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Mercados globais recuam com tensão no Oriente Médio e ampliam volatilidade nas bolsas

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Escalada geopolítica aumenta cautela no mercado financeiro

A intensificação das tensões no Oriente Médio, especialmente envolvendo o Irã, voltou a provocar instabilidade nos mercados financeiros internacionais. O cenário elevou o nível de aversão ao risco entre investidores e pressionou bolsas de valores em diferentes regiões do mundo.

Além do impacto direto sobre os mercados acionários, o conflito também ampliou preocupações com o comportamento dos preços da energia e possíveis reflexos inflacionários na economia global. Analistas avaliam que a instabilidade geopolítica pode afetar cadeias de suprimento, custos de transporte e o preço do petróleo, fatores que influenciam diretamente a atividade econômica mundial.

Bolsas de Nova York encerram sessão em queda

Nos Estados Unidos, os principais índices acionários fecharam em baixa, refletindo o aumento das incertezas geopolíticas e as preocupações com inflação e juros elevados.

No encerramento do pregão:

  • Dow Jones registrou queda de 0,93%
  • S&P 500 recuou 1,33%
  • Nasdaq Composite caiu 1,59%

O movimento reflete a cautela dos investidores diante da possibilidade de prolongamento das tensões internacionais e seus impactos sobre o crescimento econômico global.

Europa acompanha movimento negativo dos mercados

As principais bolsas europeias também operaram em queda, acompanhando o movimento observado em Wall Street.

O índice pan-europeu STOXX 600 recuou 1,02%, aos 598,69 pontos, registrando a maior baixa semanal em quase um ano.

Entre os principais mercados do continente:

  • DAX (Alemanha) caiu 0,94%
  • CAC 40 (França) recuou 0,65%
  • FTSE MIB (Itália) registrou queda de 1,02%

Investidores seguem atentos aos efeitos que uma eventual ampliação do conflito pode provocar sobre o comércio internacional e os preços da energia.

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Ásia tem semana volátil com influência do cenário externo

Nos mercados asiáticos, as bolsas encerraram uma semana marcada por forte volatilidade. Apesar de algumas sessões de recuperação, o saldo refletiu o impacto das tensões geopolíticas e das preocupações com o crescimento global.

Na China e em Hong Kong, os índices registraram avanço no fechamento de um dos pregões da semana:

  • Índice de Xangai avançou 0,38%
  • CSI300, que reúne grandes empresas de Xangai e Shenzhen, subiu 0,27%
  • Hang Seng, de Hong Kong, registrou alta de 1,72%

A recuperação parcial ocorreu após investidores identificarem oportunidades de compra depois das quedas anteriores.

Investidores chineses ampliam compras em Hong Kong

Mesmo com a volatilidade, o mercado de Hong Kong registrou forte fluxo de capital proveniente da China continental. As compras líquidas de ações por meio do programa Stock Connect superaram US$ 4,73 bilhões, marcando o maior ingresso diário já registrado.

O movimento ajudou a reduzir as perdas do índice Hang Seng, que chegou a cair mais de 3% nas primeiras horas do pregão, atingindo mínima de seis meses, mas encerrou o dia com queda mais moderada de 1,4%.

No mercado chinês, setores ligados a recursos naturais, como energia, carvão e cimento, apresentaram desempenho positivo, enquanto empresas de tecnologia registraram perdas mais expressivas.

Bolsas asiáticas registram quedas expressivas em alguns mercados

Em outros mercados da região, os índices acionários registraram recuos relevantes, refletindo preocupações com os impactos econômicos da escalada do conflito no Oriente Médio.

Entre os principais movimentos observados:

  • Nikkei (Tóquio) caiu 5,2%, aos 52.728 pontos
  • Hang Seng (Hong Kong) recuou 1,35%, aos 25.408 pontos
  • SSEC (Xangai) perdeu 0,67%, aos 4.096 pontos
  • CSI300 caiu 0,97%, aos 4.615 pontos
  • Kospi (Seul) registrou queda de 5,96%, aos 5.251 pontos
  • Taiex (Taiwan) recuou 4,43%, aos 32.110 pontos
  • Straits Times (Cingapura) caiu 1,89%, aos 4.756 pontos
  • S&P/ASX 200 (Sydney) perdeu 2,85%, aos 8.599 pontos
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Cenário econômico e política monetária no Brasil

No Brasil, o mercado financeiro acompanha atentamente o ambiente externo e as decisões de política monetária do Banco Central do Brasil.

