AGRONEGÓCIO
MF 8S Xtra é comprovado como trator mais eficiente em consumo de combustível em teste internacional
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MF 8S Xtra lidera testes internacionais de eficiência
Os modelos MF 8S Xtra Dyna E-Power e Dyna-VT da Massey Ferguson se destacaram em testes independentes da DLG PowerMix, referência mundial na avaliação da eficiência energética de tratores. A série MF 8S Xtra apresentou desempenho superior em motores e transmissões quando comparada a seus principais concorrentes na faixa de potência até 330 cv.
Testes PowerMix simulam operações reais do campo
Os ensaios avaliaram o consumo de combustível e o desempenho em 14 simulações de campo e transporte, considerando diferentes velocidades, cargas de trabalho, implementos e sistemas hidráulicos. As aplicações incluíram operações de tração, como aração e cultivo, e transporte de até 40 toneladas em terrenos planos e inclinados.
Jérôme Aubrion, diretor de Marketing da Massey Ferguson para Europa e Oriente Médio, afirma:
“Em condições de trabalho semelhantes, os tratores da série MF 8S Xtra consomem menos energia (g/kWh) que outros modelos do mesmo segmento, em todas as aplicações.”
MF 8S.265 Xtra Dyna E-Power: líder em eficiência
O MF 8S.265 Xtra Dyna E-Power conquistou o primeiro lugar geral nas operações de campo e transporte, com economia de combustível entre 4 e 22 g/kWh. Em média, o trator consome 56,88 litros por hora, enquanto concorrentes chegam a 62 l/h. Isso representa uma economia potencial de até 18.727 litros em 5.000 horas de operação.
O trator é equipado com transmissão mecânica de dupla embreagem e motores AGCO Power de seis cilindros e 7,4 litros, entregando alto torque em baixas rotações.
MF 8S.265 Xtra Dyna-VT: desempenho expressivo com transmissão CVT
O modelo Dyna-VT, com transmissão continuamente variável, alcançou média de 247 g/kWh em operações de campo e se destacou por sua precisão, flexibilidade e conforto operacional. Em transporte a 40 km/h e 50 km/h, registrou 361 g/kWh e 365 g/kWh, respectivamente, mantendo eficiência mesmo em altas velocidades.
Série MF 8S Xtra alia potência, conforto e tecnologia
Lançada em julho de 2025, a série MF 8S Xtra possui seis modelos com potência entre 205 e 305 cv. Entre os diferenciais:
- Cabine espaçosa e visibilidade de 360°, com portas amplas e área envidraçada de 6,6 m²
- Design Protect-U, que reduz ruído, calor e vibração
- Gerenciamento de ventilador otimizado, que contribui para economia de combustível
- Opções de transmissão adaptáveis a diferentes operações agrícolas
Os testes confirmam que a série oferece até 23 g/kWh a menos de consumo que concorrentes, entregando mais trabalho por litro de combustível e combinando eficiência, durabilidade e conforto operacional.
Eficiência prática para o produtor
A Dyna E-Power oferece até 8% mais eficiência em operações de tração, enquanto a Dyna-VT garante variação contínua de velocidade e operação suave, ideal para plantio, colheita e tarefas especializadas.
Com estes resultados, os tratores MF 8S Xtra reforçam sua posição como referência em eficiência energética e desempenho operacional para agricultores que buscam reduzir custos e aumentar produtividade.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
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Batata: safra de inverno amplia oferta e coloca preços em alerta
A oferta de batata deve ganhar força entre agosto e setembro com o avanço da colheita de inverno em Vargem Grande do Sul, no interior de São Paulo. Segundo o Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), somente em agosto deverá ser retirado do campo o equivalente a 35% da safra regional, elevando o acumulado colhido para 50% até o fim do mês.
O aumento sazonal da disponibilidade pode manter as cotações pressionadas no curto prazo, especialmente se a colheita avançar simultaneamente em outros polos produtores. Para o agricultor, o cenário reforça a necessidade de acompanhar o ritmo de entrada do produto no mercado, a qualidade dos lotes e os custos de classificação, armazenamento e transporte.
