AGRONEGÓCIO
Inscrições abertas para a 21ª ExpoBrahman em Uberaba/MG
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Os criadores da raça Brahman já podem inscrever seus animais para a 21ª Exposição Internacional da Raça Brahman (ExpoBrahman), que será realizada de 13 a 19 de outubro no Parque Fernando Costa, em Uberaba/MG.
As inscrições feitas até 26 de setembro garantem desconto de cerca de 30% tanto para o Julgamento em Pista quanto para o Brahman a Campo, modalidades de competição que avaliarão os melhores exemplares da raça.
Programação inclui recepção e atividades para visitantes
O evento acontecerá paralelamente à Exposição Nacional de Nelore (Expoinel), Expoleite e Expogil, e a Associação dos Criadores de Brahman do Brasil (ACBB) já definiu a agenda.
- 13 de outubro: churrasco de boas-vindas aos tratadores.
- 15 de outubro: recepção oficial a visitantes e expositores na Casa do Brahman.
Competição “Brahman a Campo” avalia desempenho dos animais
A partir do dia 15, o evento dará início ao Brahman a Campo, julgamento exclusivo da raça que avalia funcionalidade e desempenho dos animais em ambiente de campo, em dois dias de competição. Essa modalidade foi criada pela ACBB para identificar exemplares ideais para a pecuária extensiva de corte.
Já o Julgamento de Pista, que avalia animais de elite, ocorrerá de 16 a 18 de outubro, com a escolha dos Grandes Campeões da ExpoBrahman.
Oportunidades de negócios e leilão de genética
O evento também será espaço para negócios. No dia 17 de outubro, às 20h, os criatórios Portobello e Terra Verde promovem o Leilão Genética do Futuro, no Kiosk Armazém do Boi, dentro do Parque Fernando Costa.
Expectativa de público e destaque da genética Brahman
De acordo com o presidente da ACBB, Gustavo Rodrigues, a feira deve receber comitivas internacionais e visitantes de todo o país. “A genética Brahman brasileira tem apresentado demanda crescente, com resultados positivos em cruzamentos e provas zootécnicas, destacando-se em ganho de peso, qualidade de carcaça, eficiência alimentar e fertilidade”, afirma Rodrigues.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
AGRONEGÓCIO
Setor cooperativo, que movimenta R$ 758 bilhões, ganha acesso a fundos regionais
As 4.384 cooperativas brasileiras ganharam uma nova alternativa para financiar projetos de infraestrutura, armazenagem, industrialização e expansão das atividades econômicas. A Lei Complementar 231/2026 passou a permitir que essas organizações utilizem recursos dos fundos de desenvolvimento da Amazônia, do Nordeste e do Centro-Oeste.
A mudança, defendida pela Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) durante a tramitação no Congresso, alcança um setor que reúne 25,8 milhões de cooperados e gera mais de 578 mil empregos diretos. Segundo o levantamento mais recente da Organização das Cooperativas Brasileiras (OCB), referente a 2024, as cooperativas movimentaram R$ 757,9 bilhões e acumulavam R$ 1,39 trilhão em ativos.
O número de cooperativas contabilizadas pela OCB caiu de 4.509 para 4.384 entre os dois levantamentos mais recentes. O movimento, porém, não representa uma retração econômica do cooperativismo. No mesmo período, a quantidade de cooperados aumentou de 23,45 milhões para 25,8 milhões, enquanto os empregos diretos avançaram de 550,6 mil para 578 mil. O volume movimentado cresceu 9,5%, passando de R$ 692 bilhões para R$ 757,9 bilhões.
No agronegócio, a presença das cooperativas é ainda mais significativa. O país reúne 1.172 cooperativas agropecuárias, formadas por aproximadamente 1,1 milhão de produtores e responsáveis por 268 mil empregos diretos. O ramo movimentou R$ 438,3 bilhões em 2024, o equivalente a quase 58% de todo o cooperativismo nacional.
Essas organizações respondem por mais da metade da originação de grãos e fibras no Brasil. Também possuem participação importante nas cadeias de leite, café, carnes, frutas e hortaliças, principalmente por reunir pequenos e médios produtores que, individualmente, teriam menor capacidade de armazenar, industrializar e comercializar a produção.
A nova legislação inclui expressamente as cooperativas entre os possíveis beneficiários do Fundo de Desenvolvimento da Amazônia (FDA), do Fundo de Desenvolvimento do Nordeste (FDNE) e do Fundo de Desenvolvimento do Centro-Oeste (FDCO). Até então, a ausência dessa previsão limitava a apresentação direta de projetos por essas organizações.
Na prática, uma cooperativa poderá buscar financiamento para construir ou ampliar silos, armazéns frigorificados, unidades de beneficiamento, fábricas de ração, laticínios, frigoríficos e agroindústrias. Os recursos também podem apoiar investimentos em energia, irrigação, logística e outras estruturas compartilhadas pelos cooperados.
O financiamento não será liberado automaticamente. As cooperativas precisarão apresentar projetos técnica e economicamente viáveis, enquadrados nas prioridades de desenvolvimento de cada região. As propostas serão avaliadas pelas superintendências regionais e pelos agentes financeiros responsáveis pela operação dos recursos.
Os três fundos não devem ser confundidos com o FNO, o FNE e o FCO, linhas constitucionais já utilizadas no crédito rural. O FDA, o FDNE e o FDCO são voltados principalmente a empreendimentos estruturantes, com potencial para gerar empregos, ampliar a atividade econômica e reduzir desigualdades regionais.
Para a FPA, a mudança permite que os recursos cheguem a municípios nos quais o crédito tradicional ainda é restrito. A organização coletiva também possibilita que produtores dividam custos e executem projetos que dificilmente seriam viáveis de forma individual.
Presidente da FPA, o deputado Pedro Lupion afirmou que o acesso aos fundos amplia a capacidade de investimento das cooperativas e fortalece a geração de renda no interior. O vice-presidente da frente na Câmara, Arnaldo Jardim, destacou que a medida favorece projetos maiores de industrialização e comercialização, com maior agregação de valor à produção.
A Lei Complementar 231/2026 não cria novos gastos nem reserva uma parcela dos fundos exclusivamente para o cooperativismo. A mudança amplia o grupo de organizações autorizadas a disputar os recursos já disponíveis, conforme as regras de cada programa e a qualidade dos projetos apresentados.
Para os municípios produtores, o principal efeito esperado é a possibilidade de transformar uma parcela maior da produção no próprio interior. Em vez de apenas vender grãos, leite, café ou animais, as cooperativas poderão investir no armazenamento e na industrialização, mantendo empregos, renda e arrecadação mais próximos das propriedades rurais.
Fonte: Pensar Agro
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