AGRONEGÓCIO
Mosca-dos-chifres ameaça pecuária no início da temporada de chuvas: manejo preventivo é essencial
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Com a chegada de setembro, aumento das temperaturas e retorno das chuvas, a mosca-dos-chifres (Haematobia irritans) se torna uma ameaça significativa para a pecuária brasileira. Este parasita, hematófago e altamente irritante para bovinos de corte e leite, pode causar perdas superiores a ½@ por animal em 210 dias, impactando diretamente o desempenho zootécnico do rebanho, segundo estudo da Universidade Federal do Mato Grosso do Sul.
O médico-veterinário Felipe Pivoto, gerente de serviços técnicos da Vetoquinol Saúde Animal, explica que o clima tropical brasileiro, com altas temperaturas e chuvas regulares, cria condições ideais para a multiplicação das moscas, tornando o manejo preventivo imprescindível.
Brincos mosquicidas são tecnologia eficaz de controle
Entre as soluções disponíveis, os brincos mosquicidas destacam-se como método moderno e eficiente de proteção. Pivoto orienta que a aplicação deve ser realizada antes do período de chuvas, envolvendo todo o rebanho, inclusive os animais leiteiros, garantindo que, quando as condições climáticas favoreçam a multiplicação das moscas, os bovinos já estejam protegidos.
Produto Fiprotag® 210 garante proteção prolongada
O Fiprotag® 210, brinco mosquicida da Vetoquinol, combina os princípios ativos fipronil e diazinon e apresenta proteção contínua por 210 dias. Estudos realizados em parceria com universidades indicam eliminação de infestações em até 30 minutos após a aplicação e aumento médio de 15,8 kg por animal ao final do ciclo.
Considerando o valor médio da arroba em R$ 300,00, a utilização do brinco representa um retorno de cerca de R$ 150,00 por animal. Outro diferencial do produto é que não possui carência, permitindo que não haja descarte de leite nem impedimento para o abate durante o tratamento, sem deixar resíduos nos alimentos.
Planejamento e manejo aumentam produtividade e bem-estar
A adoção de medidas preventivas, aliadas à tecnologia adequada, garante o bem-estar do rebanho, melhora indicadores como ganho de peso e produção de leite, e impulsiona a rentabilidade da propriedade. Pivoto reforça a importância de retirar o brinco ao final do período de eficácia para evitar resistência das moscas e manter a eficiência do manejo no longo prazo.
Jornada Fiprotag leva informação técnica a produtores
Para orientar os pecuaristas, a Vetoquinol realiza a Jornada Fiprotag, com encontros em várias regiões do Brasil. A iniciativa, que terá início em setembro de 2025, visa capacitar produtores sobre o controle da mosca-dos-chifres, promovendo práticas sustentáveis e aumento da produtividade na pecuária nacional.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
AGRONEGÓCIO
Fim da escala 6×1 acende alerta no agro para alta de custos e impacto nos alimentos
Entidades do agronegócio intensificaram nesta semana a mobilização contra a proposta que altera o modelo de jornada de trabalho no país, incluindo o fim da escala 6×1 e a redução da carga semanal de 44 para 40 horas. O setor avalia que os impactos podem ser superiores à média da economia, com reflexos diretos sobre custos, emprego e preço dos alimentos.
Estimativa preliminar do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) indica que a mudança pode elevar os custos entre 7,8% e 8,6% em atividades como agropecuária, construção e comércio — acima da média nacional de 4,7% sobre a massa de rendimentos.
No campo, o posicionamento mais contundente partiu do Sistema Faep, que reúne a Federação da Agricultura do Estado do Paraná, o Serviço Nacional de Aprendizagem Rural do Paraná (Senar-PR) e sindicatos rurais. A entidade encaminhou ofício a deputados e senadores solicitando a não aprovação da proposta, sob o argumento de que a medida compromete a eficiência produtiva e a competitividade do setor.
Segundo levantamento do Departamento Técnico e Econômico (DTE) do Sistema Faep, a redução da jornada pode gerar impacto de R$ 4,1 bilhões por ano apenas na agropecuária paranaense. A estimativa considera uma base de 645 mil postos de trabalho e uma massa salarial anual de R$ 24,8 bilhões.
O estudo também aponta a necessidade de recomposição de 16,6% da força de trabalho para cobrir o chamado “vácuo operacional”, especialmente em atividades contínuas, como produção de proteínas animais e operações industriais ligadas ao agro.
A Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) também levou o tema à sua Comissão Nacional de Relações do Trabalho e Previdência Social. O debate interno reforçou a necessidade de que eventuais mudanças considerem as especificidades do campo, onde a produção segue ciclos biológicos e climáticos, muitas vezes incompatíveis com jornadas rígidas.
No segmento industrial, a Associação Brasileira da Indústria de Alimentos (ABIA) reconheceu a importância da discussão sobre qualidade de vida no trabalho, mas alertou para os efeitos econômicos de alterações abruptas. Em nota, a entidade destacou que pressões de custo ao longo da cadeia produtiva tendem a impactar diretamente o preço final dos alimentos e o acesso da população, sobretudo de menor renda.
Entre os principais pontos de preocupação do setor está a dificuldade operacional de atividades que não podem ser interrompidas. Cadeias como suinocultura, avicultura e produção de etanol exigem funcionamento contínuo, o que demandaria aumento de quadro de funcionários para manter o mesmo nível produtivo.
Na prática, isso significa elevação de custos e possível perda de competitividade, tanto no mercado interno quanto nas exportações. Há também o risco de repasse desses custos ao consumidor, pressionando os preços dos alimentos.
Outro fator destacado é a sazonalidade da produção agropecuária. Etapas como plantio, colheita e manejo animal dependem de condições climáticas e janelas operacionais específicas, o que limita a aplicação de modelos padronizados de jornada.
A proposta em discussão no Congresso — a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 221/2019 — ainda está em fase de análise, mas tem mobilizado diferentes setores da economia. No caso do agronegócio, a avaliação predominante é de que mudanças estruturais nas relações de trabalho precisam ser acompanhadas de estudos técnicos aprofundados e regras de transição que evitem desequilíbrios na produção.
O setor defende que o debate avance, mas com base em dados e na realidade operacional do campo, para que eventuais ajustes na legislação não comprometam a oferta de alimentos nem a sustentabilidade econômica das atividades rurais.
Fonte: Pensar Agro
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