AGRONEGÓCIO
Indigo Ag lança primeiro biofungicida à base de Trichoderma hamatum no Brasil
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A Indigo Ag, multinacional reconhecida por pesquisas em microrganismos endofíticos e uso de tecnologias avançadas como sequenciamento genômico e inteligência artificial, anunciou o lançamento do biotrinsic hamatum, o primeiro biofungicida do Brasil formulado com o fungo endofítico Trichoderma hamatum. O produto foi desenvolvido para proteger culturas contra um amplo espectro de patógenos que comprometem o desenvolvimento inicial das plantas e a produtividade agrícola.
Tecnologia exclusiva e adaptabilidade ao clima brasileiro
A cepa utilizada no desenvolvimento do biotrinsic hamatum é exclusiva da Indigo, isolada em regiões subtropicais do Missouri (EUA), com clima semelhante ao Sul do Brasil. Essa característica garante alta eficiência agronômica e adaptabilidade às principais regiões produtoras do país. Cristiano Pinchetti, CEO da Indigo Ag para América Latina e Europa, afirma que o produto representa “uma nova era do agro: mais rentável, sustentável e alinhado às exigências do mercado global”.
Proteção avançada contra doenças do solo
O biofungicida atua contra patógenos como Fusarium solani, Fusarium verticillioides, Rhizoctonia solani, Macrophomina phaseolina, Phytophthora sojae, Sclerotinia sclerotiorum e Stenocarpella maydis, que atacam culturas como soja, milho, algodão, feijão, trigo, sorgo e girassol.
- Os mecanismos de ação incluem:
- Parasitismo direto
- Antibiose
- Indução de resistência sistêmica
- Promoção do crescimento vegetal
O diferencial do produto está na ação endofítica, que permite a colonização do interior da planta, oferecendo proteção contínua e vigor desde a germinação até a colheita. Sua formulação em pó seco garante estabilidade, baixa dosagem e compatibilidade com caldas de tratamento de sementes.
Linha biotrinsic reforça liderança em biológicos
O lançamento do biotrinsic hamatum amplia a linha biotrinsic no Brasil, que já inclui o biotrinsic simplex (inoculante à base de Bacillus simplex) e o biotrinsic bionematicida. Todas as soluções combinam microrganismos endofíticos com ferramentas avançadas de análise de dados, inteligência artificial e genômica, buscando produtividade com menor impacto ambiental.
Presente em mais de 14 países e com mais de 36 mil cepas de microrganismos catalogadas, a Indigo Ag busca impulsionar uma agricultura regenerativa e lucrativa, oferecendo tecnologias que atendem às demandas globais por sustentabilidade e rastreabilidade.
“Com o biotrinsic hamatum, reforçamos nosso compromisso com um modelo produtivo mais sustentável e competitivo”, conclui Pinchetti.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
AGRONEGÓCIO
Recorde das exportações abre mercado para safra de 33,4 milhões de sacas
O recorde brasileiro de exportações de café em agosto abre espaço no mercado para a entrada da nova safra de Minas Gerais, maior produtor nacional da bebida. O Estado deve colher 33,4 milhões de sacas de arábica em 2026, enquanto os embarques brasileiros dessa variedade cresceram 25,7% no último mês.
O Brasil exportou 4,155 milhões de sacas de 60 quilos de todos os tipos de café em agosto, maior volume já registrado para o mês. O resultado superou em 31% as 3,17 milhões de sacas enviadas ao exterior em agosto de 2025, segundo o Conselho dos Exportadores de Café do Brasil (Cecafé).
A receita chegou ao equivalente a R$ 6,83 bilhões, considerada a cotação de R$ 5,13, com crescimento de 19,8% na comparação anual. O faturamento avançou menos que o volume, sinal de que o preço médio da cesta exportada ficou abaixo do observado um ano antes.
Embora o crescimento nacional tenha sido puxado principalmente pelos cafés conilon e robusta, produzidos em maior escala no Espírito Santo e em Rondônia, o desempenho do arábica tem impacto direto sobre Minas Gerais. A variedade representa quase toda a produção mineira e respondeu por 2,866 milhões de sacas exportadas pelo país em agosto.
O avanço ocorre no momento em que volumes maiores da safra mineira começam a chegar às cooperativas, armazéns e empresas exportadoras. As chuvas durante a colheita, principalmente em julho, atrasaram parte dos trabalhos e adiaram a entrada dos grãos no mercado.
