AGRONEGÓCIO
Mercado de Madeira de Mato Grosso Bate R$ 3,17 Bilhões em 2025
AGRONEGÓCIO
O mercado de madeira em Mato Grosso movimentou R$ 3,17 bilhões em 2025, registrando crescimento de 2,86% em relação a 2024, quando o setor faturou R$ 3,086 bilhões. Os dados são do Centro das Indústrias Produtoras e Exportadoras de Madeira de Mato Grosso (Cipem) e incluem comercialização no mercado estadual e interestadual, exportações e venda de madeira em tora. No ano passado, o setor produziu 16,4 milhões de metros cúbicos de madeira.
Comércio Interestadual Lidera Crescimento
O principal destino da produção mato-grossense foi o mercado interestadual, que respondeu por R$ 1,46 bilhão, equivalentes a 46,24% do total comercializado. O mercado estadual registrou R$ 877,2 milhões e as exportações somaram R$ 596,89 milhões (US$ 113,01 milhões). Já a venda de madeira em tora movimentou R$ 232,1 milhões.
Enquanto o mercado interestadual cresceu 18,89% em relação a 2024, o mercado estadual recuou 7,92% e as exportações caíram 10,5%. Este desempenho consolidou o comércio entre estados como principal motor do setor em Mato Grosso.
Exportações Enfrentam Burocracia e Tarifas
Apesar da elevação da tarifa norte-americana para produtos de madeira, que chegou a 50%, as exportações para os EUA cresceram de US$ 13,7 milhões em 2024 para US$ 15 milhões em 2025. A retração geral nas exportações, no entanto, é atribuída à burocracia causada pela inclusão de espécies como Ipê e Cumaru na CITES, mesmo com manejo florestal sustentável e rastreabilidade.
“A queda nas exportações não reflete falta de mercado ou irregularidade na produção. O setor de Mato Grosso é profissionalizado e sustentável. O que enfrentamos são entraves institucionais que afetam a competitividade da madeira brasileira”, destaca Ednei Blasius, presidente do Cipem.
Entre os principais compradores internacionais estão:
- Índia: US$ 51,2 milhões (156,8 mil toneladas)
- Estados Unidos: US$ 15 milhões (8,5 mil toneladas)
- China: US$ 11,1 milhões (18,2 mil toneladas)
- França: US$ 7,1 milhões (4,1 mil toneladas)
- Vietnã: US$ 5,9 milhões (9,5 mil toneladas)
Estratégias de Promoção Comercial e Rastreabilidade
Segundo Blasius, a participação em eventos nacionais e internacionais, junto ao uso de tecnologias de rastreabilidade, tem elevado o reconhecimento da madeira de Mato Grosso. Missões comerciais para a Ásia, congressos no Canadá e no Panamá e eventos como o Madeira Sustentável em outros estados contribuíram para a expansão do setor.
Mercado Interno e Geração de Emprego
O setor florestal é estratégico para diversas regiões do estado, promovendo industrialização, arrecadação e geração de empregos. Mato Grosso conta atualmente com 1.339 estabelecimentos, que empregam 10.323 trabalhadores diretos e cerca de 30 mil indiretos, em 89 municípios. Em Colniza, por exemplo, o setor representa 18% dos empregos formais.
A arrecadação do Fethab somou R$ 28,5 milhões em 2025, recursos aplicados em infraestrutura e habitação.
Iniciativas em Coleta Botânica e Capacitação
Para 2026, o Cipem prevê a entrega do primeiro guia de coleta botânica, que irá orientar atividades de base florestal. Além disso, o projeto de Formação de Identificadores Botânicos deve reduzir o tempo de registros das espécies e melhorar a qualidade dos inventários em manejos florestais.
