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Mercado do café acompanha quedas nas bolsas internacionais com volatilidade nos preços

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Os preços do café apresentaram queda nas bolsas internacionais na manhã desta sexta-feira (19), refletindo fortes oscilações no mercado global. Segundo informações do portal Bloomberg, fatores como condições secas antes da floração no Brasil, estoques limitados e preocupações comerciais continuam influenciando o mercado futuro.

Além disso, a expectativa de que o Vietnã colha sua maior safra em quatro anos, após boas chuvas, pode aliviar a oferta restrita e pressionar os preços globalmente para baixo.

Previsão de chuvas no Brasil influencia cotações

O Boletim do Escritório Carvalhaes aponta que a previsão de chuvas mais significativas sobre as regiões cafeeiras do Sudeste brasileiro na próxima semana deve intensificar a volatilidade nos contratos futuros, tanto em Nova York quanto em Londres.

Cotação do café Arábica e Robusta

Perto das 9h10 (horário de Brasília), os contratos futuros apresentavam:

  • Café Arábica (cents/lbp):
    • Dezembro/25: 367,50 (-1.335 pontos)
    • Março/26: 347,05 (-1.420 pontos)
    • Maio/26: 333,25 (-1.405 pontos)
  • Café Robusta (US$/tonelada):
    • Setembro/25: 4.665 (-3 US$)
    • Novembro/25: 4.181 (-266 US$)
    • Janeiro/26: 4.145 (-255 US$)
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Perspectivas do mercado

Os especialistas destacam que a combinação de condições climáticas no Brasil, a expectativa de safra recorde no Vietnã e fatores comerciais continuará gerando volatilidade nos preços do café, exigindo atenção dos produtores e investidores para possíveis ajustes nas estratégias de comercialização.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Nova bancada deve priorizar o crédito rural e a previsibilidade para o financiamento

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A Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) projeta ampliar de 299 para 330 o número de integrantes na Câmara dos Deputados na legislatura que começa em 2027. A estimativa, apresentada pelo presidente da frente, deputado Pedro Lupion, representa crescimento de 10,4%. A agenda para o novo mandato terá como prioridades ampliar o acesso ao crédito rural e dar previsibilidade ao financiamento da produção.

A composição reúne experiência nas duas Casas. Dos atuais 299 integrantes da FPA na Câmara dos Deputados, 176 foram reeleitos. Outros 17 deputados conquistaram vagas no Senado. Entre os senadores ligados à frente, seis obtiveram novo mandato e um foi eleito deputado federal. A entidade também informa que 17 senadores estão em meio de mandato.

O total de 200 corresponde aos integrantes da atual frente que obtiveram novos mandatos no Congresso. A composição definitiva da FPA na próxima legislatura dependerá também da adesão de outros parlamentares. O balanço eleitoral, portanto, indica a continuidade de sua atuação, sem estabelecer o número final de participantes.

A expectativa para o novo período legislativo é transformar essas propostas em instrumentos que cheguem às propriedades. O avanço dependerá da construção de acordos no Congresso e da articulação com o Executivo, os agentes financeiros e as organizações de produtores.

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Para Isan Rezende (foto), presidente do Instituto do Agronegócio (IA) e da Federação dos Engenheiros Agrônomos de Mato Grosso (Feagro-MT), com a ampliação da força política há uma oportunidade de se construir uma agenda de longo prazo para o campo. “A presença de mais parlamentares que conhecem a produção rural pode ajudar a transformar as necessidades das propriedades em soluções concretas. Esperamos um diálogo aberto, com decisões técnicas e atenção aos produtores de todos os portes”.

“Um crédito que chega no momento certo, acompanhado de seguro e de regras estáveis, dá ao produtor condições para investir. Podemos avançar em armazenagem, irrigação e tecnologia quando existe segurança para planejar. Um Plano Safra com horizonte de vários anos pode contribuir para esse ambiente e melhorar a aplicação dos recursos”, diz Isan.

“Também vejo com otimismo a possibilidade de aproximar o Congresso das cooperativas, das entidades e dos profissionais que acompanham o trabalho nas propriedades. Essa troca permite identificar prioridades e construir soluções viáveis. O objetivo comum deve ser ampliar a produtividade, fortalecer a renda no campo e gerar oportunidades nas regiões produtoras”, concluiu o presidente do IA.

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Para o produtor, a agenda anunciada concentra-se em condições para financiar a safra e preservar a capacidade de investimento. O presidente da FPA, deputado Pedro Lupion, apontou a renegociação de dívidas e os obstáculos à contratação de crédito como temas que permanecerão nas negociações com o próximo governo.

Uma das propostas é dar ao Plano Safra um horizonte de vários anos. O planejamento plurianual permitiria sinalizar recursos e prioridades com antecedência, aproximando a política agrícola do tempo necessário para investir em máquinas, armazenagem e irrigação. A mudança ainda depende de discussão e aprovação; não constitui uma regra já definida para 2027.

Essa orientação também integra as propostas da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), que defende previsibilidade orçamentária, fortalecimento do seguro rural e instrumentos de apoio à saúde financeira do produtor. A entidade propõe ampliar o financiamento privado e melhorar as condições de acesso aos recursos, incluindo garantias e redução da burocracia.

Fonte: Pensar Agro

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