AGRONEGÓCIO
Mercado de trigo no Sul do Brasil sofre com entraves logísticos e oscilações de preço
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Ritmo lento marca o mercado de trigo no Sul do país
O mercado de trigo no Sul do Brasil segue com negociações lentas e afetadas por dificuldades logísticas, além de diferenças regionais na formação de preços. Segundo levantamento da TF Agroeconômica, a oferta e a demanda permanecem pouco fluídas, refletindo entraves na cadeia de escoamento do cereal.
Rio Grande do Sul: preços variam e logística limita negócios
No Rio Grande do Sul, os preços do trigo variam de R$ 1.200 CIF para entrega imediata até R$ 1.280 para pagamentos entre abril e maio. Apesar disso, a execução dos negócios tem enfrentado desafios:
- Transporte priorizado para milho e soja limita disponibilidade de caminhões
- Falta de espaço para armazenagem compromete a entrega do produto
Segundo o levantamento, cerca de 85% da safra já foi comercializada, restando pouco mais de 500 mil toneladas até o fim do ano. As exportações e operações de cabotagem devem atingir 2 milhões de toneladas.
O preço ao produtor subiu para R$ 55,00 por saca em Panambi, e o trigo futuro com entrega em dezembro é negociado por R$ 1.200 sobre rodas no porto de Rio Grande.
Santa Catarina: mercado começa a apresentar movimentação
Em Santa Catarina, o mercado de trigo registra leve movimentação, ainda que com poucos negócios concretizados. Destaques da região:
- Trigo pão diferido cotado a R$ 1.250
- Trigo branco segue sem demanda significativa
Procura por produto gaúcho e paraguaio no oeste
- Negócios pontuais do tipo 2 a R$ 1.050
- Preço de balcão subiu em algumas cidades, com Joaçaba registrando R$ 63,00 por saca
Paraná: mercado travado e foco em farinha
No Paraná, o mercado permanece mais travado, com foco maior na comercialização de farinha do que na compra de trigo em grão.
- Preços de referência: R$ 1.320 a R$ 1.350 FOB, com pedidos pontuais a R$ 1.400 ainda sem confirmação
- Trigo branqueador negociado a R$ 1.400 entregue nos moinhos
- Oferta externa: trigo paraguaio a US$ 253 no norte do estado e argentino a US$ 270 em Paranaguá, sem novos negócios relevantes
Logística e perspectiva
O mercado de trigo no Sul do Brasil continua sensível às condições logísticas e à disponibilidade de transporte, além de oscilações na demanda por diferentes tipos de trigo. A expectativa é que os próximos meses tragam ajustes graduais nos preços, à medida que a logística e o escoamento da safra sejam regularizados.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
AGRONEGÓCIO
Frango e ovos pressionados: queda na demanda interna derruba preços enquanto exportações sustentam setor avícola
O mercado avícola brasileiro entra na segunda quinzena de abril sob pressão, com queda nos preços da carne de frango e dos ovos no mercado interno. Segundo levantamentos do Cepea, o movimento reflete principalmente o enfraquecimento da demanda doméstica, típico do período, apesar do bom desempenho das exportações.
Mercado interno: demanda mais fraca pressiona preços do frango
Após três semanas consecutivas de alta, sustentadas pelo equilíbrio entre oferta e demanda, as cotações da carne de frango passaram a registrar recuo na segunda metade de abril.
O principal fator de pressão é a redução do consumo interno, comum neste período do mês, quando o poder de compra da população tende a ser menor. Mesmo com oferta controlada — influenciada por ritmo mais moderado de abates —, o consumo doméstico não tem sido suficiente para sustentar os preços.
Exportações seguem firmes e ajudam a equilibrar o setor
No mercado externo, o cenário é mais positivo. Dados da Secex indicam que a média diária de exportações de carne de frango in natura alcançou 22,6 mil toneladas na parcial de abril (12 dias úteis).
O volume representa:
- Alta de 6,1% em relação à média de março de 2026
- Crescimento de 3% frente a abril de 2025
Esse desempenho reforça o papel das exportações como principal fator de sustentação do setor, compensando parcialmente a fraqueza do mercado interno.
Perspectiva: mercado dividido para maio
Para o próximo mês, agentes do setor projetam cenários distintos. Parte do mercado aposta em recuperação dos preços, impulsionada pela entrada de renda na economia e melhora do consumo.
Por outro lado, há cautela entre produtores e indústrias, especialmente após as recentes altas registradas em abril, que já pressionaram o consumidor final e podem limitar novos reajustes no curto prazo.
Mercado de ovos: queda de preços reduz poder de compra do produtor
No segmento de ovos, o cenário também é de pressão. O poder de compra dos avicultores paulistas recuou na parcial de abril, interrompendo dois meses consecutivos de melhora.
De acordo com o Cepea, embora os preços dos principais insumos — como milho e farelo de soja — também tenham caído, a desvalorização dos ovos foi mais intensa, prejudicando a relação de troca.
Oferta elevada e demanda retraída ampliam pressão no setor
A combinação de maior oferta e consumo enfraquecido tem pressionado as cotações dos ovos no mercado interno. Compradores seguem atuando com cautela, realizando aquisições pontuais e priorizando negociações em patamares mais baixos.
Além disso, fatores externos também influenciam o comportamento do mercado:
- Avanço da colheita da safra de verão
- Condições climáticas favoráveis à segunda safra
- Queda recente do dólar no Brasil
Esse conjunto de variáveis reforça um ambiente de maior seletividade nas compras e pressão sobre os preços.
Cenário geral: setor avícola enfrenta ajuste no curto prazo
O mercado de frango e ovos no Brasil atravessa um momento de ajuste típico de curto prazo, marcado pela desaceleração da demanda interna e maior sensibilidade aos preços.
Enquanto as exportações seguem como principal pilar de sustentação, o comportamento do consumo doméstico e dos custos de produção continuará sendo determinante para a formação de preços nas próximas semanas.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
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