A taxa Selic permanece em 15% ao ano, nível que segue como referência para o custo do crédito e para o controle da inflação. O mercado projeta que eventuais cortes na taxa básica de juros dependerão da evolução do cenário inflacionário e das condições da economia global.

Na bolsa brasileira, o Ibovespa, principal índice da B3, continua sensível ao fluxo de capital estrangeiro, ao comportamento das commodities e às expectativas relacionadas à política monetária doméstica.

Perspectivas para os próximos meses

Analistas avaliam que os mercados financeiros globais devem permanecer sob forte influência de três fatores principais:

  • evolução das tensões no Oriente Médio;
  • comportamento dos preços do petróleo e da inflação mundial;
  • decisões de política monetária dos principais bancos centrais.

Caso o conflito se prolongue e pressione os preços da energia, os efeitos podem atingir diretamente custos de produção, transporte e alimentos, com reflexos importantes para diferentes setores da economia global, incluindo o agronegócio.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Milho no RS entra na reta final da colheita com produtividade acima de 7,4 t/ha

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Mercado Externo

O cenário internacional para o milho segue marcado por volatilidade, com atenção às safras da América do Sul e ao ritmo das exportações dos Estados Unidos. A evolução da colheita no Sul do Brasil, especialmente no Rio Grande do Sul, contribui para a oferta global, ainda que em menor escala frente ao Centro-Oeste. A regularidade climática recente no Estado ajuda a sustentar expectativas positivas de produtividade, fator que pode influenciar o equilíbrio global de oferta.

Mercado Interno

A colheita do milho no Rio Grande do Sul se aproxima da conclusão, atingindo 90% dos 803.019 hectares cultivados na safra 2025/26, conforme a Emater/RS-Ascar. O avanço foi mais lento na última semana devido às chuvas, principalmente na Metade Sul, que elevaram a umidade dos grãos e dificultaram a operação de máquinas.

As áreas restantes correspondem a lavouras implantadas fora da janela ideal, ainda em fases reprodutivas ou de enchimento de grãos. As precipitações recorrentes desde março favoreceram o desenvolvimento dessas áreas, consolidando o potencial produtivo.

No milho destinado à silagem, a colheita também está praticamente concluída, alcançando 87% da área. No entanto, a umidade elevada tem prejudicado o processo de ensilagem, podendo impactar a qualidade da fermentação.

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Preços

Os preços do milho no mercado interno tendem a refletir o avanço da colheita e a qualidade do produto. A elevada umidade dos grãos em algumas regiões pode gerar descontos na comercialização, além de aumentar os custos com secagem. Por outro lado, a produtividade consistente no Estado ajuda a equilibrar a oferta regional.

Indicadores
  • Área cultivada (milho grão): 803.019 hectares
  • Área colhida: 90%
  • Produtividade média: 7.424 kg/ha
Produção estimada: 5,96 milhões de toneladas
  • Milho silagem:
    • Área: 345.299 hectares
    • Colheita: 87%
    • Produtividade média: 37.840 kg/ha
  • Soja (RS):
    • Área cultivada: 6,62 milhões de hectares
    • Colheita: 68%
    • Produtividade média: 2.871 kg/ha
  • Feijão 1ª safra:
    • Área: 23.029 hectares
    • Produtividade média: 1.781 kg/ha
  • Feijão 2ª safra:
    • Área: 11.690 hectares
    • Produtividade média: 1.401 kg/ha
  • Arroz irrigado:
    • Área: 891.908 hectares
    • Colheita: 88%
    • Produtividade média: 8.744 kg/ha
Análise

A reta final da colheita do milho no Rio Grande do Sul confirma uma safra tecnicamente positiva, sustentada por produtividade acima da média histórica. No entanto, o excesso de chuvas no período final impõe desafios logísticos e pode afetar a qualidade dos grãos, exigindo maior gestão pós-colheita.

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O cenário climático também impacta outras culturas relevantes no Estado. A soja avança de forma mais lenta, com grande variabilidade produtiva devido ao regime irregular de chuvas ao longo do ciclo. Já o arroz mantém bom desempenho, enquanto o feijão evidencia forte dependência de irrigação para alcançar melhores rendimentos.

No curto prazo, o produtor gaúcho segue atento às condições climáticas para concluir a colheita e preservar a qualidade da produção, fator determinante para a rentabilidade em um ambiente de margens mais apertadas.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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