AGRONEGÓCIO
Itafos planeja investir mais de R$ 2 bilhões no Pará e dobra receita no Brasil em 2025
AGRONEGÓCIO
A Itafos, multinacional americana de fertilizantes, alcançou um marco histórico no Brasil em 2025, com faturamento de R$ 100 milhões apenas no primeiro semestre, um crescimento de 109% em relação ao mesmo período do ano passado. A empresa projeta investir US$ 400 milhões (cerca de R$ 2,1 bilhões) no estado do Pará a partir de 2027, com o objetivo de ampliar sua presença nacional e consolidar novos mercados.
Segundo Felipe Coutas, presidente da Itafos no Brasil, o resultado positivo é fruto de investimentos estratégicos iniciados em 2022, após a empresa retomar operações no país diante da crise global de abastecimento provocada pela guerra na Ucrânia.
Crescimento no Arco Norte impulsiona resultados
A operação da Itafos em Arraias (TO) foi determinante para o desempenho da companhia. Entre janeiro e junho de 2025, foram vendidas 70 mil toneladas de ácido sulfúrico, gerando US$ 14,4 milhões, e cerca de 40 mil toneladas de fertilizantes secos, somando US$ 3,2 milhões. No mesmo período, a operação brasileira registrou Ebitda de US$ 5,4 milhões, 20% superior ao resultado do ano completo de 2024.
Coutas destaca que a demanda aquecida no mercado de fosfatados e ácido sulfúrico e os preços elevados no início do ano foram fatores-chave para capturar margens atrativas. “O pico de entregas ocorre no terceiro trimestre, período que historicamente concentra o plantio na região, e esperamos números ainda mais robustos”, afirma.
O Arco Norte — abrangendo Tocantins, Goiás, Bahia, Minas Gerais, Mato Grosso e partes do Piauí — tem apresentado crescimento sustentado, com destaque para a expansão do cultivo de milho e sorgo, especialmente na Bahia, impulsionando a demanda por fertilizantes.
Expansão da capacidade e novos projetos
A Itafos projeta ampliar sua capacidade produtiva a partir de 2026, reiniciando a planta de superfosfato simples (SSP) em Arraias, com capacidade para produzir 500 mil toneladas de fertilizantes fosfatados e 220 mil toneladas de ácido sulfúrico por ano.
A partir de 2027, a empresa pretende lançar a nova operação no Pará, em São Félix do Xingu, no Projeto Santana, que envolve uma mina com capacidade para mais de 70 milhões de toneladas de fosfato de alto teor. O investimento total estimado é de US$ 400 milhões, reforçando a estratégia da Itafos de expandir sua presença no Brasil e garantir fornecimento estável de insumos agrícolas.
Estratégia de crescimento e consolidação no Brasil
Desde seu retorno ao país em 2022, a Itafos seguiu três prioridades:
- Retomar operações no Brasil;
- Investir com recursos próprios para garantir estabilidade no fornecimento;
- Iniciar novas frentes de crescimento, como o Projeto Santana.
O crescimento da receita e do volume de vendas no Arco Norte mostra que a estratégia está dando resultados: apenas no primeiro semestre de 2025, a operação nacional já superou as metas anuais, com faturamento equivalente a todo o segundo semestre, reforçando a presença da Itafos no mercado brasileiro de fertilizantes.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
AGRONEGÓCIO
Inteligência artificial transforma o agronegócio brasileiro e impulsiona produtividade no campo
A inteligência artificial (IA) vem ganhando espaço de forma acelerada no agronegócio brasileiro e já se consolida como ferramenta estratégica para elevar produtividade, reduzir desperdícios e melhorar a gestão das propriedades rurais.
Em meio a um cenário marcado por custos elevados de produção, pressão sobre as margens e maior instabilidade climática, produtores rurais passam a investir cada vez mais em soluções tecnológicas capazes de antecipar problemas e otimizar decisões no campo.
O avanço da agricultura digital ocorre em um momento em que a produção agrícola brasileira segue elevada, mas enfrenta desafios crescentes relacionados à irregularidade do clima, aumento dos custos logísticos e volatilidade do mercado.
Inteligência artificial deixa de ser tendência e entra na rotina do campo
A aplicação da inteligência artificial já influencia diretamente decisões em lavouras, confinamentos e sistemas de manejo em diferentes regiões do Brasil.
Segundo Leonardo Ribeiro Dalben, desenvolvedor de software especializado em IA, a principal transformação está na capacidade de antecipação proporcionada pelo uso de dados em tempo real.
“A inteligência artificial permite antecipar cenários com base em dados reais. Isso ajuda o produtor a agir antes do problema aparecer, seja na lavoura ou na gestão da propriedade”, afirma.
A tecnologia já é utilizada no monitoramento agrícola por meio de sensores, drones, imagens de satélite e sistemas automatizados capazes de identificar:
- falhas de plantio;
- estresse hídrico;
- início de pragas e doenças;
- necessidade de irrigação;
- e variações nutricionais das culturas.
