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Mercado financeiro prevê corte menor da Selic; prévia do PIB indica crescimento moderado

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Expectativa do Boletim Focus para a Selic em março

O mercado financeiro reduziu a previsão de corte da taxa básica de juros (Selic) na reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) desta semana, segundo o último Boletim Focus do Banco Central do Brasil.

A mediana das projeções aponta uma redução de 0,25 ponto percentual, com a Selic passando de 15% para 14,75% ao ano. A mudança reflete o impacto das tensões no Oriente Médio, que elevaram os preços do petróleo e aumentaram os riscos inflacionários.

Projeções econômicas para 2026
  • Taxa Selic no fim de 2026: 12,25% ao ano
  • Inflação (IPCA 2026): 4,10%
  • Crescimento do PIB: 1,83%
  • Dólar no fim de 2026: R$ 5,40

O cenário indica um ajuste moderado nas expectativas do mercado, com atenção especial à evolução da inflação e à política monetária.

IBC-Br: prévia do PIB registra crescimento em janeiro

O Índice de Atividade Econômica do Banco Central (IBC-Br), considerado uma prévia do PIB, avançou 0,80% em janeiro em relação a dezembro, ligeiramente abaixo da projeção de 0,85% do mercado.

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Na comparação com janeiro de 2025, o crescimento foi de 1,0%. No acumulado em 12 meses, o avanço atingiu 2,3%, em dados sem ajuste sazonal. Os números apontam uma expansão econômica moderada, apesar do cenário externo de incertezas.

Imposto de Renda 2026: prazo e obrigatoriedade

A Receita Federal definiu que o prazo para entrega da declaração do Imposto de Renda 2026 (ano-base 2025) será de 23 de março a 29 de maio. Quem perder o prazo estará sujeito a multa mínima de R$ 165,74, podendo chegar a 20% do imposto devido.

A declaração é obrigatória para contribuintes que:

  • Receberam rendimentos tributáveis acima de R$ 35.584 em 2025;
  • Tiveram rendimentos isentos superiores a R$ 200 mil;
  • Realizaram operações em bolsa acima de R$ 40 mil;
  • Possuíam bens superiores a R$ 800 mil no fim do ano.

As mudanças na faixa de isenção para quem ganha até R$ 5.000, aprovadas no ano passado, vão valer apenas a partir das declarações de 2027.

Impactos para a economia

O ajuste nas projeções do Boletim Focus sinaliza que o Copom deve adotar postura mais cautelosa na política monetária, buscando equilibrar o controle da inflação com estímulo à atividade econômica.

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Os dados do IBC-Br reforçam que a economia brasileira segue em expansão, embora em ritmo contido, exigindo atenção do mercado e dos produtores rurais às decisões do Banco Central.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Com custos em alta, eficiência passa a definir competitividade no agro

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A combinação de juros elevados, custos de produção pressionados, instabilidade geopolítica e preços mais baixos das commodities tem imposto desafios adicionais ao agronegócio brasileiro em 2026. Na Bahia, porém, produtores apostam em ganhos de produtividade, tecnologia e gestão para atravessar um dos cenários mais complexos dos últimos anos sem comprometer a expansão da atividade. A estratégia ganha relevância às vésperas da Bahia Farm Show, principal feira agrícola do Norte e Nordeste, que começa nesta semana em Luís Eduardo Magalhães.

O desafio não é pequeno. O aumento dos custos dos fertilizantes, impulsionado pelas tensões no Oriente Médio e pela valorização do petróleo, se soma ao crédito rural mais caro e às incertezas sobre o comportamento do clima na próxima safra. Ao mesmo tempo, produtores convivem com margens mais apertadas diante da acomodação dos preços internacionais da soja, do milho e do algodão.

Mesmo assim, o agro baiano chega ao novo ciclo sustentado por um diferencial que tem chamado a atenção do setor: o avanço consistente da produtividade. No Oeste da Bahia, principal fronteira agrícola do estado, a produção de soja registrou recordes sucessivos de rendimento nos últimos anos, resultado da adoção de novas tecnologias, melhor manejo agronômico e investimentos em genética e agricultura de precisão.

Os números ajudam a explicar o otimismo cauteloso dos produtores. Em 2025, a Bahia colheu uma safra recorde superior a 12,8 milhões de toneladas de grãos, com crescimento de 12,8% sobre o ano anterior. A soja alcançou 8,6 milhões de toneladas, avanço de 14,3%, enquanto o milho cresceu 18,2%. O algodão, uma das principais culturas de exportação do estado, também ampliou sua produção.

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Para a safra 2025/26, as projeções apontam um novo avanço. Levantamentos do setor indicam que a produção baiana de grãos e fibras poderá superar 14 milhões de toneladas, consolidando a liderança do estado dentro da região do Matopiba, considerada a principal fronteira de expansão agrícola do país.

O desempenho do campo já vem refletindo diretamente na economia estadual. Dados da Superintendência de Estudos Econômicos e Sociais da Bahia mostram que a agropecuária cresceu 12,4% no quarto trimestre de 2025, desempenho muito superior ao avanço de 2,3% registrado pelo Produto Interno Bruto (PIB) da Bahia no mesmo período. O Valor Bruto da Produção agropecuária alcançou R$ 4,9 bilhões no trimestre, confirmando o papel do setor como principal motor da economia baiana.

Além das lavouras de grãos, outras cadeias vêm reforçando a diversificação do agro estadual. A produção de café avançou 5,1% em 2025, enquanto a cacauicultura registrou crescimento de 7%, beneficiada pela forte demanda internacional e pelos elevados preços da commodity. Na pecuária, o aumento dos abates e da produção de leite também contribuiu para sustentar a renda no interior do estado.

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O principal desafio agora é manter a competitividade diante da escalada dos custos. Lideranças do setor avaliam que o produtor precisará ser ainda mais eficiente na gestão financeira, antecipando compras de insumos, reduzindo desperdícios e utilizando ferramentas de comercialização capazes de proteger margens. A palavra de ordem passou a ser planejamento.

Ao mesmo tempo, cresce a preocupação com fatores que escapam ao controle das fazendas. O comportamento do clima, a volatilidade dos mercados internacionais e possíveis interrupções nas cadeias globais de fertilizantes continuam no radar dos produtores. Para especialistas, a capacidade de combinar produtividade elevada com gestão de risco será decisiva para determinar quem conseguirá atravessar o atual ciclo de incertezas.

Se há um consenso entre lideranças do setor, é que a Bahia deixou de competir apenas pela expansão de área. O avanço do agro estadual passa cada vez mais pela capacidade de produzir mais por hectare, com maior eficiência e menor custo. Em um ambiente de margens pressionadas, a produtividade deixou de ser apenas um diferencial competitivo para se tornar uma condição de sobrevivência

Fonte: Pensar Agro

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