RIO BRANCO
Search
Close this search box.

AGRONEGÓCIO

INPI dá parecer favorável à Coffee++ e fortalece marca brasileira em disputa com a Nestlé

Publicados

AGRONEGÓCIO

A Coffee++, empresa brasileira voltada ao segmento de cafés especiais, obteve um avanço relevante em sua disputa jurídica contra a Nestlé. No dia 25 de abril de 2026, o Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI) emitiu parecer técnico no processo de nulidade envolvendo as marcas, posicionando-se de forma favorável à empresa nacional.

A manifestação do INPI representa um reforço institucional à legitimidade e distintividade da marca brasileira, além de ampliar a segurança jurídica da Coffee++ em sua atuação no mercado interno e em expansão internacional.

Parecer do INPI fortalece posição da marca brasileira

Com o posicionamento técnico, a Coffee++ consolida um importante resultado dentro do processo, reforçando sua identidade como marca inovadora e devidamente registrada no Brasil.

Segundo o CEO da Coffee++, Leonardo Montesanto, o parecer representa um marco estratégico para a empresa.

“Com o parecer do INPI, a Coffee++ consolida uma vitória significativa em sua trajetória, reafirmando sua posição como marca brasileira legítima, inovadora e respaldada oficialmente pelo principal órgão de propriedade industrial do país”, afirmou.

Entenda o histórico da disputa

A controvérsia teve início em junho de 2025, quando a Coffee++ identificou o lançamento internacional de um produto da Nestlé com nome “Coffee+”, considerado semelhante à marca brasileira.

Leia Também:  Safra de cana 2025/26 aponta melhora gradual para o produtor

Em julho do mesmo ano, a empresa brasileira enviou notificação extrajudicial à multinacional. A Nestlé respondeu formalmente em agosto de 2025, mantendo sua posição.

Posteriormente, em 24 de setembro de 2025, a multinacional ingressou com ação judicial na 12ª Vara Federal do Rio de Janeiro, solicitando a nulidade dos registros da Coffee++ no Brasil.

Decisão reforça proteção à inovação nacional

O parecer técnico emitido pelo INPI é interpretado como um reforço à proteção de marcas brasileiras em disputas com grandes grupos internacionais, além de destacar a importância da inovação no setor de café especial.

Entre os principais impactos do posicionamento estão:

  • Preservação da identidade estratégica da marca brasileira
  • Fortalecimento da segurança jurídica para expansão internacional
  • Reconhecimento institucional da legitimidade da Coffee++
  • Reforço à competitividade e inovação no mercado de cafés especiais
Mercado de cafés especiais segue em expansão

O caso ocorre em um momento de crescimento do mercado de cafés especiais no Brasil, segmento que tem ganhado espaço tanto no consumo interno quanto nas exportações. A consolidação de marcas nacionais é vista como fator estratégico para ampliar a presença do país em nichos de maior valor agregado.

Leia Também:  Cacau entra em novo ciclo global com superávit, mas volatilidade e riscos ainda sustentam preços elevados

Com o parecer do INPI, a Coffee++ ganha fôlego institucional em meio à disputa e reforça o movimento de valorização de marcas brasileiras no cenário global do agronegócio e da indústria de alimentos.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

COMENTE ABAIXO:
Propaganda

AGRONEGÓCIO

Colheita passa da metade, mas chuva atrasa máquinas e aumenta risco de perdas

Publicados

em

Por

A colheita do milho safrinha entrou na segunda metade no Brasil, puxada pelo avanço das máquinas em Mato Grosso. O ritmo nacional, entretanto, continua abaixo do registrado no ano passado, enquanto chuvas e elevada umidade dos grãos dificultam os trabalhos no Paraná e em Mato Grosso do Sul.

O último levantamento consolidado da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) mostrava 49,8% da área colhida até 18 de julho, ante 55,5% no mesmo período de 2025 e uma média de 56,7% nos últimos cinco anos. Dados estaduais divulgados posteriormente indicam que o País já ultrapassou a metade da área, embora ainda não exista um novo percentual nacional consolidado.

A segunda safra concentra aproximadamente 77% de todo o milho produzido no Brasil. A Conab estima uma colheita de 109,43 milhões de toneladas, dentro de uma produção total de 141,7 milhões de toneladas, considerando também as safras de verão e a terceira safra.

Mato Grosso está mais próximo de concluir os trabalhos. Até sexta-feira (24), os produtores haviam retirado o cereal de 90,66% da área, avanço de 11,74 pontos percentuais em uma semana. O índice supera ligeiramente os 90,37% observados no mesmo período do ano passado, mas permanece abaixo da média de 92,68% dos últimos cinco anos.