Agricultura de precisão amplia eficiência e reduz desperdícios
A adoção de ferramentas digitais ligadas à agricultura de precisão também vem crescendo no país.
Segundo dados da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), o uso de tecnologias inteligentes pode elevar a produtividade agrícola em até 20%, além de reduzir significativamente desperdícios de água, fertilizantes e defensivos.
Na prática, a inteligência artificial permite que o produtor tome decisões mais rápidas e assertivas, melhorando:
- o aproveitamento de insumos;
- o planejamento operacional;
- o controle de custos;
- e a eficiência da produção.
O avanço dessas ferramentas ocorre principalmente em culturas como soja, milho, café, algodão e cana-de-açúcar, segmentos que já operam com elevado nível de mecanização e monitoramento digital.
Pecuária também avança com sensores e automação
Na pecuária, o uso da inteligência artificial também cresce rapidamente, especialmente em sistemas voltados ao monitoramento do rebanho e gestão operacional.
Atualmente, já existem soluções capazes de acompanhar o comportamento dos animais por meio de sensores inteligentes, permitindo:
- controle de deslocamento;
- monitoramento de saúde;
- identificação de cio;
- rastreamento de alimentação;
- e delimitação virtual de áreas de manejo.
Segundo Dalben, a tecnologia reduz custos com infraestrutura tradicional e melhora o controle operacional das fazendas.
“Hoje já existem soluções que utilizam sensores e inteligência artificial para controlar o deslocamento do rebanho, reduzindo custos com infraestrutura e aumentando o controle operacional”, explica.
Gestão financeira se torna novo foco tecnológico do agro
Além do impacto produtivo, a inteligência artificial começa a ganhar relevância na gestão financeira das propriedades rurais, considerada um dos maiores desafios do setor atualmente.
Com aumento do endividamento rural e margens mais apertadas em diversas cadeias produtivas, cresce a busca por ferramentas capazes de melhorar:
- planejamento financeiro;
- análise de custos;
- previsão de fluxo de caixa;
- controle operacional;
- e gestão de riscos.
Dados recentes apontam que as dívidas do agronegócio em recuperação extrajudicial já somam cerca de R$ 98 bilhões em 2026, evidenciando a necessidade de maior controle financeiro no campo.
“O produtor que utiliza dados consegue entender melhor seus custos, prever cenários e tomar decisões com mais segurança. Isso faz diferença principalmente em momentos de margem apertada”, ressalta o especialista.
Nova geração acelera digitalização do agronegócio
Outro fator que impulsiona o crescimento da inteligência artificial no campo é a entrada de uma nova geração de produtores rurais, mais conectada à tecnologia e à gestão baseada em dados.
O movimento acompanha o crescimento do empreendedorismo digital no agronegócio e a expansão das agtechs no Brasil, que desenvolvem soluções voltadas para:
- monitoramento climático;
- análise de produtividade;
- gestão rural;
- rastreabilidade;
- automação;
- e inteligência de mercado.
Conectividade ainda é desafio para expansão da IA no campo
Apesar do avanço acelerado, a ampliação da inteligência artificial no agronegócio ainda enfrenta obstáculos importantes, especialmente relacionados à conectividade rural e ao acesso à tecnologia por pequenos e médios produtores.
Em diversas regiões do país, limitações de internet e infraestrutura dificultam a adoção plena de sistemas inteligentes no campo.
Mesmo assim, especialistas avaliam que a tendência é de crescimento contínuo da digitalização do agro brasileiro, impulsionada pela necessidade de produzir mais com menos recursos e reduzir riscos operacionais.
“A tecnologia não substitui a experiência do produtor, mas amplia a capacidade de decisão. Quem conseguir integrar dados ao dia a dia da produção vai ter mais previsibilidade e competitividade”, conclui Dalben.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
-
SEM CATEGORIA5 dias atrásNota de Pesar – Severino Ramalho
-
POLÍTICA NACIONAL2 dias atrásEspecialistas defendem restrição a alimentos ultraprocessados em escolas
-
AGRONEGÓCIO5 dias atrásAlta do petróleo e avanço dos biocombustíveis elevam preços internacionais dos alimentos
-
ACRE5 dias atrásAcre lidera Agenda Azul da Amazônia Legal e firma compromisso pela integração das águas
-
ACRE7 dias atrásPolícia Civil apreende mais de 700 litros de combustível irregular durante Operação Consumo Seguro
-
ACRE5 dias atrásDeracre acompanha a retomada das obras no Ramal Estrada Velha e Ramal do Km 7 em Epitaciolândia
-
AGRONEGÓCIO6 dias atrásCorteva abre vagas de estágio em agronomia com bolsa de R$ 2,9 mil e oportunidades em 13 estados
-
TJ AC5 dias atrás“Tirar os documentos vai ser um renascer”, celebra Giovanni no 1º PopRuaJud em Cruzeiro do Sul