Em julho, a produtividade média das lavouras de Vargem Grande do Sul ficou próxima de 30 toneladas por hectare, abaixo do potencial da região. Colaboradores consultados pelo Cepea atribuíram o resultado ao excesso de chuva registrado em maio e junho e à elevada frequência de dias nublados, que reduziu a luminosidade e prejudicou a fotossíntese das plantas.
Para agosto, a expectativa é de recuperação do rendimento para aproximadamente 40 toneladas por hectare, patamar próximo ao observado nos últimos anos. A melhora, combinada com a concentração da colheita, deverá ampliar o volume ofertado ao mercado.
O produtor, entretanto, ainda precisa manter atenção redobrada ao manejo fitossanitário. Houve registros de canela-preta depois de cerca de 60 dias da tuberização, favorecidos pela elevação das temperaturas, embora a doença tenha sido rapidamente controlada. A requeima, presente desde junho, intensificou-se em julho e também contribuiu para limitar a produtividade. Apesar dos problemas, a qualidade dos tubérculos colhidos é considerada satisfatória.
O avanço regional da oferta ocorre em um ano de redução da produção brasileira. O levantamento de julho do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) estima a safra nacional de batata-inglesa de 2026 em 4,2 milhões de toneladas, queda de 8,3% em relação às 4,58 milhões de toneladas produzidas em 2025.
A retração é explicada principalmente pelas perdas de área. O país deverá colher 121,8 mil hectares, 9,4% menos que no ano passado. A produtividade média nacional, por outro lado, está estimada em 34,5 toneladas por hectare, crescimento de 1,2%.
A terceira safra, correspondente ao cultivo de inverno, deverá produzir 892,2 mil toneladas, recuo de 19,3% frente a 2025. A área destinada ao ciclo diminuiu 23,9%, para 22,1 mil hectares. O rendimento médio esperado, contudo, subiu 6,1% e alcança 40,3 toneladas por hectare.
Isso significa que o mercado pode enfrentar dois movimentos diferentes. No curto prazo, a concentração da colheita entre agosto e setembro amplia a oferta e pode pressionar as cotações recebidas pelo produtor. No conjunto do ano, porém, a disponibilidade nacional deverá ser menor que a registrada em 2025.
A queda de preços já apareceu no varejo. A batata-inglesa recuou 19,59% em julho no Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA). A continuidade desse movimento dependerá do ritmo da colheita, do rendimento das lavouras e da qualidade comercial dos lotes que chegarem aos atacados.
Apesar de produzir mais de 4 milhões de toneladas por ano, o Brasil não exerce papel central no mercado mundial. Dados da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO) mostram que o planeta produziu 390,4 milhões de toneladas de batata em 2024. O Brasil respondeu por aproximadamente 1,1% desse volume e ocupou a 18ª posição entre os países produtores. China e Índia lideram com ampla vantagem.
A produção brasileira é direcionada principalmente ao mercado interno. No comércio exterior, o maior desequilíbrio está nos produtos processados. Em 2025, considerando a pauta formada por batata-doce e batatas preparadas ou conservadas, o país exportou 36,5 mil toneladas e importou 345,7 mil toneladas — um volume importado quase 9,5 vezes superior ao exportado.
As compras externas foram lideradas por batatas preparadas e conservadas, especialmente produtos congelados destinados ao varejo e ao setor de alimentação. Argentina, Bélgica, Países Baixos e Egito estiveram entre os principais fornecedores. O déficit não significa falta de batata fresca no país, mas revela a dependência brasileira de produtos com maior grau de processamento industrial.
Para o produtor, a entrada no pico da safra exige atenção à comercialização. Mesmo com uma produção nacional menor em 2026, a concentração temporária da oferta pode reduzir preços e margens. Qualidade, produtividade, escalonamento da colheita e negociação antecipada serão determinantes para atravessar o período de maior disponibilidade.
Fonte: Pensar Agro
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