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JBS Fecha 2025 com Receita Recorde de US$ 86,2 Bi e Lucro Líquido de US$ 2 Bi

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Receita líquida e lucro atingem níveis históricos

A JBS registrou receita líquida recorde de US$ 86,2 bilhões em 2025, alta de 12% em relação a 2024, aproximando-se de meio trilhão de reais. O lucro líquido consolidado cresceu 15%, alcançando US$ 2 bilhões no ano. O ganho por ação (EPS) fechou em US$ 1,89, também com crescimento de 15% no período.

Segundo Gilberto Tomazoni, CEO Global da JBS, “encerrar 2025 com o maior crescimento da história comprova a força da nossa plataforma diversificada em proteínas e geografias, além de reforçar a consistência da execução, sustentando margens robustas e geração de valor para os acionistas”.

Estratégia global multiproteína garante resiliência

O desempenho positivo reflete a estratégia multiproteína e multiplataforma da Companhia, com disciplina operacional e agilidade em diferentes contextos de mercado. O EBITDA ajustado IFRS foi de US$ 6,8 bilhões, com margem EBITDA consolidada de 7,9%.

A solidez dos resultados também impactou positivamente o retorno sobre o patrimônio líquido (ROE), que subiu para 25%, avanço de 3,2 pontos percentuais em relação a 2024.

Eficiência financeira e alavancagem controlada

A alavancagem em dólar encerrou o ano em 2,39 vezes, dentro da meta de longo prazo da companhia. A JBS mantém um cronograma confortável de amortizações, sem vencimentos relevantes até 2031, e com custo de dívida competitivo, abaixo das taxas dos Treasuries dos EUA.

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Para Guilherme Cavalcanti, CFO Global da JBS, “a estratégia permitiu manter a alavancagem entre 2x e 3x e operar com perfil de dívida altamente alongado, garantindo segurança financeira e liquidez para atravessar ciclos de mercado e continuar entregando retornos aos investidores”. O fluxo de caixa livre totalizou US$ 400 milhões no acumulado do ano.

Desempenho das unidades de negócio

Pilgrim’s Pride

A Pilgrim’s Pride alcançou margem EBITDA de 15,2%, impulsionada por forte demanda no mercado americano e diversificação de produtos de marca, com destaque para a Just Bare, que atingiu US$ 1 bilhão em vendas. As operações na Europa e México apresentaram melhoria contínua com otimização fabril e melhor mix de produtos.

JBS Austrália

Com margem EBITDA de 11,3%, a JBS Austrália teve crescimento nos volumes internos e externos, impulsionado principalmente pela carne bovina. O aumento de preços e volumes compensou o crescimento de 20% no custo de bovinos em 2025. Os segmentos de carne suína e salmão também apresentaram margens melhores devido à produtividade e execução operacional.

Seara

A Seara registrou margem EBITDA de 16,9%, com maior volume de exportações da história, apesar de restrições temporárias em mercados-chave. O crescimento foi sustentado por execução comercial, consolidação de marca e inovação de produtos, como a linha Seara Protein e refeições para Air Fryer, além de snacks em parceria com a Netflix.

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JBS Brasil

A JBS Brasil apresentou margem EBITDA de 6,2%, com crescimento recorde de receita. A Friboi alcançou o maior volume de processamento da história, impulsionada pela demanda e expansão externa. A marca foi reconhecida como Top of Mind na categoria carnes pelo sexto ano consecutivo e na categoria churrasco pelo segundo ano seguido.

Beef North America

Nos Estados Unidos, a JBS Beef North America registrou receita recorde de US$ 28 bilhões, sustentada por forte demanda e preços historicamente elevados da carne bovina. O menor rebanho dos últimos 75 anos e restrições de importação de bovinos do México impactaram o mercado.

JBS USA Pork

A JBS USA Pork alcançou receita recorde de US$ 8,4 bilhões, com forte demanda e expansão de portfólio de produtos de marca e valor agregado. A Companhia anunciou expansão da produção de bacon pré-cozido e salsichas para café da manhã, incluindo aquisição de fábrica em Iowa e construção de nova unidade no estado.