No Médio-Norte mato-grossense, principal polo produtor do cereal, a colheita chegou a 98,03%. Mantido o ritmo atual e sem novas interrupções climáticas, o Estado deverá encerrar a maior parte dos trabalhos entre o fim de julho e o início de agosto.

Mato Grosso deve colher um recorde de 57,06 milhões de toneladas, mais da metade de todo o milho segunda safra previsto pela Conab para o Brasil. A produtividade estadual foi estimada em 128,64 sacas por hectare, resultado favorecido pelo desempenho das lavouras do Médio-Norte.

A situação é diferente no Paraná. A colheita havia alcançado 29% da área no início da última semana, ante 40% no mesmo período de 2025 e 67% em 2024. Além do plantio mais tardio, as chuvas recentes impediram a entrada das máquinas em várias propriedades e mantiveram elevada a umidade dos grãos.

Leia Também:  Soja fecha semana com alta moderada e mercado interno aquecido no Sul e Centro-Oeste

O Paraná deverá concentrar a retirada do milho durante agosto. Parte dos trabalhos poderá avançar por setembro, especialmente nas áreas implantadas mais tarde. O Estado cultiva aproximadamente 2,9 milhões de hectares e espera colher cerca de 17,4 milhões de toneladas na segunda safra.

As precipitações da semana passada reduziram o ritmo, mas ainda não há confirmação de perdas expressivas provocadas diretamente pelas chuvas. Segundo técnicos do Departamento de Economia Rural do Paraná (Deral), o principal efeito observado até agora é operacional. O excesso de umidade impede a colheita e aumenta os gastos com secagem, mas a extensão de eventuais danos dependerá do tempo de permanência do milho maduro no campo.

Quanto maior a demora, maior o risco de germinação dos grãos na espiga, ocorrência de fungos, tombamento das plantas e redução do padrão comercial. A umidade também pode provocar filas nos armazéns e limitar o recebimento das cargas, sobretudo quando muitos produtores retomam a colheita ao mesmo tempo após a abertura do tempo.

Em Mato Grosso do Sul, a retirada do cereal chegou a 15,8% da área até 17 de julho, ante 8,2% na semana anterior. Apesar da aceleração, o Estado permanece atrás do ritmo da safra passada. As chuvas registradas desde junho elevaram a umidade dos grãos e retardaram a entrada das máquinas.

A produção sul-mato-grossense está estimada em 11,14 milhões de toneladas, cultivadas em 2,2 milhões de hectares. Historicamente, a colheita ganha força na segunda quinzena de julho e atinge o pico entre o fim deste mês e o início de setembro. Por isso, o atraso atual ainda pode ser parcialmente recuperado se houver uma sequência de dias secos.

Leia Também:  Bayer reforça liderança em inovação agrícola e projeta novos defensivos para elevar produtividade no Brasil

Goiás havia colhido 28% da área até 18 de julho. No Estado, a maior preocupação não está apenas no calendário. Períodos de estiagem registrados em abril e maio atingiram as lavouras durante fases importantes do desenvolvimento e reduziram o potencial produtivo em diferentes regiões.

A falta de chuva também afetou áreas de Minas Gerais, São Paulo e Piauí. Nesses locais, a colheita deverá confirmar perdas provocadas por espigas menores, falhas no enchimento dos grãos e redução da produtividade. O impacto varia conforme a época de plantio e o estágio em que cada lavoura enfrentou o déficit hídrico.

No Rio Grande do Sul, os temporais da última semana causaram alagamentos e danos em mais de 200 municípios. O impacto sobre a produção nacional de milho, porém, tende a ser limitado porque o Estado concentra sua produção na primeira safra, que já havia sido praticamente concluída antes das chuvas. Os maiores riscos imediatos estão nas estradas rurais, nas estruturas das propriedades e nas culturas de inverno.

Pelo calendário dos principais estados produtores, a maior parte da segunda safra brasileira deverá ser retirada até o fim de agosto. Áreas implantadas mais tarde no Paraná, em Mato Grosso do Sul e em partes do Matopiba poderão permanecer no campo durante setembro.

O volume final continuará elevado, mas a diferença entre as regiões será significativa. Mato Grosso caminha para uma colheita recorde e praticamente concluída, enquanto produtores de outros estados ainda enfrentam atraso, umidade excessiva ou perdas causadas pela estiagem.

Fonte: Pensar Agro

COMENTE ABAIXO:
Continue lendo

RIO BRANCO

ACRE

POLÍCIA

FAMOSOS

MAIS LIDAS DA SEMANA