A maior disponibilidade em agosto permitiu acelerar os negócios e atender pedidos que estavam represados. Para os cafeicultores do Sul de Minas, Cerrado Mineiro, Zona da Mata e demais regiões produtoras, o aumento dos embarques representa uma saída importante para uma safra de bienalidade positiva e produção elevada.
Levantamento do Sistema Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de Minas Gerais e Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (Faemg Senar) estima a produção mineira de arábica em 33,4 milhões de sacas. O volume coloca o Estado próximo de responder sozinho por metade de todo o café produzido no Brasil.
A recuperação das exportações ajuda a absorver essa oferta, mas não significa valorização automática para o produtor. A receita nacional cresceu porque o país embarcou quase 1 milhão de sacas a mais que em agosto de 2025. O preço médio obtido por saca, porém, apresentou retração.
Com base nos valores totais, cada saca exportada rendeu aproximadamente R$ 1.643 em agosto, ante cerca de R$ 1.797 no mesmo mês do ano passado. Essa conta representa a média de todos os tipos e formas de café vendidos pelo Brasil e não corresponde diretamente à cotação recebida pelo cafeicultor mineiro, mas mostra um mercado menos remunerador por unidade exportada.
O impacto dentro da propriedade dependerá da qualidade do grão, do tipo de contrato, dos diferenciais pagos por origem e certificação e da estratégia de comercialização. Cafés especiais e lotes de maior pontuação podem manter prêmios mesmo quando a média das exportações recua.
Minas possui vantagem nesse mercado por reunir regiões reconhecidas pela produção de arábicas diferenciados. Essa característica permite que cooperativas e produtores negociem não apenas volume, mas também origem, qualidade, rastreabilidade e sustentabilidade.
No primeiro bimestre do ano-safra 2026/27, formado por julho e agosto, o Brasil exportou 7,204 milhões de sacas, aumento de 21,5%. A receita foi equivalente a aproximadamente R$ 11,5 bilhões, avanço de apenas 4,1%. Mais uma vez, a diferença mostra que a recuperação está concentrada no volume.
No acumulado de janeiro a agosto, o cenário ainda é negativo. As exportações brasileiras somaram 25,073 milhões de sacas, queda de 1,2%. A receita ficou próxima de R$ 45,1 bilhões, redução de 9,3% em relação aos oito primeiros meses de 2025.
O resultado foi influenciado pelos estoques menores no início do ano. O Brasil vinha de um período de exportações elevadas e de produção abaixo do potencial, o que reduziu a quantidade disponível durante o primeiro semestre. A chegada da nova safra começou a modificar esse quadro em agosto.
Em Minas Gerais, o café respondeu por 57,1% de toda a receita das exportações do agronegócio estadual em 2025. O peso do produto faz com que variações de safra, preços e embarques tenham efeitos diretos sobre a renda dos municípios produtores, o movimento das cooperativas, a contratação de trabalhadores e o comércio regional.
O desafio é transformar o volume maior em receita para o produtor. Se a oferta crescer mais rapidamente que a demanda, compradores podem aumentar a pressão sobre os preços. Por outro lado, a retomada dos embarques reduz o risco de acúmulo excessivo nos armazéns e amplia a possibilidade de comercialização ao longo dos próximos meses.
Os gargalos portuários continuam sendo um obstáculo. Como Minas Gerais não possui saída para o mar, grande parte do café percorre longas distâncias até os complexos de Santos e do Rio de Janeiro. Atrasos, falta de espaço e mudanças nas escalas dos navios elevam os gastos com transporte e armazenagem.
A retirada das tarifas norte-americanas sobre os cafés brasileiros também reduz uma incerteza para Minas. Os Estados Unidos estão entre os maiores compradores do produto mineiro e representam um mercado importante para cafés arábicas e diferenciados.
O recorde de agosto confirma que há demanda para receber a safra que sai das lavouras mineiras. O resultado financeiro dentro da porteira, contudo, dependerá da qualidade entregue, da capacidade de armazenar e escolher o momento de venda e do comportamento dos preços internacionais. Para Minas, exportar mais será importante, mas preservar o valor de cada saca será decisivo.
Fonte: Pensar Agro
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