lavouras precisarão de umidade suficiente durante o pegamento, a formação dos chumbinhos e o início da granação.

Com a safra atual praticamente recolhida, rendimento de beneficiamento favorável e as primeiras flores abertas, o Cerrado Mineiro encerra um ciclo e inicia outro. O acompanhamento das chuvas e o manejo nutricional e fitossanitário das lavouras serão decisivos para transformar o potencial observado agora em produção na próxima colheita.

Fonte: Pensar Agro

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