Conclusão

“A Companhia está entregando crescimento e valor com disciplina financeira. A alta lucratividade reflete a estratégia correta e a excelência da execução de nosso time”, afirmou Gilberto Tomazoni. O ano de 2025 consolidou a JBS como líder global no setor de proteínas, com resultados robustos em todas as frentes de negócios.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Fim da escala 6×1 acende alerta no agro para alta de custos e impacto nos alimentos

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Entidades do agronegócio intensificaram nesta semana a mobilização contra a proposta que altera o modelo de jornada de trabalho no país, incluindo o fim da escala 6×1 e a redução da carga semanal de 44 para 40 horas. O setor avalia que os impactos podem ser superiores à média da economia, com reflexos diretos sobre custos, emprego e preço dos alimentos.

Estimativa preliminar do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) indica que a mudança pode elevar os custos entre 7,8% e 8,6% em atividades como agropecuária, construção e comércio — acima da média nacional de 4,7% sobre a massa de rendimentos.

No campo, o posicionamento mais contundente partiu do Sistema Faep, que reúne a Federação da Agricultura do Estado do Paraná, o Serviço Nacional de Aprendizagem Rural do Paraná (Senar-PR) e sindicatos rurais. A entidade encaminhou ofício a deputados e senadores solicitando a não aprovação da proposta, sob o argumento de que a medida compromete a eficiência produtiva e a competitividade do setor.

Segundo levantamento do Departamento Técnico e Econômico (DTE) do Sistema Faep, a redução da jornada pode gerar impacto de R$ 4,1 bilhões por ano apenas na agropecuária paranaense. A estimativa considera uma base de 645 mil postos de trabalho e uma massa salarial anual de R$ 24,8 bilhões.

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O estudo também aponta a necessidade de recomposição de 16,6% da força de trabalho para cobrir o chamado “vácuo operacional”, especialmente em atividades contínuas, como produção de proteínas animais e operações industriais ligadas ao agro.

A Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) também levou o tema à sua Comissão Nacional de Relações do Trabalho e Previdência Social. O debate interno reforçou a necessidade de que eventuais mudanças considerem as especificidades do campo, onde a produção segue ciclos biológicos e climáticos, muitas vezes incompatíveis com jornadas rígidas.

No segmento industrial, a Associação Brasileira da Indústria de Alimentos (ABIA) reconheceu a importância da discussão sobre qualidade de vida no trabalho, mas alertou para os efeitos econômicos de alterações abruptas. Em nota, a entidade destacou que pressões de custo ao longo da cadeia produtiva tendem a impactar diretamente o preço final dos alimentos e o acesso da população, sobretudo de menor renda.

Entre os principais pontos de preocupação do setor está a dificuldade operacional de atividades que não podem ser interrompidas. Cadeias como suinocultura, avicultura e produção de etanol exigem funcionamento contínuo, o que demandaria aumento de quadro de funcionários para manter o mesmo nível produtivo.

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Na prática, isso significa elevação de custos e possível perda de competitividade, tanto no mercado interno quanto nas exportações. Há também o risco de repasse desses custos ao consumidor, pressionando os preços dos alimentos.

Outro fator destacado é a sazonalidade da produção agropecuária. Etapas como plantio, colheita e manejo animal dependem de condições climáticas e janelas operacionais específicas, o que limita a aplicação de modelos padronizados de jornada.

A proposta em discussão no Congresso — a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 221/2019 — ainda está em fase de análise, mas tem mobilizado diferentes setores da economia. No caso do agronegócio, a avaliação predominante é de que mudanças estruturais nas relações de trabalho precisam ser acompanhadas de estudos técnicos aprofundados e regras de transição que evitem desequilíbrios na produção.

O setor defende que o debate avance, mas com base em dados e na realidade operacional do campo, para que eventuais ajustes na legislação não comprometam a oferta de alimentos nem a sustentabilidade econômica das atividades rurais.

Fonte: Pensar Agro

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