Demandas do Setor e Modernização Regulatório
O Cipem destaca a necessidade de modernização e racionalização das normas que regem a atividade, incluindo:
- Extinção do Certificado de Identificação de Madeiras (CIM) emitido pelo Indea
- Migração do Sisflora 2.0 para o DOF+ para integração estadual e federal
- Revisão das resoluções do Conama nº 406 e nº 411, ajustando prazos de exportação e simplificando exigências de DOF para produtos industrializados
Essas mudanças visam reduzir burocracias, aumentar a eficiência e fortalecer a competitividade da madeira brasileira no mercado internacional.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
AGRONEGÓCIO
Semana do Aviador começa com debates sobre segurança e tecnologia no campo
A 2ª Semana do Aviador começou nesta sexta-feira (11), em Lucas do Rio Verde, com uma programação voltada ao mercado, à segurança operacional e à legislação da aviação agrícola. O evento segue até sábado (12), na pista do Show Safra, reunindo pilotos, empresas, produtores rurais, especialistas e representantes do poder público.
A abertura contou com a presença de Joci Piccini, presidente da Fundação Rio Verde, e de Rodrigo, diretor-executivo da entidade. Também participaram Cláudio Júnior Oliveira, diretor do Sindicato Nacional das Empresas de Aviação Agrícola (Sindag), e Omar, representante do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), produtores e autoriaades.
Realizada pela Fundação Rio Verde, a Semana do Aviador combina conteúdo técnico com demonstrações de aeronaves, equipamentos embarcados, acrobacias aéreas e voos panorâmicos. A proposta é aproximar profissionais, produtores e comunidade de uma atividade que ocupa posição estratégica no agronegócio brasileiro.
Na abertura, os debates trataram dos desafios enfrentados pelo setor, principalmente na formação dos profissionais, no cumprimento das normas e na adoção de procedimentos capazes de reduzir riscos durante as operações.
A aviação agrícola permite realizar aplicações em grandes áreas e dentro de janelas cada vez mais curtas. Em culturas como soja, milho, algodão e cana-de-açúcar, o recurso pode ser decisivo para controlar pragas e doenças antes que provoquem perdas expressivas.
A velocidade, porém, precisa estar acompanhada de planejamento, qualificação e respeito às condições meteorológicas e ambientais. Erros na escolha do produto, na regulagem dos equipamentos ou no momento da aplicação podem reduzir a eficiência, elevar custos e atingir áreas que não fazem parte da operação.
O debate ganha relevância especial em Mato Grosso, maior produtor brasileiro de grãos e fibras e um dos principais mercados da aviação agrícola. O Brasil possui a segunda maior frota aeroagrícola do mundo, resultado da expansão da produção e da necessidade de atender propriedades de grande extensão.
Além do conteúdo profissional, a programação busca apresentar a atividade à população. Demonstrações aéreas e outras atrações permitem que estudantes e moradores conheçam de perto as aeronaves e a tecnologia utilizada nas lavouras.
O Pensar Agro está entre os apoiadores da Semana do Aviador, ao lado da Federação dos Engenheiros Agrônomos do Estado de Mato Grosso (Feagro-MT).
Serviço
2ª Semana do Aviador
Data: 11 e 12 de setembro
Local: pista do Show Safra, em Lucas do Rio Verde (MT)
Fonte: Pensar Agro
-
SEM CATEGORIA6 dias atrásPrimeira motorista de ônibus de Rio Branco visita Prefeitura e elogia nova frota
-
AGRONEGÓCIO6 dias atrásAlgodão reúne o setor para discutir preços, produtividade e novos mercados
-
SEM CATEGORIA7 dias atrásPrefeitura de Rio Branco celebra nota 6,8 no Ideb e conquista segundo lugar entre as capitais
-
AGRONEGÓCIO4 dias atrásIndependência ou morte: Brasil alimenta o mundo, mas ainda depende do exterior
-
SEM CATEGORIA6 dias atrásPrefeitura intensifica serviços e prepara entrega de espaço revitalizado no Santa Cruz
-
ESPORTES5 dias atrásCorinthians perde de virada para a Chapecoense e amarga a quarta derrota seguida no Brasileirão
-
SEM CATEGORIA7 dias atrásPrefeitura de Rio Branco realiza vacinação antirrábica de casa em casa no bairro 6 de Agosto neste sábado
-
AGRONEGÓCIO3 dias atrásExpointer movimenta R$ 6,2 bilhões e máquinas puxam avanço de 40%